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Dados do Projeto de Pesquisa

Ensino (23002018009P9)
CRENÇAS E EXPERIÊNCIAS SOBRE O ENSINO DE LÍNGUAS NA ESCOLA PÚBLICA
01/01/2021
PESQUISA
CONCLUÍDO
Esta proposta de trabalho tem como objetivo explorar as crenças e as experiências sobre o ensino de línguas, focalizando questões relacionadas às tecnologias digitais, material didático, leitura e produção de textos, entre outras. O foco teórico são as crenças e as experiências sobre essas temáticas no contexto do ensino de línguas. Nesse sentido, o objetivo geral do projeto é promover a realização de investigações sobre as crenças e as experiências no ensino de línguas. Temos como objetivos específicos: Estudar teorias sobre crenças, experiências, abordagens ligadas às tecnologias digitais, material didático, leitura e produção textual aplicadas ao ensino de línguas; Explorar aspectos teórico-metodológicos relativos ao estudo das crenças, experiências e abordagens na Linguística Aplicada; Identificar crenças, experiências no contexto de ensino-aprendizagem de professores de e alunos; Refletir sobre a inserção das tecnologias digitais na sociedade e no contexto do ensino de línguas; Discutir crenças e abordagens sobre materiais didáticos no ensino de línguas; Refletir sobre as crenças, as experiências e as abordagens de ensino de leitura e de produção textual. No que diz respeito às crenças, podemos afirmar que são um conceito bastante antigo e fundamental para compreendermos a razão de nossas ações, ou seja, entendermos por que professores agem da maneira que agem. O estudo das crenças sobre o ensinoaprendizagem de línguas tem sido objeto de investigação da Linguística Aplicada no Brasil e no exterior, desde 1980. Por ser uma forma de pensamento, construídas a partir de nossas experiências, as crenças são instáveis e emergentes, sociais e individuais com um grande valor para a investigação científica no campo das ciências humanas (BARCELOS, 2006). Muitos são os termos utilizados pelos pesquisadores para indicar a relação da ação com as crenças, por exemplo, imagens, concepções, representações, teorias, cultura (BARCELOS, 2004). Por ser uma área com essas características investigativas de dispersão semântica, as crenças são consideradas um tema paradoxal, complexo e confuso, com uma conotação afetiva e avaliadora, conforme aponta Pajares (1992). Esse posicionamento de Pajares diferencia o significado de crenças com o significado de conhecimento, pois para ele a distinção entre um e o outro se dá pelo fato de as crenças carregarem um traço emocional. Para Barcelos (2006, p. 18), uma das principais pesquisadoras sobre as crenças no ensino-aprendizagem no Brasil, as crenças são “como uma forma de pensamento, como construções da realidade, maneiras de ver e perceber o mundo e seusfenômenos, co-construídas em nossas experiências e resultantes de um processo interativo de interpretação e (res)significação”. Com base nessa proposição de Barcelos (2006), a qual utilizamos neste estudo, a maioria das coisas que construímos cognitivamente, em nossa vida, se materializa por meio das experiências adquiridas em nossas interações humanas. Como ressalta Miccoli (2010b, p. 29), “todas as experiências vivenciadas são processos que envolvem dinâmicas relacionais e interacionais”. Esses episódios de nossa história nos ajudam a representar o mundo e a construir a nossa compreensão e a nossa identidade social. O ensino-aprendizagem de línguas com o uso diversificado de material didático, incluindo o uso das tecnologias digitais, tem se tornado um grande desafio para os professores em serviço na escola pública. O campo da pesquisa sobre as experiências está atrelado às nossas atividades diárias, que, por sua vez, influenciam as nossas crenças e as expectativas que temos sobre essas mesmas atividades (MICCOLI, 2010b). Discutir os elementos constitutivos das experiências humanas, dessa maneira, pode ser visto como uma forma de refletir sobre as abordagens, as interações e o uso da linguagem nas práticas sociais, no nosso caso específico, o espaço da sala de aula. Segundo Miccoli (2010a, p, 142), “a definição de experiência é complexa por remeter a uma constelação de eventos nela aninhados”. Essa complexidade das experiências está ligada aos diversos aspectos que se interrelacionam no processo de formação do indivíduo. Podemos afirmar que as experiências são, em grande parte, uma das principais fontes de todo conhecimento humano, e, por esse motivo, são importantes para a investigação científica e, sobretudo, para a pesquisa sobre crenças. Investigar, pois, as experiências e as crenças de professores e de alunos no contexto de ensino de línguas é, a nosso ver, emergente, haja vista a relevância direta na qualidade do processo de aprender e de ensinar e o amplo significado de refletir sobre esses elementos. Por se tratar de um projeto que utiliza os instrumentos do método etnográfico, esta proposta é composta de trabalho de campo com uma participação colaborativa de sujeitos participantes do universo escolar, com foco na linguagem. Os sujeitos participantes desta proposta poderão ser professores, alunos de escolas públicas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, ou ainda do ensino superior. Outra fonte de dados poderá ser os materiais didáticos presentes no ensino de línguas. Para a coleta do corpus, poderemos utilizar, questionário, entrevista e o instrumento de pesquisa denominado de autorrelato. Os autorrelatos são narrativas orais ou escritas sobre as experiências da vida pessoal (VIEIRA-ABRAÃO, 2006). No contexto educacional, o objetivo da aplicação dessa técnica é conseguir a descrição das histórias dos informantes para, em seguida, poder discutir o processo de ensino-aprendizagem. Acreditamos que as experiências e as crenças dos professores podem nos dizer muito sobre os limites do ensino-aprendizagem de línguas.

Histórico de Linhas de Pesquisa

Linha de Pesquisa Área de Concentração Data de Início
ENSINO DE LÍNGUAS EDUCAÇÃO BÁSICA 01/01/2021

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