A partir de um novo olhar para os projetos de extensão vinculados à área de
Ensino de Ciências e suas potencialidades para alfabetização científica e tecnológica,
o objetivo deste trabalho foi o de compreender, a partir da percepção de licenciandos
(as), quais as contribuições dos projetos de extensão universitária, da Universidade
Federal do Paraná Setor Palotina, para a alfabetização científica e tecnológica no
Ensino de Ciências realizado na escola. Para tanto, foram selecionados seis projetos
de extensão da área de Educação em Ciências em andamento no Setor Palotina,
tendo como critério de inclusão o desenvolvimento de ações educativas em contexto
escolar. Os sujeitos de pesquisa foram licenciandos (as) dos cursos de Ciências
Exatas e Ciências Biológicas, que participaram por mais de um ano nos projetos,
sendo esse tempo necessário para que os(as) licenciandos (as) pudessem realmente
conhecer e desenvolver ações extensionistas na escola. Foram entrevistados para
este trabalho, onze licenciandos (as), dentre eles alunos já egressos, por meio de
entrevistas semiestruturadas a fim de conhecer sua atuação dentro do projeto de
extensão. As entrevistas foram gravadas via plataforma virtual e depois transcritas por
meio do método de transcrição focalizada. As respostas foram analisadas com uso da
Análise de Conteúdo, a partir de três categorias pré-estabelecidas: Domínio,
autonomia e comunicação. Os resultados desta pesquisa, apontam para as
potencialidades que os projetos de extensão possuem para contribuir com o
desenvolvimento da autonomia, comunicação, domínio, utilização do conhecimento
científico e atuação na sociedade, pressupostos da alfabetização científica e
tecnológica. Assim, conclui-se que, os projetos de extensão do campo da Educação
em Ciências, da UFPR- Setor Palotina contribuem para o processo de alfabetização
científica e tecnológica, por meio de ações que possibilitam a investigação, a
articulação de ideias, a utilização de conhecimento científico no cotidiano, a
compreensão do significado social da ciência, a tomada de decisões sem ajuda de
especialistas, a realizar escolhas com responsabilidade, a buscar informações, ao
desenvolvimento de argumentação e outras habilidades próprias do “fazer científico”
e essenciais para a formação do(a) licenciando(a).