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Dados do Projeto de Pesquisa

LETRAS (23002018004P7)
Cartografias do corpo e do desejo na Literatura Brasileira
02/03/2021
PESQUISA
EM ANDAMENTO
Este projeto de pesquisa objetiva o estudo de representações do corpo abjeto, do desejo transgressivo e dos comportamentos considerados subversivos, a partir da leitura de obras representativas da Literatura Brasileira, buscando problematizar as corpografias ficcionais considerando uma relação com noções teóricas como a de Organismo e Corpo sem Órgãos, advindas da filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari; uma discussão sobre os corpos dóceis desenvolvida por Michel Foucault; e a concepção de corpo abjeto como pensada por Júlia Kristeva. A investigação do tema é motivada por uma constatação a respeito das práticas de vigiar e punir corpos considerados subversivos e por uma percepção sobre o modo de agir das instituições que atuam colocando em prática determinados procedimentos de produção, controle e distribuição das condutas do sujeito, de seus desejos e de seu corpo, considerado como um corpo abjeto, no sentido proposto por Julia Kristeva (1982, p. 4), para quem a noção não se define tanto pela ausência de limpeza ou de saúde, mas sim por aquilo que esse corpo pode perturbar em uma identidade, em um sistema ou uma determinada ordem. Aquilo que o abjeto, pela sua mera existência, provoca ao não respeitar os limites e as regras. (PORTO, 2016). Essas regras e limites são impostos por instituições sociais como o Estado, a Igreja, a família, etc., que vão dizer - conforme as interpretam estudiosos como Erving Goffman (2013), Michel Foucault (2006, 2006b, 2007, 2010), Gilles Deleuze e Félix Guattari (1995, 1996, 1997, 1997b) - que o corpo não pode nada, ou que pode muito pouco. Isso porque essas instituições cooperam para perpetuar um modo de poder que despotencializa a vida dos sujeitos, criando instrumentos de regulação e de domesticação dos corpos. Na perspectiva dessas instituições, o desejo e o próprio corpo devem ser territorializados dentro de uma ordem, a qual acaba por fazê-los operar por meio de normas, de leis, tal qual ocorre ao discurso. Pensando a interlocução entre o desejo e a instituição, a respeito de uma ordenação do discurso, Foucault observa que enquanto: O desejo diz: “Eu não queria ter de entrar nesta ordem arriscada do discurso; não queria ter de me haver com o que tem de categórico e decisivo; [...] E a instituição responde: “Você não tem por que temer começar; estamos todos aí para lhe mostrar que o discurso está na ordem das leis; que há muito tempo se cuida da sua aparição; que lhe foi preparado um lugar que o honra mas o desarma; [...]” (FOUCAULT, 1996, p. 7). Ao longo do seu estudo, Foucault (1996) destaca, ainda, que mesmo numa sociedade democrática existem procedimentos responsáveis pela ordenação do discurso ou por torná-lo nulo, sem importância. Da mesma maneira, ocorre ao corpo e ao desejo: existem mecanismos que buscam despotencializá-los, territorializá-los na ordem das leis, desarmá-los, consoante buscaremos problematizar pela leitura crítica do texto literário.

Histórico de Linhas de Pesquisa

Linha de Pesquisa Área de Concentração Data de Início
TEXTO LITERÁRIO, CRÍTICA E CULTURA ESTUDOS DO DISCURSO E DO TEXTO 02/03/2021

Equipe

Nome Categoria Início do Vínculo Fim do Vínculo
CHRISTIAN PABLO DE SOUSA Discente - Mestrado 04/04/2025 -
CLARICE CALISTA DUTRA Discente - Doutorado 04/04/2025 -
ELENILDA DIAS DE SOUZA CARLOS Discente - Doutorado 04/04/2025 -
LUCAS MAURILIO DA SILVA FERREIRA Discente - Mestrado 04/04/2025 -
MARIA LARA ALVES ROCHA Discente - Doutorado 05/04/2023 -
RONIE RODRIGUES DA SILVA (Responsável pelo Projeto) Docente - PERMANENTE 02/03/2021 -

Financiadores

Nome Natureza do Financiamento Início Fim
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - (Programa de Demanda Social) BOLSA 02/03/2021 -
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Capes UFRN RNP
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