Esta pesquisa tem como base os estudos sobre crenças no âmbito da Cognição Social que se
propôs relacionar crenças no altruísmo com bem-estar subjetivo no contexto de pandemias.
Crenças dizem respeito à sentenças que criam relações entre objetos, pessoas e ideias, dentre
outros. Definiu-se como problema a seguinte questão: que relações se pode estabelecer entre
crenças no altruísmo e no bem-estar subjetivo, de pessoas no contexto de pandemias? A partir
daí, estabeleceu-se como objetivos: analisar o conceito de crenças no âmbito dos estudos da
cognição social; estudar o tema altruísmo como agente de bem-estar subjetivo em tempos de
pandemias e realizar investigação empírica sobre a relação entre crenças no altruísmo e no bemestar
subjetivo de pessoas no contexto de pandemias. A pesquisa justifica-se pelo interesse da
pesquisadora em relação ao tema, uma vez que trabalha, há vários anos, como professora,
psicóloga, psicopedagoga e coordenadora de obras sociais. Essas práticas lhe propicionaram
observações sobres comportamentos e atitudes de muitas pessoas, que se caracterizava por
queixas de desânimo, tédio, desesperança , impaciência, reveladoras mau-estar subjetivo que
refletiam , muitas vezes, uma vida pautada por critérios externos de valores determinados pela
mídia social. Esta busca entre o ideal e o real que é experimentada pelas pessoas, possivelmente,
pode explicar estes comportamentos em geral, carentes de valores superiores que melhor
abastecem o direcionamento da vida mais realizadora. Metodologicamente, trata-se de uma
pesquisa empírica, quantitativa, descritiva, realizada com 303 pessoas da população em geral,
da Federação Brasileira, que responderam às Escalas de Altruísmo; Bem-Estar Subjetivo
através de Afetos positivos e negativos e Satisfação com a Vida, cujos resultados revelaram
que houve uma correlação significativa , de intensidade fraca, entre o Bem-Estar subjetivo ,
relacionado à Satisfação com a Vida e Altruísmo relativo a Bem-Estar do Próximo.