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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
CIÊNCIAS DA LINGUAGEM (23002018073P9)
“O CASO DE RUTH” E “O JARDIM SELVAGEM”: O GÓTICO FEMININO NOS CONTOS DE JÚLIA LOPES DE ALMEIDA E LYGIA FAGUNDES TELLES
ANA CAROLINA DA SILVEIRA COSTA SANTIAGO
DISSERTAÇÃO
23/06/2021

No cenário das letras, o final do século XIX e alvorecer do século XX são marcados por um percurso de mulheres escritoras cujas obras prestigiam um teor de denúncias sobre o universo feminino. No discurso romanesco de autoria feminina, a subalternidade e a subserviência são problemáticas originais sustentadas por um variado repertório de procedimentos góticos, no qual temas como a opressão promovida pelo patriarcado e a ansiedade e os medos femininos ocupam lugar central. Do encontro entre a escrita feminina e o gótico resulta um estilo novo, descrito por Ellen Moers (1976) como o gótico feminino. O gótico e sua atração por emoções consideradas negativas reforçam sentidos de terror e angústia no drama das personagens. Nesse sentido, as potencialidades do imaginário do espaço são utilizadas como um importante recurso figurativo no realce da simbologia gótica. Nesta perspectiva, seguindo tal linha de pensamento, este estudo procura destacar traços do gótico feminino nos contos “O caso de Ruth” (1903), de Júlia Lopes de Almeida, e “O jardim selvagem” (1965), de Lygia Fagundes Telles. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter analítico descritivo e de cunho comparativo cujo objetivo é investigar como os referidos contos expressam o horror e o terror na ação das personagens femininas. Para tal, a análise é embasada nos estudos sobre o gótico e o gótico feminino de autores como Delamotte (1990), França (2015), Heiland (2004), Hoeveler (1998) e Kristeva (1982). Na abordagem pretendida, interessa, ainda, observar o diálogo entre literatura e sociedade, atentando-se para o modo como as duas obras retratam a mulher em contextos patriarcais do final do século XIX e início do século XX. Para tal investigação, buscamos nos embasar nos estudos de Jackson (2008), Miles (2001), Perrot (2007) e Priore (2000). Por fim, podemos observar que os referidos contos apresentam traços do gótico e do feminino, em uma engenhosa relação com o espaço ficcional, que se configura ora como castrador ora como libertador. De um modo geral, podemos dizer que Júlia Lopes de Almeida e Lygia Fagundes Telles, com quase cem anos de diferença entre suas vivências, apresentam traços ficcionais convergentes como a morte, a opressão, a violência e o terror.

Gótico;Gótico feminino;Espaço ficcional;Patriarcado
In the scene of literature, the end of the 19th century and the dawn of the 20th century are marked by a journey of women writers whose works honor a content of denunciations about the female universe. In the Romanesque discourse of female authorship, subordination and subservience are original problems sustained by a varied repertoire of Gothic procedures, in which themes such as oppression promoted by patriarchy and female anxiety and fears occupy a central place. The encounter between feminine writing and Gothic results in a new style, described by Ellen Moers (1976) as the Female Gothic. The Gothic and its attraction to emotions considered negative reinforce meanings of terror and anguish in the drama of the characters. In this sense, the potentials of the imaginary of space are used as an important figurative resource in the enhancement of Gothic symbology. In this perspective, following this line of thought, this study seeks to highlight traces of the Female Gothic in the short stories “O case de Ruth” (1903), by Júlia Lopes de Almeida, and “O jardim Selvagem” (1965), by Lygia Fagundes Telles. It is a qualitative research, with a descriptive analytical approach and a comparative nature whose objective is to investigate how the referred tales express horror and terror in the action of female characters. To this end, the analysis is based on studies on the Gothic and the Female Gothic by authors such as Delamotte (1990), France (2015), Heiland (2004), Hoeveler (1998) and Kristeva (1982). In the intended approach, it is also interesting to observe the dialogue between literature and society, paying attention to the way in which the two works portray women in patriarchal contexts of the late 19th and early 20th centuries. For this investigation, we seek to base ourselves on the studies of Jackson (2008), Miles (2001), Perrot (2007) and Priore (2000). Finally, we can see that the aforementioned short stories present traces of the Gothic and the feminine, in an ingenious relationship with the fictional space, which is configured either as castrator or as liberator. In general, we can say that Júlia Lopes de Almeida and Lygia Fagundes Telles, with almost one hundred years of difference between their experiences, present converging fictional features such as death, oppression, violence and terror.
Gothic;Female Gothic;Fictional space;Patriarchy
131
PORTUGUES
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
O trabalho possui divulgação autorizada
Ana Carolina Santiago_“O CASO DE RUTH” E “O JARDIM SELVAGEM”: O GÓTICO FEMININO (...).pdf

Contexto

Linguagens e Sociedade
LITERATURA,CULTURA E REPRESENTAÇÃO
Do fantástico e seus arredores: um estudo do gênero conto – 2ª etapa

Banca Examinadora

ANTONIA MARLY MOURA DA SILVA
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
MARIA EDILEUZA DA COSTA Docente - VISITANTE
MARIA BEVENUTA SALES DE ANDRADE Participante Externo
ANTONIA MARLY MOURA DA SILVA Docente - PERMANENTE

Vínculo

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Não
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