Introdução: O papilomavírus humano (HPV) é o causador da infecção sexualmente
transmissível, popularmente conhecida como HPV. A infecção por HPV é uma das
infecções genitais mais frequentes no mundo e é uma das causas mais frequentes
para ocorrência do câncer do colo do útero. A vacina trata-se de outra forma de
prevenção, além do exame preventivo papanicolaou, que foi introduzida no calendário
de vacinação, no Programa Nacional de Imunização (PIN) em 2013, estando
disponível em todas as Unidades de Saúde. Assim, os adolescentes quando
compreendem que é importante e aceitam a vacinação, isso contribui para ampliar a
cobertura vacinal. Objetivo: Analisar o nível de conhecimento sobre o HPV e
aceitabilidade da vacina em estudantes adolescentes de escolas públicas. Método:
Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal, de abordagem quantitativa. A
pesquisa foi realizada em três escolas públicas do município de Manhuaçu do Estado
de Minas Gerais, Brasil. Os participantes da pesquisa foram estudantes de 15 a 18
anos, de ambos os sexos, matriculados nas escolas públicas de Manhuaçu, Minas
Gerais, Brasil. Foi utilizado um questionário sobre conhecimento e aceitabilidade da
vacina contra o HPV validado em 2018, que é composto por 31 questões divididas em
6 categorias. Resultados: A maior parte dos participantes foi do sexo feminino,
solteiros e poucos possuíam filhos, mas dentre estes, principalmente as mulheres.
Quanto a assertividade, em todos os itens o grupo apresentou mais que 60% de
acertos. Apenas o item que questiona se a vacina estaria estimulando o início precoce
da vida sexual, os meninos apresentaram resultado insuficiente. As questões de maior
déficit foram associadas a aplicação da dose antes da relação sexual; a vacina
podendo causar infecção por HPV; a vacina diminuir a chance de “verrugas”; além da
questão acerca de diminuir as alterações no papanicolau. Conclusão: A vacina contra
o HPV apresentou alta aceitação, principalmente pelo sexo feminino e déficit quanto
ao conhecimento e repercussões do imunizante de forma mais abrangente junto ao
sexo masculino, contudo, a referida aceitabilidade não se reflete na prática, haja vista
a baixa adesão ao uso da vacina, a qual não atingiu 20,0% dos adolescentes nos anos
de 2016 e 2017.