Esta dissertação intitulada Barreiras Atitudinais na Educação Especial: um estudo sobre as compreensões de professoras de Salas de Recursos Multifuncionais de escolas do município de Ilhéus-BA, é vinculada à Linha de Pesquisa Educação, Cultura e Dinâmicas Sociais e ao Grupo de Pesquisa LAEDI – Laboratório de Estudos em Educação, Diferença e Inclusão, do Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Regional de Blumenau-SC (FURB), MINTER, em parceria com a Faculdade Santo Agostinho (FACSA) de Ipiaú-BA. A pesquisa origina-se da percepção das barreiras atitudinais presentes no cotidiano escolar de estudantes com deficiência, o que motivou investigar o papel das professoras de Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), em relação ao preconceito e ao estigma envolvendo o público-alvo da Educação Especial. Ela parte da seguinte pergunta: quais são as compreensões de professoras que atuam em Salas de Recursos Multifuncionais, de escolas dos anos finais, no município de Ilhéus-BA, sobre o seu papel na desconstrução das barreiras atitudinais? Portanto estabeleceu-se, como objetivo geral, analisar as compreensões de professoras de Salas de Recursos Multifuncionais sobre o seu papel na desconstrução das barreiras atitudinais e, como objetivos específicos: a) descrever o trabalho desenvolvido nas Salas de Recursos Multifuncionais, das escolas dos anos finais do município de Ilhéus; b) evidenciar práticas voltadas à interação entre a Sala de Recursos Multifuncionais e a sala comum; c) identificar ações das professoras de Salas de Recursos Multifuncionais, voltadas ao processo de desconstrução das barreiras atitudinais. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, de abordagem exploratória e; quanto aos procedimentos, de campo. Tem como base teórico-metodológica as concepções de Erving Goffman (1988), sobre estigma; Diniz (2007), sobre o modelo social da deficiência e; Paulo Freire. A geração de dados deu-se por meio de entrevistas semiestruturadas e os resultados confirmaram a ocorrência das barreiras atitudinais provenientes das relações entre os estudantes com deficiência, seus colegas e seus professores. O trabalho desenvolvido nas SRM parte de um planejamento geral que é individualizado pela ação das professoras, conforme a necessidade dos estudantes. Com relação às atividades entre SRM e salas de aula comum, as professoras do Atendimento Educacional Especializado – AEE relataram que encontram resistências dos outros professores para efetivar a interação, por meio de ações de formação continuada. Em relação à desconstrução das barreiras atitudinais, as professoras afirmam perceber mudanças no comportamento dos estudantes, como resultado dos trabalhos que realizam; contudo ainda encontram resistência por parte dos professores. Conclui-se que o papel das professoras, na desconstrução das barreiras atitudinais, se faz a partir da persistência de ações que possibilitem a compreensão das necessidades das pessoas com deficiência, o que provoca mudanças no cotidiano escolar.