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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
NEUROCIÊNCIAS E BIOLOGIA CELULAR (15001016044P0)
Suplementação de creatina e neuroproteção após traumatismo cranioencefálico: análises estereológicas em neurônios hipocampais de ratos.
JANE DO SOCORRO DOS NAVEGANTES MARCAL CUNHA
DISSERTAÇÃO
24/03/2023

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é considerado um dos maiores problemas em Saúde Pública no mundo, pois causa um elevado número de mortes nas sociedades modernas, por meios diversos. No Brasil, é responsável por cerca de 50% das mortes decorrentes de trauma, sendo considerada a principal causa de morte em adultos jovens. Estudos recentes, como o de Gerbatin et al., (2019), propõe que a creatina possui efeitos protetores em doenças neurodegenerativas, assim como, efeito anticonvulsivante pósTCE associado à sua capacidade de reduzir a perda celular, incluindo o número de células parvalbumino-positivas (PARV+) na região do corno de Amon 3 (CA3) do hipocampo. Este trabalho apresenta a hipótese de que a suplementação com creatina também pode ser promotora de neuroproteção após um TCE nas regiões do cornus de Amon 1 e 2 (CA1 e CA2). Todos os protocolos foram aprovados junto ao Comitê de Ética Profissional (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), (protocolo número, 011/2015). Foram utilizados ratos Wistar machos (166) com 90 dias de idade provenientes do biotério da UFSM. Os animais foram submetidos à cirurgia e 24 horas após, o TCE foi induzido por meio de Fluidic Percursion Injury (FPI). Os animais receberam suplementação de creatina durante 4 semanas e ao final da quarta semana, os animais foram mortos. Os animais foram perfundidos transcardiacamente com solução de paraformaldeído 4%, e após craniotomia, os encéfalos foram seccionados a 100 µm de espessura sob plano coronal para posterior processamento imunohistoquímico para parvalbumina, evidenciando neurônios inibitórios (PARVO+), associada a um fator neuroprotetor e de aumento de resistência às lesões excitotóxicas. A estimativa de neurônios Parvo+ foi realizada por estereologia sem viés nas regiões de CA1 e CA2. A análise de variância de duas vias para estimativa de neurônios (PARV+) na camada piramidal de CA1 e CA2 dorsal demonstrou que tanto o traumatismo crânio encefálico [F(1,18)=0,01, p=0,91)] quanto a suplementação de creatina [(F(1,18)=0,79, p=0,38)] não alteraram significativamente o número desses neurônios inibitórios entre os grupos experimentais. Os resultados não sugerem efeito neuroprotetor produzido pela suplementação de creatina, por não ter-se observado perda significativa de neurônios inibitórios nas regiões estudadas.

traumatismo cranioencefálico;creatina;neurônios inibitórios;neuroproteção;hipocampo
Traumatic brain injury (TBI) is considered one of the biggest public health problems in the world, as it causes a high number of deaths in modern societies, by different means. In Brazil, it is responsible for about 50% of deaths resulting from trauma, being considered the main cause of death in young adults. Recent studies, such as Gerbatin et al., (2019), propose that creatine has protective effects in neurodegenerative diseases, as well as a post-TBI anticonvulsant effect associated with its ability to reduce cell loss, including the number of parvalbumin cells -positive (PARV+) in the CA3 region of the hippocampus. This work presents the hypothesis that creatine supplementation can also promote neuroprotection after TBI in the CA1 and CA2 regions. All protocols were approved by the Professional Ethics Committee (CEP) of the Federal University of Santa Maria (UFSM), (protocol number, 011/2015). Male Wistar rats (166) aged 90 days from the UFSM vivarium were used. The animals underwent surgery and 24 hours later, TBI was induced using Fluidic Percursion Injury (FPI). The animals received creatine supplementation for 4 weeks and at the end of the fourth week, the animals were killed. The animals were transcardially perfused with a 4% paraformaldehyde solution, and after craniotomy, the brains were sectioned at 100 µm in thickness in a coronal plane for subsequent immunohistochemical processing for parvalbumin, showing inhibitory neurons (PARVO+), associated with a neuroprotective factor and an increase in resistance to excitotoxic injury. The estimation of Parvo+ neurons was performed by unbiased stereology in the CA1 and CA2 regions. Two-way analysis of variance for estimating neurons (PARV+) in the pyramidal layer of dorsal CA1 and CA2 demonstrated that both traumatic brain injury [F(1,18)=0.01, p=0.91)] and creatine supplementation [(F(1,18)=0.79, p=0.38)] did not significantly alter the number of these inhibitory neurons between experimental groups. The results do not suggest a neuroprotective effect produced by creatine supplementation, as no significant loss of inhibitory neurons was observed in the regions studied.
traumatic brain injury;creatine;inhibitory neuron;neuroprotection;hippocampus
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

NEUROCIÊNCIAS
NEUROPATOLOGIA
IDENTIFICAÇÃO DE MARCADORES MOLECULARES E FUNCIONAIS DO ENVELHECIMENTO

Banca Examinadora

MARCIA CONSENTINO KRONKA SOSTHENES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
MARCIA CONSENTINO KRONKA SOSTHENES Docente - PERMANENTE
NATALI VALIM OLIVER BENTO TORRES Egresso - Doutorado
DANIEL GUERREIRO DINIZ Egresso - Doutorado

Vínculo

Colaborador
Empresa Privada
Ensino e Pesquisa
Não
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