Neste estudo, de natureza terminológico-terminográfica, dos nomes de doenças, pragas e plantas daninhas ocorrentes na cultura agrícola do estado do Acre, os objetivos são elaborar um glossário a partir de fontes escritas, especializadas, publicadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA/AC, no período de 2000 a 2011, e verificar a dicionarização dos referidos nomes em três obras lexicográficas, a saber, Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa I Aulete Digital. Além disso, pretende-se observar o registro de regionalismos e de termos especializados nos referidos dicionários. A pesquisa está fundamentada nas quatro ciências do léxico, - Lexicologia, Lexicografia, Terminologia, Terminografia -, com ênfase nas duas últimas. No percurso metodológico, foram realizadas pesquisas bibliográficas e documentais. Para a produção do glossário, foi elaborada uma ficha terminológica composta de onze campos: termo ou unidade terminológica; denominação técnica ou científica; autor da espécie; cultura em que a espécie prevalece; referências gramaticais; variação; campos semânticos (doença, praga, planta daninha); fontes; indicação de o termo ser ou não dicionarizado; conceitos ou descrições nos textos especializados; nota. O produto final do estudo, um glossário monolíngue, em língua portuguesa, composto de 115 nomes de doenças, 56 de pragas e 160 de plantas daninhas, totalizando 331 termos, visa a atingir um público especializado ou medianamente especializado, sem, no entanto, descartar interessados leigos, e serve como elemento integrador com outras aréas do conhecimento. Quanto à macroestrutura, o glossário, ilustrado, encontra-se dividido em três seções, nomes de doenças, nomes de pragas e nomes de plantas daninhas, que atacam a cultura agrícola do estado do Acre. Os termos estão dispostos em ordem alfabética, caracterizando uma perspectiva semasiológica. No início do glossário são oferecidas instruções para seu manuseio e lista das abreviaturas utilizadas. No final há um índice remissivo com vistas a facilitar a localização das entradas. No que tange à microestrutura, o verbete é composto pela palavra-entrada, seguida do nome científico, do nome do autor da espécie da doença, praga ou planta, das referências gramaticais, da definição, da remissão, das variantes, da cultura em que a patologia prevalece e das notas. Após o glossário, que apresenta 331 termos, expõe-se uma breve análise da dicionarização e da estruturação dos nomes. Verificou-se a presença majoritária de termos compostos, 253, em relação aos termos simples, 78, bem como a ocorrência significativa de termos não dicionarizados (218 ao todo) nos três dicionários escolhidos como corpus de referência. No que se refere aos dicionarizados, os nomes atestados como brasileirismos, 73, são mais numerosos que os de regionalismos, 10. O dicionário Houaiss aparece como o que dá tratamento mais específico aos nomes, atribuindo-lhes mais acepções e classificando-os na área de conhecimento específica.