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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
QUÍMICA (52001016019P0)
ESTUDOS SOBRE UMA PROPOSTA DE ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA AFROCENTRADA: A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO AFROCIENTISTA.
TALITA FERREIRA DE REZENDE COSTA
TESE
31/01/2024

A produção de bens de consumo envolve conhecimentos tecnológicos e científicos que estão voltados para a conveniência do mercado. Neste sentido, o conhecimento científico se constitui como espaço de poder que ajuda a regular as percepções de vida boa dos sujeitos, e no senso comum a vida boa está atrelada ao consumo. A disponibilidade tecnológica segue uma lógica excludente e perversa, a maioria dos bens não é acessível à população. A alfabetização científica deveria formar cidadãos críticos e autônomos. No entanto, os modelos de ensino redundam em visões descontextualizadas e socialmente neutras, caracterizadas por conteúdos em excesso, tratados de forma empobrecida, não apontando o impacto da atividade científica e tecnológica na vida das pessoas. O conhecimento é apresentado de forma linear e acumulativa ignorando a complexidade das reformulações de teorias, se esquecendo das crises e revoluções científicas e, principalmente, sem levar em consideração a pluralidade de pensamentos sobre o mesmo assunto. Esse modelo, portanto, replica e reforça a ideia de que o sujeito alocado no lado oprimido das relações de poder está automaticamente em um lugar epistêmico subalterno. Logo, é crucial discutir como a produção e o ensino de saberes científicos fomentam as estruturas de racismo e epistemicídio: primeiro, porque os sujeitos instituídos como detentores de conhecimento seguem o padrão eurocêntrico; e, segundo, porque o espaço onde se (re)produz o conhecimento científico é um espaço de privilégio branco, sistematicamente negado a pessoas negras. Assim, a proposta da Afrocentricidade é contar a história a partir do protagonismo dos Africanos e Africanas em diáspora, representando uma preconcepção da realidade histórica e social dos povos Africanos. A química por ser uma ciência também é impactada pelos viés de conteúdos eurocentrados, misóginos e pautados no epistemicídio. Diante disso, é necessário ressaltar que a química não tem início na filosofia grega, ela nasce com a história do homem, e boa parte do contorno da História da humanidade envolve a manipulação da matéria (química) como ponto de conflito e interesses entre diferentes sociedades. Articulando tais conceitos, esta tese buscou por meio da implementação do projeto Afrocientista propor um caminho possível para uma alfabetização científica pautada em referenciais afrocentrados. Para tanto, utilizamos a simbologia Adinkra como tema principal e a serigrafia como técnica para a produção de estampas e como meio de veiculação dos conhecimentos químicos.

Epistemicídio;Alfabetização Científica;Afrocentricidade;Serigrafia;Simbologia Adinkra
The production of consumer goods involves technological and scientific knowledge geared towards market convenience. In this sense, scientific knowledge constitutes a space of power that regulates individuals' perceptions of the good life. In common sense, the good life is tied to consumption, and technological availability follows an exclusionary and perverse logic, with most goods being inaccessible to the population. Scientific literacy should ideally shape critical and autonomous citizens. However, current educational models result in contextless and socially neutral views characterized by excessive content presented in a simplified manner, failing to highlight the impact of scientific and technological activities on people's lives. Knowledge is presented in a linear and cumulative fashion, ignoring the complexity of theory revisions, forgetting about crises and scientific revolutions, and, most importantly, disregarding the diversity of thoughts on the same subject. This model, therefore, perpetuates the idea that individuals positioned on the oppressed side of power relations are automatically in an epistemically subordinate place. Consequently, it is crucial to discuss how the production and teaching of scientific knowledge replicate and foster structures of racism and epistemicide. Firstly, because individuals recognized as knowledge holders adhere to the Eurocentric standard. Secondly, because the space where scientific knowledge is (re)produced is a white privilege space systematically denied to Black individuals. Hence, Afrocentricity proposes recounting history from the perspective of Africans in the diaspora, representing a preconception of the historical and social reality of African peoples. Chemistry, as a science, is also influenced by Eurocentric, misogynistic, and epistemicidal content selections. Therefore, it is necessary to emphasize that chemistry did not originate in Greek philosophy; it emerged with human history, and much of human history revolves around the manipulation of matter (chemistry) as a point of conflict and interest among different societies. Combining these concepts, this thesis sought, through the implementation of the Afrocientista project, to propose a possible path for scientific literacy based on Afrocentric references. To do so, we used Adinkra symbolism as the main theme and silk screen printing as the technique for producing prints and as a means of conveying chemical knowledge
Epistemicide;Scientific Literacy;Afrocentricity;Silkscreen;Adinkra;Afroscientist
0
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

QUÍMICA
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Banca Examinadora

ANNA MARIA CANAVARRO BENITE
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
ELIETE LUCIA SILVA Participante Externo
MONICA ABRANTES GALINDO DE OLIVEIRA Participante Externo
ANNA MARIA CANAVARRO BENITE Docente - PERMANENTE
ROBERTA ELIANE SANTOS FROES Participante Externo

Vínculo

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Não
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