Este trabalho traz uma reflexão acerca da importância da EPT no ensino médio, em
que os discentes estão próximos de atingirem a maioridade e assim serem condutores
de veículos. Consideramos esta fase um período propício para a construção e ensino
de práticas de cidadania e a postura humanizada no trânsito, a fim de evitar o alto
índice de mortalidade e de acidentes que ocorrem diariamente. Nesse contexto, a
escola torna-se um espaço que contribui decisivamente para a formação de uma
consciência cidadã, em que essas práticas podem ser desenvolvidas por meio do
ensino. A partir disso, o estudo buscará responder a uma problemática de pesquisa,
que se constitui: de que modo a EPT (EPT) pode ser direcionada aos adolescentes,
estudantes do ensino médio? Para responder à indagação, partiremos de um objetivo
geral, que é desvelar as possibilidades de abordagem da EPT para adolescentes,
estudantes do ensino médio de escolas em Paulistana-PI. Como procedimentos
metodológicos da pesquisa, foi feito um estudo de abordagem qualitativa, dialógica,
que parte de princípios descritivos. Também foi realizada uma pesquisa de campo,
tendo como lócus escolas da cidade de Paulistana-PI e um levantamento bibliográfico,
bem como a análise em vídeos de campanhas educativas produzidos e divulgados
pelos Departamentos de Trânsito dos estados do Paraná, de São Paulo, do Rio
Grande do Sul e do Distrito Federal, com o objetivo de buscar formas e métodos de
abordar a EPT no ambiente escolar. Os dados mostram que o trabalho com EPT no
ensino médio ocorre por meio de palestras, grupos de estudo, conteúdos associados
ao tema, especialmente na disciplina de língua portuguesa. Os professores se
mostraram interessados na abordagem do tema em sala, e os alunos apontaram,
durante as oficinas, que esse trabalho poderia ocorrer por meio de um trabalho
interdisciplinar na escola, com projetos, palestras e produções textuais. A análise
mostrou ainda que os estudantes assistiriam às campanhas realizadas pelo Detran,
caso essas fossem divulgadas nas mídias sociais, especialmente o Instagram, a
maioria dos estudantes demonstrou preferência pelas mídias digitais, especialmente
Instagram, pois consideram o método mais adequado para tratar da EPT, o que
mostra que os adolescentes estão cada vez mais conectada e familiarizados com o
uso da tecnologia e das redes sociais. Além do mais, se mostraram a favor de penas
mais rígidas para infratores de trânsito, mesmo a maioria tendo admitido já ter
conduzido motocicleta sendo menor de idade. Defendemos, portanto, a inclusão da
EPT no currículo do ensino médio, integrada às disciplinas existentes, o que é
fundamental para preparar os jovens para a vida adulta e promover uma cultura de
paz e respeito no trânsito. Ao fornecer conhecimentos, habilidades e valores
necessários, capacitamos os estudantes a se tornarem condutores responsáveis e a
contribuírem para uma convivência mais segura nas vias públicas.