Esta dissertação, que se intitula Glossário socioterminológico dos termos do queijo no município de Apuí AM, foi desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Letras Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre UFAC, no biênio 2012-2014. O objetivo do estudo é contribuir para o conhecimento do léxico referente à produção do queijo em Apuí, colaborando, consequentemente, no processo de descrição do léxico da língua portuguesa. A pesquisa se justifica, principalmente, pelo fato de a produção do queijo ser de grande importância social, cultural e econômica para a comunidade do referido município, constituindo-se o presente glossário em forma de descrição e de difusão dos termos empregados nessa atividade. Destaca-se que o glossário foi produzido a partir dessas representações sociais dos sujeitos envolvidos com essa cadeia de trabalho e que fizeram parte do presente estudo. Utiliza-se como fundamento teórico a Socioterminologia, que reconhece no estudo do léxico especializado as ocorrências de variantes terminológicas. A coleta dos dados foi feita por meio de 14 entrevistas. Os entrevistados foram: 4 trabalhadores do laticínio; 2 técnicos, um do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas IDAM e o outro da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal ADAF; 4 produtores de leite, moradores na zona rural; 4 produtores de queijo artesanal, fabricantes de diversos tipos de queijo na zona rural do município, onde estão localizados as fazendas e os sítios. Dois critérios foram adotados para a seleção desses informantes, o fato de estar envolvido, de alguma forma, com a produção do queijo e o de estar atuando há pelo menos 5 anos no seu ramo ou especialidade. Para as entrevistas, elaborou-se questionário com 62 questões, abordando os seguintes campos semânticos: produção do leite alimentos do gado, animais, espaços do gado, veículos, doenças ; produção do queijo instrumentos, profissionais e tipos de queijo. As entrevistas foram gravadas e depois transcritas grafematicamente. Após a identificação dos termos, estes foram organizados em ficha terminológica adaptada do modelo de Barros (2004). Para o levantamento dos referidos termos, adotou-se a proposta de estrutura de domínio de Faulstich (2005), resultando em: grande área do conhecimento Agricultura; área do conhecimento Agropecuária; subárea queijo; organização alfabética; tratamento monolíngue; idioma português; destinatários pesquisadores, técnicos, estudantes, professores, produtores de queijo, público interessado em geral; função descrição e difusão dos termos do queijo. Os critérios para a seleção final dos termos foram a frequência de uso e o contexto de ocorrência. Quanto à microestrutura, o glossário, composto por 131 verbetes, está disposto da seguinte forma: termo-entrada, classe gramatical, campo semântico, definição, contexto de ocorrência seguida da codificação dos informantes, bem como variação, remissiva e nota, quando for o caso. Na análise dos dados, destaca-se a inexistência de sinonímia perfeita, haja vista que, nos casos encontrados, os sinônimos não são permutáveis em todos os contextos.