Essa pesquisa tem como objetivo geral estudar sob o prisma da ética, os efeitos da inteligência artificial (IA) no marketing, apontando como o uso da IA, através de machine learning, redes neurais, data analytics, plataformas inteligentes, algoritmos, entre outras formas ou sistemas inteligentes podem afetar os pontos de contato com os clientes, bem como a forma de interação e integração em ambientes digitais ou físicos. Abordamos também alguns desafios a serem enfrentados pelos profissionais de marketing, empresas, clientes e desenvolvedores dos sistemas de IA. Essa pesquisa se justifica pela insuficiência de informações direcionadas ao público leigo em IA, especialmente aqueles que atuam na área do marketing, desmistificando conceitos equivocados sobre os sistemas inteligentes, seus desafios de implementação, riscos e possibilidades, incentivando a adoção da tecnologia, estimulando também a reflexão a respeitos dos efeitos positivos e negativos, a exemplo das questões éticas que precisam ser levadas em consideração. O que motivou a realização da pesquisa foi a possibilidade de ilustrar de forma realista o potencial dos sistemas inteligentes aplicados às estratégias de marketing das empresas, sem a obrigatoriedade de orçamentos robustos, ou equipamentos futuristas, que frequentemente ilustram o imaginário em torno da inteligência artificial. A presente dissertação buscou responder a seguinte questão problematizadora: Quais os efeitos da inteligência artificial no marketing? Como vem sendo utilizada a inteligência artificial no marketing, na era digital? Como os algoritmos podem interferir em nossa relação de consumo com as empresas que nos impactam cotidianamente? Quais as implicações éticas da implementação da IA no marketing? Considerou-se a hipótese de que a inteligência artificial é tão revolucionária quanto a eletricidade, fazendo parte de todos os processos sociais da atualidade, através dos algoritmos das redes sociais, sites de busca, plataformas de voz e streaming, softwares de marketing e negócios, que nutridos por big data, e aprimorados por deep learning, vem ampliando a capacidade humana de realizar tarefas de forma simbiótica com a tecnologia, totalmente diferente do universo ficcional, que acreditava na substituição da humanidade por máquinas