• Portal do Governo Brasileiro

Plataforma Sucupira

Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
CIÊNCIAS DA LINGUAGEM (23002018073P9)
ANÁLISE SOCIOLINGUÍSTICA DO COMPORTAMENTO DO PRONOME-SUJEITO
CARLOS EDUARDO DE OLIVEIRA PINHEIRO
DISSERTAÇÃO
22/09/2023

Nos antigos compêndios gramaticais de perspectiva normativa, defendeu-se que o sujeito pronominal já é suficientemente indicado pelas desinências verbais. Por conta disso, muitos gramáticos conceberam o preenchimento dessa função sintática como uma construção linguística a ser evitada. Distanciando-se dessa proposta, a partir de 1995, surgiram no Brasil autores, a exemplo de Eugênia Duarte, em busca de demonstrar a hipótese de que o preenchimento do sujeito pronominal, além de ser motivado linguística e extralinguisticamente, é cada vez mais recorrente no falar de pessoas cultas. Por conta disso, passados mais de vinte anos, é pertinente retornar à análise do comportamento do sujeito pronominal. Recorrendo à sociolinguística variacionista, esse é, portanto, o objetivo geral deste trabalho. Para ser alcançado, observam-se, especificamente, os seguintes questionamentos: as pesquisas acerca desse fenômeno linguístico têm sido observadas pela tradição gramatical? A gramática normativa continua a conceber o preenchimento do sujeito como algo a ser evitado? Quais são as implicações advindas da possível rejeição ao mecanismo de preenchimento do sujeito pronominal? Responder cientificamente a esses questionamentos constitui-se, portanto, como intuito basilar a esta pesquisa. Para tanto, sob os fundamentos propostos por Bagno (2012), Castilho (2019), Duarte (1995), Perini (2007), entre outros, realizou-se, bibliograficamente, uma análise de três obras normativas nas quais há estudos relativos ao preenchimento do sujeito pronominal, a saber: Bechara (2015), Cunha e Cintra (2017) e Rocha Lima (2011). Com essa investigação, buscou-se responder, sob os pressupostos metodológicos da pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico, aos questionamentos anteriormente elencados relativos ao reconhecimento, ou não, do uso do pronome na posição de sujeito como um processo linguístico coerente e motivado. Quanto aos resultados, conseguiu-se dar respostas às indagações traçadas como norte deste trabalho. Assim, conclui-se que a tradição gramatical ainda relega mais de vinte anos de pesquisas dedicadas ao mecanismo de preenchimento do sujeito por meio de pronomes, na medida em que continua a tratar esse fenômeno como uma repetição desnecessária. Além disso, foi possível perceber que essa rejeição advém, sobretudo, da concepção negativa a respeito do fenômeno de mudança linguística, bem como da resistência da gramática normativa em admitir que, devido ao preenchimento predominante do sujeito, o sistema de flexão e o quadro atual de pronomes foram simplificados no português brasileiro. Dessa forma, conseguiu-se não só redimensionar conceitualmente o fenômeno de preenchimento do sujeito, mas também entender os motivos que perpassam a negativa ainda existente em relação a esse processo de mudança linguística.

