Essa dissertação discorre sobre uma experiência formativa, realizada com 6 professores
dos anos iniciais do ensino fundamental que ministram aulas de Ciências. Teve como objetivo contribuir, através da formação continuada de professores que ensinam Ciências nos anos iniciais, com uma prática docente na perspectiva da alfabetização científica. Trata-se de uma pesquisa colaborativa, que vislumbrou momentos de interação e reflexão, de todos os envolvidos, durante o processo de formação continuada. Para a fundamentação teórica sobre ensino de Ciências e alfabetização científica, nos apoiamos nas contribuições de Pavão (2019), Caniatto (1989), Sasseron e Carvalho (2008), Shen (1975), Bybee (1995), Chassot (2018), Lorenzetti (2000), Lorenzetti (2001), entre outros. Sobre formação continuada, nossa discussão se deu sob a ótica de Imbernón (2009, 2011), Bach e Matias (2021), Farias (2011) e Nóvoa (2000), que compreendem a formação continuada, em serviço, como parte importante da atividade docente. O método de análise adotado na pesquisa foi a análise de conteúdo proposta por Bardin (2016). Os resultados dessa pesquisa nos apontam que a Alfabetização Científica ainda é pouco explorada no contexto de formação de professores dos anos iniciais. Nos mostram ainda, que a concepção de ensino de Ciências que alguns professores têm está voltada somente para conhecer os fenômenos da natureza. Esse estudo nos levou a refletir sobre a importância de promover, com mais frequência, momentos formativos nas escolas e de re/pensar as práticas educativas, nas aulas de Ciências, de maneira a contribuir para o desenvolvimento de um trabalho docente que tenha como foco a formação de estudantes críticos, capazes de exercer sua cidadania e assumir o papel de sujeito alfabetizado cientificamente, frente às demandas da sociedade.