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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
NEUROCIÊNCIAS E BIOLOGIA CELULAR (15001016044P0)
Educação Presencial
Efeitos do extrato de açaí (Euterpe oleracea Mart.) em modelos in vitro e in vivo de isquemia cerebral
RAFAEL DIAS DE SOUZA
DISSERTAÇÃO
19/01/2021

O acidente vascular encefálico (AVE) é uma das principais causas de mortes no mundo, gerando grandes impactos na saúde, na economia e convívio social. O AVE pode ser hemorrágico ou isquêmico, podendo resultar desde pequenas sequelas, até mesmo, o óbito. O quadro de isquemia cerebral, seja ela, global ou focal, é causado por diminuição no fluxo sanguíneo no sistema nervoso central que conduz a falência bioenergética, excitotoxicidade, estresse oxidativo, neuroinflamação, disfunção da barreira hematoencefálica, recrutamento de micróglias/macrófagos, culminando na morte de neurônios, glia e células endoteliais. Compostos antioxidantes, como terapia adjuvante, podem contribuir para a atenuação dos danos causados por um evento isquêmico. Neste sentido, produtos de origem vegetal, são muito utilizados na medicina tradicional, possuem inúmeras substâncias benéficas à saúde, comprovado cientificamente, por terem efeitos anti-inflamatório, antioxidante, antitumoral, antinociceptivo, antienvelhecimento, e muitos outros. Dentre essas plantas destacamos o açaí (Euterpe oleracea Mart.), um fruto amazônico utilizado para diversos fins, muito difundido na alimentação, no uso medicinal, industrial e científico. Os frutos maduros do açaizeiro possuem coloração arroxeada, a qual se deve a grande quantidade de antocianinas e outros flavonoides, os quais possuem propriedades moduladoras de radicais livre, sinalização inflamatória e de déficits eletrofisiológicos como ocorre nos AVEs. Neste estudo, visamos investigar os efeitos do extrato do açaí em modelo murino in vitro e in vivo de AVE isquêmico. Para os experimentos in vitro, foram utilizadas culturas primárias de neurônios/células da glia, derivadas de córtex pré-frontal de ratos neonatos da linhagem Wistar. No 8º dia in vitro, as culturas foram tratadas com extrato de açaí nas concentrações de 10 ng/mL a 500 μg/mL por 24 horas, seguido da análise de viabilidade celular por ensaio de MTT. Após estes experimentos, foram escolhidas concentrações de 25 ng/mL a 100 μg/mL para uso nos ensaios de privação de glicose/oxigênio (PGO) por 60 minutos e reperfusão por 24 horas. Para os experimentos in vivo, foi utilizado o método de oclusão da artéria cerebral média (OACM) por 30 minutos com acompanhamento e tratamento dos animais por 7 dias. Assim, após 4 horas do início da reperfusão, os animais receberam o extrato de açaí por gavagem e após isto, todos os dias, na concentração de 0,05 g/mL. Foram avaliados diariamente o ganho de peso, ingestão de comida e déficit neurológico. Ao final dos experimentos, os encéfalos foram coletados para análise histológica (volume de infarto). Nos resultados in vitro, para a curva dose-resposta, não houve alteração na viabilidade celular nas doses de açaí testadas em relação ao controle. A hipóxia reduziu a viabilidade celular em torno de 19%, entretanto, o açaí não protegeu contra os danos induzidos pela PGO. In vivo, animais submetidos à OACM tiveram redução nos parâmetros ganho de peso e ingestão de comida e apresentaram déficits neurológicos e volume de infarto significativos quando comparados aos animais controle. O tratamento com o extrato de açaí não reverteu as alterações provocadas nos parâmetros ganho de peso, ingesta de comida e volume de infarto. Contudo, houve melhora no escore clínico nos dias 1 e 6 dos animais tratados com açaí em relação aos animais submetidos à isquemia. Assim, os mecanismos pelos quais o açaí possa ter alterado o escore clínico necessitam de um estudo mais aprofundado para sugerir que os compostos presentes no fruto possam exercer um papel benéfico em pacientes acometidos por AVE.