Falar culto;Pronome-sujeito;Sujeito pronominal
On the old grammatical compendium of the normative perspective, it was advocated that the pronominal subject is already sufficiently indicated by the verbal endings. Because of this, many grammarians conceived the fulfillment of this syntactic function as a linguistic construction to be avoided. Moving away from this proposal, from 1995 onwards, authors emerged in Brazil, such as Eugênia Duarte, seeking to demonstrate the hypothesis that filling in the pronominal subject, in addition to being linguistically and extra linguistically motivated, is increasingly recurrent in the talk about cultured people. For this reason, after more than twenty years, it is pertinent to analyze the behavior of the pronominal subject. Resorting to variationist sociolinguistics, this is, therefore, the general objective of this work. To be achieved, the following questions are specifically addressed: has the linguistic research on this linguistic phenomenon been observed by the grammatical tradition? Does normative grammar continue to conceive subject completion as something to prevent? What are the implications arising from the possible rejection of the pronominal subjectfilling mechanism? Answering scientifically to these questions constitutes, therefore, the foundation objective of this research. To this end, a bibliographical analysis carried out of three normative works in which there are studies on the fulfillment of the pronominal subject based on the foundations proposed by Bagno (2012), Castilho (2019), Duarte (1995), Perini (2007), among others, namely: Bechara (2015), Cunha and Cintra (2017), and Rocha Lima (2011). With this investigation, we sought to answer, under the methodological assumptions of qualitative bibliographic research, the previously listed questions regarding the knowledge of using the pronoun in the subject position as a coherent and motivated linguistic process. As for the results, it was possible to give answers to the questions outlined at the north of this work. Therefore, we concluded that the grammatical tradition still relegates more than twenty years of research dedicated to the mechanism of subject completion through pronouns to the extent as it continues to treat this phenomenon as an unnecessary repetition. In addition, it was possible to realize that this rejection comes mainly from the negative conception regarding the phenomenon of linguistic change, as well as from the resistance of normative grammar to admit that, due to the predominant filling of the subject, the system of inflection and the current framework of pronouns have simplified in Brazilian Portuguese. In this way, it was possible not only to conceptually redimension the phenomenon of filling the subject but also to understand the reasons that permeate the still existing negativity about this process of linguistic change.
Cultured Speak;Subject Pronoun;Pronominal Subject
85
PORTUGUES
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
O trabalho possui divulgação autorizada
Carlos Eduardo de Oliveira Pinheiro.pdf

Contexto

Linguagens e Sociedade
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA LINGUAGEM
Variação Linguística no Oeste Potiguar

Banca Examinadora

GILSON CHICON ALVES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
CID IVAN DA COSTA CARVALHO Docente - PERMANENTE
GILSON CHICON ALVES Docente - PERMANENTE
ANGELA CLAUDIA REZENDE DO NASCIMENTO REBOUCAS Participante Externo

Vínculo

-
-
-
Não
Plataforma Sucupira
Capes UFRN RNP
  • Compatibilidade
  • . . .
  • Versão do sistema: 3.87.7
  • Copyright 2022 Capes. Todos os direitos reservados.

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de cookies.Se você concorda, clique em ACEITO.

Politica de Cookies

O que são cookies?

Cookies são arquivos salvos em seu computador, tablet ou telefone quando você visita um site.Usamos os cookies necessários para fazer o site funcionar da melhor forma possível e sempre aprimorar os nossos serviços. Alguns cookies são classificados como necessários e permitem a funcionalidade central, como segurança, gerenciamento de rede e acessibilidade. Estes cookies podem ser coletados e armazenados assim que você inicia sua navegação ou quando usa algum recurso que os requer.

Cookies Primários

Alguns cookies serão colocados em seu dispositivo diretamente pelo nosso site - são conhecidos como cookies primários. Eles são essenciais para você navegar no site e usar seus recursos.
Temporários
Nós utilizamos cookies de sessão. Eles são temporários e expiram quando você fecha o navegador ou quando a sessão termina.
Finalidade
Estabelecer controle de idioma e segurança ao tempo da sessão.

Cookies de Terceiros

Outros cookies são colocados no seu dispositivo não pelo site que você está visitando, mas por terceiros, como, por exemplo, os sistemas analíticos.
Temporários
Nós utilizamos cookies de sessão. Eles são temporários e expiram quando você fecha o navegador ou quando a sessão termina.
Finalidade
Coletam informações sobre como você usa o site, como as páginas que você visitou e os links em que clicou. Nenhuma dessas informações pode ser usada para identificá-lo. Seu único objetivo é possibilitar análises e melhorar as funções do site.

Você pode desabilitá-los alterando as configurações do seu navegador, mas saiba que isso pode afetar o funcionamento do site.

Chrome

Firefox

Microsoft Edge

Internet Explorer