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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE
Geografia (40014010005P6)
Educação Presencial
PERTENÇO, LOGO EXISTO E RESISTO! As territorialidades políticas juvenis nos novíssimos movimentos sociais.
LARA PIRES WEISSBOCK
TESE
19/02/2021

Os chamados novíssimos movimentos sociais surgem a partir de 2010, em diversos países, constituindo-se em movimentos com maior pluralidade, autonomia e horizontalidade. Esta tese busca estudá-los tendo como objetivo geral analisar a participação dos jovens nesses novíssimos movimentos sob o viés geográfico. Assim, importa aqui analisar como ocorrem as territorialidades políticas juvenis, tendo como fundamento os espaços de mobilização e participação nos movimentos sociais ocorridos a partir do ano de 2010, em escala mundo, e a partir de 2013, no Brasil. Além disso, pretende-se identificar como os jovens se articulam em diferentes grupos que levam a produção de conflitos e/ou parcerias resultantes das diferentes leituras sociais que fazem (ou não) em distintas escalas territoriais, bem como avaliar como estes movimentos influenciaram e influenciam o seu grau de mobilização e participação política. A metodologia utilizada foi a coleta de dados primários e secundários, por meio de trabalhos de campo em movimentos sociais e encontros de jovens, a partir da aplicação de questionários online no Movimento Feminista 8M, na Espanha e no Brasil, em 2019, e por entrevistas com oito jovens no Brasil, em 2019. Ao abordar algumas características dos novíssimos movimentos sociais verifica-se uma intersecção e uma articulação entre as mobilizações nos espaços online e físico, isso ocorre principalmente pela adesão de jovens ―autônomos‖, ou seja, jovens não vinculados a coletivos e/ou partidos políticos, como no 15M e no Primavera Secundarista. No entanto, quando os jovens estão vinculados a um coletivo e/ou partido político, essas características acabam por serem minimizadas. O uso da internet, no entanto, não substitui a mobilização nos espaços físicos, ao contrário, reforça-os em diversas dimensões e são centrais para o fortalecimento desses movimentos. Outrossim, quando da referência ao associativismo, pode-se considerar que os movimentos sociais independem do associativismo a determinada instituição, uma vez que as formas com que as mobilizações ocorrem são distintas, dando-se nos espaços virtuais e físicos. Além do mais, observou-se que a associação aos partidos políticos e/ou coletivos está muito mais próxima à necessidade desses jovens de se organizarem em torno de pautas específicas a estas instituições, como as estudantis, por exemplo. Quando questionados aos entrevistados sobre suas trajetórias políticas foi possível verificar que as associações não se deram desde o início, o que leva a, de certa forma, não excluir a afirmação de que o associativismo institucional independe para a mobilização. Por fim, é possível afirmar que a territorialidade política dos jovens está no movimento de ―lado vivido‖ e de ―lado atuante‖ das relações entre sociedade, espaço e indivíduos, nas suas individualidades e/ou coletividades. A territorialidade política está em pertencer, existir e resistir!

Territorialidade política;Jovens;Geração #;Geração Blockchain;novíssimos movimentos sociais.
The so-called new new social movements arise from 2010, in several countries, constituting itself in movements with a bigger plurality, autonomy and horizontality. This thesis seeks to study them having as general purpose analyze the participation of the youngsters in these new new movements under the geographical bias. Thus, it matter to us analyzing how the juveniles political territoriality occur having as foundation the spaces of mobilization and participation in the social movements occurred in Brazil as of the year of 2010, on a world scale, and as of 2013, in Brazil. Besides that, identifying how the youngsters articulate themselves in different groups that lead the production of conflicts and / or partnerships resulting from different social readings that they do, or not, at different territorial scales, as well as evaluate how these movements influence the degree of their mobilization and political participation. The methodology used was the collection of primary and secondary data, through fieldwork in social movements and youth meetings, in applying online questionnaires no Feminist Movement 8M, in Spain and in Brazil, in 2019, through interviews with eight young people in Brazil in 2019. We infer that there is an intersection and an articulation between the mobilizations in online and physical spaces and that, when we talk about some of the characteristics of the new new social movements this occurs when it happens mainly by ―autonomous‖ young people, that is, young people not linked to collectives and / or political parties, as in 15M and at ―Primavera Secundarista‖. However, when young people are linked to a collective and / or political party, these characteristics end up being minimized. The use of the internet, however, does not replace the mobilization in physical spaces, on the contrary, it reinforces them in several dimensions and are central to the strengthening of these movements. Furthermore, when referring to associativism, it can be considered that social movements are independent of associativism to a given institution, since the ways in which mobilizations occur are different, taking place in virtual and physical spaces. Furthermore, it was observed that the association with political and / or collective parties is much closer to the need of these youngsters to organize themselves around specific guidelines for these institutions, such as the students‘ institutions, for example. When asked about their political trajectories, it was possible to verify that the associations did not happen from the beginning, which leads, in a way, to not exclude the claim that institutional associations are independent for mobilization. Finally, it is possible to affirm that the political territoriality of youngsters is in the movement of ―lived side‖ and ―active side‖ of the relations among society, space and individuals, in their individualities and / or collectivities. Political territoriality is in belonging, existing and resisting!
Political territoriality;Youngsters;Generation #;Generation Blockchain;New new social movents.
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE
O trabalho possui divulgação autorizada
TESE LARA PIRES WEISSBOCK.pdf

Contexto

DINÂMICA DA PAISAGEM E DOS ESPAÇOS RURAIS E URBANOS
DINÂMICA DOS ESPAÇOS RURAIS E URBANOS
PqC - Redes de poder, políticas públicas e território

Banca Examinadora

MARCIA DA SILVA
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
CLARICE CASSAB TORRES Participante Externo
MARCIA DA SILVA Docente - PERMANENTE
KARLA ROSARIO BRUMES Docente - PERMANENTE
ALIDES BAPTISTA CHIMIN JUNIOR Docente - COLABORADOR
WASHINGTON RAMOS DOS SANTOS JUNIOR Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Apoio à Pós-Graduação 30

Vínculo

CLT
Empresa Pública ou Estatal
Ensino e Pesquisa
Sim
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