Euterpe oleracea Mart.;Isquemia;acidente vascular encefálico;Neuroproteção
Stroke is one of the main causes of death in the world, generating impacts on health, the economy and social life. The stroke can be hemorrhagic or ischemic, and can result from small sequelae, even death. Cerebral ischemia, whether global or focal, is caused by a decrease in blood flow in the central nervous system that leads to bioenergetic failure, excitotoxicity, oxidative stress, neuroinflammation, blood-brain barrier dysfunction, recruitment of microglia/macrophages, culminating in death of neurons, glia and endothelial cells. Antioxidant compounds, such as adjuvant therapy, can contribute to mitigating the damage caused by an ischemic event. In this sense, products of plant origin are widely used in traditional medicine, have numerous substances beneficial to health, scientifically proven, for having anti-inflammatory, antioxidant, anti-tumor, anti-nociceptive, anti-aging effects and many others. Among these plants, we highlight the açaí (Euterpe oleracea Mart.) an Amazonian fruit used for several purposes, such as in food, medicinal, industrial and scientific use. The ripe fruits of the açaizeiro have a purple color, which is due to the large amount of anthocyanins and other flavonoids, which have modulating properties free radical, inflammatory signaling and electrophysiological deficits as occurs in strokes. In this study, we aim to investigate the effects of açaí extract in a murine model in vitro and in vivo of ischemic stroke. For in vitro experiments, we were used primary cultures of neurons/glial cells derived from the prefrontal cortex of neonate Wistar rats. On the 8th day in vitro, the cultures were treated with açaí extract in concentrations of 10 ng/mL to 500 μg/mL for 24 hours, followed by cell viability analysis by MTT assay. After these experiments, concentrations of 25 ng/mL to 100 μg/mL were chosen for use in oxygen/glucose deprivation (OGD) assays (60 minutes of OGD followed by 24 hours of reperfusion). For in vivo experiments, the middle cerebral artery occlusion (MCAO) method was used. The animals were submitted for 30 minutes of MCAO and followed up to 7 days. Thus, 4 hours after the beginning of reperfusion, the animals received the extract of açaí by gavage and after that, every day, in the concentration of 0.05 g/ml. The weight gain, food intake and neurological deficit were evaluated daily. At the end of the experiments, brains were collected for histological analysis (infarction volume). In the in vitro results, for dose-response curve, there was no change in cell viability in the tested açaí doses compared to the control. The hypoxia reduced cell viability by 19%, however, açaí did not protect against OGD-induced damage. In vivo, animals submitted to MCAO had a reduction in weight gain and food intake parameters and presented significant neurological deficits and infarction volume when compared to control animals. Treatment with açaí extract did not reverse the changes caused in the parameters of weight gain, food intake and infarction volume. However, there was an improvement in the clinical score on days 1 and 6 of the animals treated with açaí compared to the animals submitted to ischemia. Thus, the mechanisms by which açaí may have changed the clinical score need further study to suggest that the compounds present in the fruit may play a beneficial role in stroke patients.
Euterpe oleracea Mart.;ischemia;stroke;neuroprotection
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
O trabalho possui divulgação autorizada
Dissertação_Rafael Souza_2021.pdf

Contexto

NEUROCIÊNCIAS
NEUROFARMACOLOGIA
POTENCIAL TERAPÊUTICO DE PLANTAS AMAZÔNICAS: UM CAMINHO PARA O CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL

Banca Examinadora

ELIZABETH SUMI YAMADA
DOCENTE - COLABORADOR
Sim
Nome Categoria
ARNALDO JORGE MARTINS FILHO Participante Externo
ELIZABETH SUMI YAMADA Docente - COLABORADOR
LAINE CELESTINO PINTO Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
CONS NAC DE DESENVOLVIMENTO CIENTIFICO E TECNOLOGICO - CAPES 24

Vínculo

CLT
Empresa Privada
Empresas
Não
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