A laranja “Citrus sinensis L. Osbeck” é uma das frutas mais consumidas no mundo, e representa papel de destaque na cadeia produtiva da fruticultura brasileira, contribuindo para geração de renda e empregos diretos e indiretos, considerada uma das atividades que mais gera divisas para a agricultura e que movimenta a economia brasileira. O cultivo da laranjeira é considerado uma das principais bases do desenvolvimento econômico e social da região do litoral norte e agreste baiano. A pesquisa foi direcionada para o estado da Bahia, quarto maior produtor nacional, com enfoque para o município de Rio Real. Nesse local os agentes envolvidos na cadeia produtiva da citricultura orgânica, enfrentam gargalos que estão relacionado a produção de mudas certificadas, fitossanidade das lavouras e a ocorrência de pragas quarentenárias que vem sendo um desafio para os produtores. No entanto, esses agricultores estão esquecidos a níveis de acesso às políticas públicas e de financiamentos ao crédito, acarretando na estagnação da atividade citrícola e no desenvolvimento rural que nem sempre os beneficiam. Este trabalho teve como objetivo avaliar a cadeia produtiva da produção de laranja familiar orgânica no município de Rio Real no estado da Bahia a partir das questões fitossanitárias, da certificação, da comercialização e sua relação com a satisfação do produtor. A metodologia utilizada consistiu em realizar um estudo de caso a partir de uma abordagem sistêmica, com um propósito qualitativo através de coleta de dados por meio de entrevistas, aplicação de questionários, ficha de visita técnica, levantamento bibliográfico e análise de indicadores de desempenho na produção de laranja orgânica. Conclui-se a partir dos resultados obtidos, que a citricultura familiar orgânica se mostra uma alternativa viável para os produtores, porém, necessita da implementação de um plano estratégico de manejo que garanta a sustentabilidade da citricultura orgânica. Dessa forma, almeja-se que contribua para a superação dos gargalos que impedem o seu desenvolvimento, continuidade e manutenção das atividades, que proporcione melhorias e reformulações que garantam ganhos de produtividade, de rentabilidade, de autonomia e maiores articulações nos eixos da cadeia produtiva, no serviço de escoamento da produção, na prestação de Assistência Técnica e Extensão Rural por órgãos públicos e privados, na orientação e condução do manejo e controle preventivo de pragas e doenças, que estimulem a sucessão dos jovens nas propriedades, e que contribuam para o acesso as políticas públicas e programas de fomento à agricultura familiar.