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Dados do Projeto de Pesquisa

Ensino (23002018009P9)
O ensino de pronúncia nas aulas de línguas
01/07/2021
PESQUISA
CONCLUÍDO
INTRODUÇÃO: As teorias tradicionalistas acreditam em uma representação linear das estruturas fonológicas em uma notação que privilegia os aspectos formais, ignorando, assim, a dinamicidade da língua e o seu valor comunicativo. No entanto, estudos associados a uma visão de língua enquanto Sistema Adaptativo Complexo (BECKNER et al., 2009) apontam para a relevância do uso linguístico na construção das representações mentais. Deste modo, o ensino de pronúncia de modo explícito, atrelado aos diferentes elementos que compõem a língua e uma visão de língua adicional relacionada ao princípio da inteligibilidade são aspectos que devemos levar em consideração ao pensar no ensino de pronúncia ancorado ao ensino comunicativo e ao Sistema Adaptativo Complexo. PROBLEMATIZAÇÃO/JUSTIFICATIVA DO TEMA: Tentamos responder às seguintes questões: de que maneira o ensino de pronúncia vem sendo abordado nas aulas de línguas (português, espanhol e inglês) em território nacional? Como o livro didático utilizado nas aulas de línguas aborda o ensino de pronúncia? Como atrelar o ensino de pronúncia sem se desvincular da abordagem comunicativa e da dinamicidade da língua? Hipotetizamos que o livro didático não apresenta ferramentas suficientes para um ensino comunicativo da pronúncia e que, consequentemente, reflete na prática do professor. Além disso, faz-se necessário um ensino explícito do detalhe fonético para que o alunado consiga se distanciar da gramática fonológica da língua materna. No tocante à língua materna acreditamos que um trabalho baseado na consciência fonológica e no respeito às variedades é fundamental. Por fim, um material baseado na língua como SAC permitirá uma efetiva comunicação do alunado, desse modo, interagindo vários fatores que englobam a aprendizagem da língua adicional e materna. Optamos por pesquisar os aspectos fônicos da língua, primeiramente, pela importância, cada vez maior, dada a uma pronúncia mais inteligível e compreensível por parte do falante. Fernández (2007) aponta que uma frase mal entoada pode causar modificações de sentindo, assim, impedindo a comunicação. Somado a isso, percebemos que os livros didáticos de línguas não integram os demais elementos que constituem a língua(gem), mas sim, destinam uma seção do material para trabalhar com pronúncia, muitas vezes, direcionando apenas para repetição de palavras com foco nos aspectos segmentais (MESQUITA NETO, 2020). No que concerne à justificativa teórica, apontamos que poucos são os estudos no Brasil, que focam na análise do ensino de pronúncia ou na produção de um material destinado ao ensino desse elemento. Enfatizamos que muitos dos livros didáticos trabalhados nas aulas de cursos livres, por exemplo, são produzidos em outros países, assim, não pensados especificamente para alunos brasileiros. Já os trabalhados no ensino médio, muitas vezes, deixam de lado o ensino de pronúncia focando apenas na habilidade leitora. Ainda enfatizamos que poucos são os pesquisadores que adentram no mundo fônico. Quando pensamos em trabalhos na língua portuguesa ou inglesa o número de autores é maior, no entanto, este número diminui substancialmente quando pesquisamos sobre o espanhol, ainda mais quando pensado no espanhol como língua adicional. Atualmente, no estado do Rio Grande do Norte só existem três pesquisadores que se dedicam aos estudos na área da pronúncia e/ou descrição fonética voltada ao espanhol, são eles Falcão (2016), Mesquita Neto (2018, 2020) e Farias (2018). Adicionado a isso, poucos são os estudos, no Brasil, na área da fonética do espanhol, com uma visão de língua como sistema adaptativo complexo. Ainda mais no tocante ao ensino de pronúncia. OBJETIVO GERAL: Analisar o ensino de pronúncia, nas aulas de línguas, nas diferentes esferas educacionais (ensino fundamental, médio, superior e cursos livres). ESPECÍFICOS: Avaliar como o ensino de pronúncia é abordado em livros didáticos; Descrever as realizações orais (segmentais e suprassegmentais) dos informantes; Averiguar as interferências fônicas advindas da língua materna dos discente; Verificar a aplicação do ensino de pronúncia por parte de docentes; Refletir sobre a prática docente e o ensino da pronúncia; Propor conteúdos fonético-fonológicos para o ensino de pronúncia; Desenvolver um material didático, à luz da abordagem comunicativa, que fomente o ensino de pronúncia. REFERENCIAL TEÓRICO E METODOLÓGICO: A presente pesquisa será delimitada como um estudo quali-qualitativo, descritivo e de corte longitudinal, visando analisar o ensino de pronúncia nos mais variados âmbitos educacionais, além de verificar o papel dado ao ensino de pronúncia em materiais didáticos e a realização dos elementos segmentais e suprassegmentais por parte dos alunos. Com base nisso, basear-nos-emos em autores como Celce-Murcia et al. (1996), Fernández (2007), Barreto e Alves (2012) e Farias (2014, 2018) que tratam sobre o ensino de pronúncia. Também nos apoiamos em Arzamendi et al. (2003), Poedjosoedarmo (2004), Martínez (2009), entre outros que abordam sobre os métodos de ensino e aprendizagem de línguas. PERSPECTIVA DE REPERCUSSÃO/IMPACTOS/APLICAÇÃO NO ENSINO: Os resultados esperados, desde uma perspectiva epistemológica, é de grande importância e relevância, pois além de trazer discussões importantes no campo do ensino de pronúncia de língua espanhola e aquisição de línguas, os resultados encontrados podem sanar os problemas de pronúncia dos nossos alunos ou, pelo menos, permitir uma verificação das principais interferências relacionados à oralidade do espanhol e/ou inglês como língua adicional, permitindo-nos refletir sobre nossa metodologia, e como os professores, enquanto agentes ativos no processo de aprendizagem, podem contribuir na formação de futuros docentes e, assim, gerar profissionais mais competentes na habilidade oral da língua objeto. O enfoque que damos em nossa pesquisa ao ensino de língua materna e línguas adicionais representa uma inovação importante para esse campo de estudo, pois na maior parte das pesquisas relacionadas à interlíngua, elas se restringem à textos escritos, baseando-se na análise dos erros, já a nossa pesquisa foca na habilidade oral do alunado. Além disso, o desenvolvimento de um material didático baseado na abordagem comunicativa, que une a interação e interculturalidade, permite que a pesquisa contribua não apenas para o meio acadêmico, mas para toda a comunidade externa, visto que, esse material poderá ser usado nas mais variadas esferas educacionais.

Histórico de Linhas de Pesquisa

Linha de Pesquisa Área de Concentração Data de Início
ENSINO DE LÍNGUAS EDUCAÇÃO BÁSICA 01/07/2021

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