Com o crescimento do mercado de hortaliças e da preocupação com uma alimentação mais saudável e segura, busca-se cada vez mais meios de produção sustentáveis e livres do excesso de produtos químicos convencionais. O tomate (Lycopersicon escolentum) é uma cultura de grande importância econômica no Brasil e no mundo. O uso de microrganismos como promotores de crescimento de planta pode contribuir para o aumento da eficiência no uso de fertilizantes e para diminuição do uso de produtos químicos. Há diversos grupos de microrganismos que apresentam potencial para serem utilizados na agricultura, podendo ser utilizados tanto no controle biológico, quanto na promoção do crescimento de plantas. Sua ação pode ser realizada de diferentes formas, como as associações micorrízicas, fixação biológica de nitrogênio (FBN), solubilização ou mineralização de nutrientes como fósforo, produção de compostos orgânicos voláteis ou fito-hormônios que estimulam o crescimento e desenvolvimento da planta e até atuam como proteção contra patógenos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial dos microrganismos Azospirillum baldaniorum, Paraburkholderia nodosa, Bacillus subtillis, Torulaspora indica e Microvirga vignae como promotoras de crescimento de mudas de tomate. Foram conduzidos dois experimentos para avaliação de variáveis agronômicas: altura das mudas, volume de raízes, área foliar, massa seca de raiz e parte aérea e análises das enzimas nitrato redutase e fosfatase ácida. No experimento conduzido no inverno de 2020 os microrganismos apresentaram diferenças significativas (P<0,05) para crescimento de mudas, sendo as maiores médias aos 15 dias: Bacillus subtilis (8,15cm), Paraburkholderia nodosa (8,56cm) e Azospirillum brasiliense (8,45cm). Na variável volume de raiz aos 35 dias no primeiro experimento destacou-se Bacillus subtilis com 0,3280cm³ de raiz. No segundo experimento destaque foi a Torulaspora indica que proporcionou melhoria em diversas variáveis com média de 0,2088cm³ em volume de raiz, 12,28cm² em área foliar, e 0,1006g/planta de massa seca de parte aérea, demonstrando incrementos de produtividade e, portanto, seu potencial como promotora de crescimento de mudas de tomate.