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Plataforma Sucupira

Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ARQUITETURA (31001017088P2)
Ruínas verdejantes: uma perspectiva de preservação da paisagem de ruínas da Prainha Branca, Guarujá-SP
LAIS HANSON ALBERTO LIMA
TESE
12/12/2024

As ruínas são indissociáveis do seu entorno, configurando-se como paisagens. A natureza comumente se apropria das ruínas, criando uma simbiose que agrega valores estéticos aos valores históricos dos monumentos. Quando localizadas em um sítio natural, as ruínas também agregam valores estéticos ao meio ambiente. Desde o Romantismo, há um interesse nessa relação ruína e natureza. No campo da preservação, verificamos uma prática habitual de remoção da vegetação, encarada como danosa ao monumento. Mas existem casos em que a consolidação de ruínas pode englobar parte da vegetação ruderal, mantidas espécies vegetais que não apresentam riscos de danos estruturais ou de decomposição material, ou que já se encontram em profunda relação com as ruínas, delas fazendo parte. E, ainda, a vegetação pode se tornar ferramenta de preservação, quando se reflete sobre sua possível função protetiva, além da imagem pitoresca e atmosfera singular, como ocorre nas chamadas “ruínas verdejantes”. As raízes dessa abordagem se encontram na Itália, sendo atualmente praticadas na Inglaterra. No Brasil, as intervenções correspondem às particularidades de cada sítio e é possível identificar nos debates e em ações pontuais um interesse por paisagens de ruínas verdejantes, embora não se adote o conceito. No caso da paisagem de ruínas da Prainha Branca, em Guarujá (SP), sua condição de simbiose com a vegetação não se encontra equilibrada, mas apresenta potencial para uma abordagem verdejante de preservação. Sua conservação, portanto, deve englobar os elementos naturais e a comunidade local por meio de um projeto de arquitetura da paisagem, sensível, que busque manter a experiência das ruínas envolvidas pela natureza.

ruínas;vegetação;paisagem;imagem pitoresca;preservação
Ruins are intertwined with their surroundings, appearing as landscapes. Nature typically appropriates ruins by creating a symbiosis that adds aesthetic value to the historical monuments. When situated in a natural setting, ruins also add aesthetic value to the environment. Since Romanticism, there has been an interest in the relationship between ruin and nature. In the field of historical heritage site conservation studies there is a common practice of removing vegetation, perceived as damaging to the monument. But there are circumstances where the consolidation of ruins may include part of the ruderal vegetation by maintaining plant species that do not pose risk of structural damage or material decomposition, or that are already in a deep relationship with the ruins, forming part of it. Furthermore, vegetation can serve as a preservation tool by offering a potential protective function, complementing its role in creating a picturesque image and singular atmosphere, as occurs in the so-called “verdant ruins”. The roots of this approach can not only be found in Italy but also to its practiced in England. In Brazil, the interventions relate to the singularities of each site and debates as well as specific actions indicate an interest in landscapes featuring verdant ruins, even though the concept has not been explicitly adopted. In the ruins landscape at Prainha Branca, in Guarujá, Sao Paulo, its condition of vegetation symbiosis is not balanced however, has potential to a verdant preservation approach. Therefore, its conservation must encompass natural elements and the local community through a thoughtful landscape project that aims maintaining the experience of ruins surrounded by nature.
ruins;vegetation;landscape;picturesque image;preservation
1
427
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
O trabalho possui divulgação autorizada
Tese Laís Hanson Alberto Lima_2024 (1).pdf

Contexto

PATRIMÔNIO, TEORIA E CRÍTICA DA ARQUITETURA
TEORIA E ENSINO DE ARQUITETURA
ENTRE ARTE, ARQUITETURA E PAISAGEM: TEORIA E CRÍTICA DA COMPLEXIDADE CONTEMPORÂNEA

Banca Examinadora

FABIOLA DO VALLE ZONNO
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
CLAUDIA CARVALHO LEME NOBREGA Participante Externo
NIVALDO VIEIRA DE ANDRADE JUNIOR Participante Externo
GUSTAVO ROCHA PEIXOTO Docente - PERMANENTE
ANDREA QUEIROZ DA SILVA FONSECA REGO Docente - PERMANENTE
ANGELA ROSCH RODRIGUES Participante Externo
FABIOLA DO VALLE ZONNO Docente - PERMANENTE

Vínculo

Colaborador
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim
Plataforma Sucupira
Capes UFRN RNP
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