Existe grande interesse no desenvolvimento de sistemas carreadores de fármacos, sobretudo com base em matrizes biodegradáveis, de fonte renovável, biocompatíveis e de reduzida toxicidade. Neste contexto, o estudo presente buscou desenvolver uma micropartícula, de amido de araruta, usando uma técnica de preparo simples e de baixo custo. Para isso, utilizou-se o método de precipitação adaptando-o para reduzir gastos energéticos (temperatura, tempo e agitação), realizando a reticulação com ácido cítrico. A potencial aplicação destas partículas, como carreadores, foi avaliada por meio da associação com Paracetamol, por três técnicas diferentes. Os parâmetros da técnica de preparação foram variados de acordo com a concentrações de amido de araruta (1%, 2% e 4%), o volume (5 mL, 10 mL e 20 mL) do solvente orgânico (etanol absoluto), a proporção ácido cítrico: amido (1:0,25, 1:0,50 e 1:1), o tipo de reticulante (ácido cítrico, succínico e monocloroacetato de sódio) e modificações físico-químicas no amido de araruta (hidrólise enzimática, amido de araruta acetilado e/ou amido de araruta in natura). A caracterização, das micropartículas de araruta geradas, foi realizada através da difração de laser (diâmetro da partícula), espectrometria de infravermelho (FTIR), calorimetria diferencial exploratória (DSC) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os parâmetros investigados para escolha da micropartícula a ser usada na avaliação como sistema carreador foram tamanho médio (D4:3], distribuição (Span) das partículas micrométricas e praticidade de produção. Considerando a partícula selecionada, foi possível realizar uma associação efetiva com o fármaco modelo, Paracetamol. A técnica proposta usando amido de araruta resultou em micropartículas com distribuição de tamanho variável. O diâmetro médio das partículas reduz e a homogeneidade de distribuição de tamanho é favorecida, pela redução da concentração de amido, aumento da proporção de ácido cítrico, aumento do volume de solvente orgânico e hidrólise do amido. As micropartículas de amido de araruta produzidas por esta técnica são sistemas carreadores de fármacos de grande potencial de aplicação nas formulações farmacêuticas.