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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL
EDUCAÇÃO (42045010002P4)
Arpillerando com jovens do Ensino Médio de uma escola do campo – bordados coletivos da luta pela terra
LOUISE LOBLER
DISSERTAÇÃO
22/02/2022

Esta dissertação suleada pelas lutas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, centra-se na Educação do povo camponês em nível de Ensino Médio.Buscou-se compreender como esta geração de estudantes, que nasceu em um país redemocratizado, entende o seu papel e dá continuidade à luta pela terra. A produção de dados teve como ponto de partida a costura de arpillleiras e contou com a participação de quatro jovens Sem Terra, estudantes do Instituto de Educação Josué de Castro, situado na região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.Na busca de sentidos entre as costuras e o dito sobre o traçado, os estudantes foram nominados de: Ocupar, Resistir, Produzir e Conquistar. As discussões e análises, “fincadas” nos Direitos Humanos, foram motivadas por documentos legais e no diálogo com teóricos como: Frantz Fanon, Milton Santos, Paulo Freire, Ana Mae Barbosa, Diego Augusto Dihel, Elisabeth Jelin e Roseli Caldart. Os estudos revelaram que: a) os estudantes Sem Terra, seus familiares, não abrem mão de sua própria pedagogia, entendem a luta dos percussores do MST e atualizam as demandas que tensionam para a garantia de direitos humanos aos sujeitos contemporâneos do campo, os quais sofrem golpes de toda ordem, tanto pelo setor privado quanto pelo setor público, por governantes, descomprometidos com a vida digna a todas (os); b) os jovens camponeses produzem conhecimentos tendo como referência suas realidades concretas, mesmo que tendo períodos de afastamento do campo, em vista da estada em regime de alternância no Instituto de Educação Josué de Castro; c) as memórias individuais, de lutas, não podem ser entendidas apartadas das Memórias Sociais, desse modo, estar no IEJC possibilita um “estar longe” sem se afastar dos coletivos de luta, o que mantém o Movimento em movimento; d) a Educação do Campo é o lastro para a concretude do assentamento, e o acampamento é o lugar onde a semente da escola é plantada, regada, sonhada, projetada; e) a produção de arpilleras como instrumento para a análise se transformou em registros potentes das histórias familiares no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do coletivo, revelando o poder transformador da Arte- Educação na perspectiva libertadora.

Arpillera;Direitos Humanos;Educação;Educação do Campo;MST
Esta disertación, guiada por las luchas del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra, se enfoca en la educación del pueblo campesino a nivel de secundaria. Buscamos entender cómo esta generación de estudiantes, que nacieron en un país redemocratizado, entiende su papel y continúan la lucha por la tierra. La producción de datos tuvo como punto de partida la costura de arpilleras y contó con la participación de cuatro jóvenes Sin Tierra, estudiantes del Instituto de Educación Josué de Castro, ubicado en la región metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande del Sur. En la búsqueda sentidos entre las costuras y lo dicho sobre el trazado, los estudiantes fueron nombrados: Ocupar, Resistir, Producir y Conquistar. Discusiones y análisis, “basados” en los Derechos Humanos, fueron motivados por documentos legales y en diálogo con teóricos como: Franz Fanon, Milton Santos, Paulo Freire, Ana Mae Barbosa, Diego Augusto Dihel, Elisabeth Jelin y Roseli Caldart. Los estudios revelaron que: a) los estudiantes Sin Tierra, sus familias, no renuncian a su propia pedagogía, comprenden la lucha de los precursores del MST y actualizan las demandas que tensionan por la garantía de los derechos humanos a los sujetos contemporáneos del campo, que sufren golpes de todo tipo, tanto por parte del sector público como privado, por gubernamentales, descomprometidos con una vida digna para todos; b) los jóvenes campesinos producen conocimiento teniendo como referencia sus realidades concretas, aunque tengan periodos fuera del campo, en vista de la permanencia en régimen de alternancia en el Instituto de Educación Josué de Castro; c) las memorias individuales, de lucha, no pueden entenderse separadas de las Memorias Sociales, por lo que estar en el IEJC permite “estar lejos” sin alejarse de los colectivos de lucha, que mantienen en movimiento al movimiento; d) La Educación del Campo es el lastre para la concreción del asentamiento, y el campamento es el lugar donde se siembra la semilla de la escuela, se riega, se sueña, se proyecta; e) la producción de arpilleras como herramienta de análisis se convirtió en un poderoso registro de historias familiares en el Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra, del colectivo, revelando el poder transformador del Arte-Educación en una perspectiva liberadora.
Arpillera;Derechos Humanos;Educación;Educación del Campo;MST
131
PORTUGUES
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL
O trabalho possui divulgação autorizada
Dissertação LouiseLobler.pdf

Contexto

Formação de professores
DIREITOS HUMANOS, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS
Educação, Diversidade Étnico-Racial e Direitos Humanos

Banca Examinadora

MARIA CRISTINA SCHEFER
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
SINTHIA CRISTINA BATISTA Participante Externo
THAIS JANAINA WENCZENOVICZ Docente - COLABORADOR
MARIA CRISTINA SCHEFER Docente - PERMANENTE
ELISETE ENIR BERNARDI GARCIA Docente - COLABORADOR

Vínculo

-
-
-
Não

Produções Intelectuais Associadas

Não existem produções associadas ao trabalho de conclusão.
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