No Brasil e em vários países, o leite de búfala se destina à fabricação de
derivados como a mozzarella, mas ainda se carece de um regulamento técnico que
estabeleça padrões de identidade e qualidade para o leite bubalino. O objetivo deste
estudo foi monitorar a qualidade do leite bubalino produzido na Estação Experimental
Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, bem como desenvolver
um queijo Colonial bubalino. Em um primeiro momento, foi realizado o monitoramento
da qualidade do leite na Estação Experimental Agronômica da UFRGS, que
possibilitou a produção do queijo Colonial com leite bubalino. A partir das especiarias
utilizadas na produção dos queijos, foram realizados experimentos afim de estudar o
potencial antimicrobiano dos mesmos. As médias obtidas para gordura, proteína,
lactose, sólidos totais, sólidos não gordurosos, acidez, densidade, índice crioscópico,
contagem de células somáticas e contagem padrão em placa foram 4,84 g/100 g, 4,64
g/100 g, 5,06 g/100g, 15,26 g/100 g, 10,42 g/100g, 0,18 g ácido lático/100 mL de leite,
1,037 g/cm³, -0,533°C, 3,5 x105 cél/mL e 8,0 x103 UFC/ml, respectivamente. Não
foram identificados resíduos de antibióticos e antiparasitários, e foi observada a
predominância dos ácidos graxos palmítico (C16:0) e oleico (C18:1- cis (n9)). A
produção do queijo Colonial a partir do leite bubalino apresentou uma boa viabilidade,
além de estar em conformidade com a legislação vigente. Através da adição do uso
de especiarias, foi possível obter variações do produto, além de estudar o potencial
antimicrobiano do orégano, que demonstrou a capacidade de inibir bactérias
patogênicas de alimentos, como o Staphylococcus aureus. Portanto o leite de búfala
foi identificado como uma matéria prima atrativa para a prospecção de queijo Colonial,
bem como uso do orégano proporcionou não apenas uma diferenciação no produto
final, mas também a conservação do mesmo.