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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (28005015013P9)
Educação Presencial
NARRATIVAS DE VIDA E FORMAÇÃO DE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE NA CADEIA PÚBLICA DE PETROLINA – PE
EBBE HUMBERTA FERNANDES LIMA
DISSERTAÇÃO
22/07/2022

Poucos são os estudos em torno do sistema prisional feminino na perspectiva de gênero e do acesso à educação. Partindo desse pressuposto, a presente dissertação propõe-se a compreender as trajetórias de vida e os processos formativos, formais ou não formais, das mulheres privadas de liberdade na Cadeia Pública de Petrolina-PE. A discussão teórica fundamenta-se nas contribuições dos estudos feministas e estudos de gênero que, a partir de uma perspectiva interseccional, tratam sobre as categorias de gênero, raça, classe e sexualidade e os mecanismos de opressão por meio do racismo e do sexismo em espaços prisionais. Suscitando o debate traz também os enfrentamentos vivenciados por elas sobre seus processos formativos dentro e fora do espaço prisional. A abordagem qualitativa desta pesquisa toma como base as narrativas (auto)biográficas como método e instrumento de investigação, uma vez que evidencia as subjetividades e as concretudes das histórias de vida e formação das mulheres privadas de liberdade. As cartas (auto)biográficas, entrevistas narrativas (auto)biográficas e a observação direta foram as principais técnicas utilizadas na coleta de dados. Seis mulheres da Cadeia Pública de Petrolina-PE participaram diretamente da pesquisa. Os resultados demonstram que as opressões de gênero vivenciadas pelas mulheres privadas de liberdade ocorrem em todas as esferas sociais, sendo estas perpetuadas num espaço constituído pela lógica punitiva e pela vigilância, a cadeia. As reproduções de violências exercidas sobre seus corpos, dentro e fora desse espaço, se entrecruzam com suas relações interpessoais e afetivas. Ao relacionar essas questões aos aspectos educativos, formais e não formais, percebe-se que esses enfrentamentos interferem em suas vidas formativas, dificultando o (re)fazer-se enquanto pessoas autônomas. Sob esse prisma, faz-se necessário compreender e refletir sobre as formas de violências de gênero perpetuadas pelos agentes da lei sobre essas mulheres que reforçam o racismo e o sexismo. A partir dos achados desta pesquisa, fica em evidência que é preciso propor outras formas de fazer justiça social e de mecanismos de combate à violência contra as mulheres, tanto pelas vias da lei, quanto pela educação. As quais se entrecruzem com o reconhecimento das diferenças de gênero e sociais. E assim, alcancemos políticas públicas educacionais transgressoras que de fato, possibilitem a prática da liberdade.

Sistema Prisional;Gênero;Interseccionalidade;Educação
There are few studies on the female prison system from the perspective of gender and access to education. Based on this assumption, the present dissertation proposes to understand the life trajectories and formative processes, formal or non-formal, of women deprived of their liberty in the Public Prison of Petrolina-PE. The theoretical discussion is based on the contributions of feminist studies and gender studies that, from an intersectional perspective, deal with the categories of gender, race, class and sexuality and the mechanisms of oppression through racism and sexism in spaces prisoners. Raising the debate also brings the confrontations experienced by them about their training processes inside and outside the prison space. The qualitative approach of this research is based on (auto)biographical narratives as a method and instrument of investigation, since it highlights the subjectivities and concreteness of the life stories and education of women deprived of their liberty. (auto)biographical letters, (auto)biographical narrative interviews and direct observation were the main techniques used in data collection. Six women from the Petrolina-PE Public Prison participated directly in the research. The results demonstrate that the gender oppressions experienced by women deprived of their liberty occur in all social spheres, which are perpetuated in a space constituted by punitive logic and surveillance, the jail. The reproductions of violence exercised on their bodies, inside and outside this space, intersect with their interpersonal and affective relationships. When relating these issues to educational aspects, formal and non-formal, it is clear that these confrontations interfere in their formative lives, making it difficult to (re)make themselves as autonomous people. In this light, it is necessary to understand and reflect on the forms of gender violence perpetuated by law enforcement officers on these women who reinforce racism and sexism. From the findings of this research, it is evident that it is necessary to propose other ways of doing social justice and mechanisms to combat violence against women, both through the law and through education. Which intersect with the recognition of gender and social differences. And so, we reach transgressive educational public policies that, in fact, enable the practice of freedom.
Prison System;Gender;Intersectionality;Education
01
138
PORTUGUES
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
O trabalho possui divulgação autorizada
Dissertação - Ebbe Humberta.pdf

Contexto

EDUCAÇÃO, CULTURA E CONTEXTUALIDADE
EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA PARA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO
História e Memória do Território Sertão do São Francisco

Banca Examinadora

EDONILCE DA ROCHA BARROS
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
CARLA CONCEICAO DA SILVA PAIVA Docente - PERMANENTE
PEDRO PAULO SOUZA RIOS Participante Externo
EDONILCE DA ROCHA BARROS Docente - PERMANENTE
ALFRANCIO FERREIRA DIAS Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR - Programa de Demanda Social 27

Vínculo

Servidor Público
Empresa Pública ou Estatal
Ensino e Pesquisa
Não
Capes
  • Compatibilidade
  • . . .
  • Versão do sistema: 3.88.13
  • Copyright 2022 Capes. Todos os direitos reservados.

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