Este estudo, desenvolvido na Linha de Pesquisa 2 – Formação Docente Educação
Profissional e Tecnológica, buscou uma discussão acerca da tripla jornada de trabalho
das docentes. O Projeto surgiu das observações da pesquisadora, que é professora
estadual, sob a ótica dos estudos de gênero, e investigou a participação das
mulheres, professoras, em escolas estaduais de abrangência de Santa Maria ,assim
como a presença feminina, sua historicidade, com destaque para o Coração do RS,
refletindo a ilusória fragilidade de ser mulher à inegável resistência de seguir em luta,
o sistema patriarcal e o adoecimento das docentes e seus afastamentos em
LTS(licença saúde),no período de 2018 a 2021. Para a condução do estudo, optou-se
pela pesquisa documental, tendo como suporte o levantamento bibliográfico, através
de consulta em livros e artigos científicos e a abordagem teórica metodológica
decolonial na perspectiva Freiriana. Com base em documentos fornecidos pela
Secretaria Estadual de Educação, propôs-se a análise do número de afastamentos
em LTS, das docentes da Rede Pública Estadual, de abrangência de Santa Maria. O
estudo estruturou-se em cinco capítulos, cuja introdução é o primeiro. No segundo
deles, construiu-se a historicidade da EPT no Brasil e na cidade de Santa Maria, o
Cenário pandêmico e a Tripla Jornada das Docentes, buscando-se expor o referencial
teórico que deu sustentação ao estudo. No terceiro capítulo, escrito em primeira
pessoa, visto que trouxe a história de vida da pesquisadora, e uma abordagem acerca
de Feminismo, Decolonidade e as Epistemologias no Chamado Sul Global. O quarto
Capítulo, abordou o Patriarcado das relações de gênero e suas influências, a
feminização do magistério, dando relevância ao trabalho docente, e à docência
feminina como resistência. Na sequência, o quinto capítulo, dispôs sobre os efeitos
da sobrecarga de trabalho na saúde das docentes, e o adoecimento das docentes,
possíveis causas e afastamentos –LTS (licenças saúde) da sala de aula. Como
questionamento, pretendeu-se investigar se a sobrecarga da tripla jornada é fator
determinante para o adoecimento e, para isso, utilizou-se da análise em documentos
fornecidos pela SEDUC onde foi possível observar o número de laudos médicos das
docentes por afastamento do serviço. No entanto, na pandemia, observou-se que o
adoecimento estacionou devido ao ensino remoto e híbrido para bem compreender o
impacto do período pandêmico na Educação. A escolha e a delimitação do tema visou
satisfazer aos requisitos da linha de pesquisa na qual está inserida, referente a
“Formação Docente para a Educação Profissional e Tecnológica” (LP 2).