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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
LETRAS- LINGUAGEM E IDENTIDADE (11001011003P0)
ENTRE O BANQUETE E O CORPO: A CARNAVALIZAÇÃO EM "COMO AGUA PARA CHOCOLATE"
SUERDA MARA MONTEIRO VITAL
DISSERTAÇÃO
08/07/2016

A pesquisa "Entre o banquete e o corpo: a carnavalização em Como agua para chocolate" tem por objetivo indicar os constituintes da carnavalização na obra Como Agua para Chocolate, da autora mexicana Laura Esquivel, analisando elementos simbólicos ressaltados pelo estudioso russo Mikhail Bakhtin como o banquete, a comida, a bebida, os atos de excretar, copular, parir, além da água e do fogo. A indefinição das fronteiras entre o corpo e o mundo,tão presentes no grotesco,é utilizada pela autora em sua obra a fim de também jogar com o alto e o baixo, questionar a ordem e a posição do discurso oficial e das instituições, oferecendo um “banquete” metafórico que brinca com a relatividade da verdade e com o papel do marginal, do impróprio e do corriqueiro como aspectos essenciais da vida.No processo dessa análise surgiu a necessidade de escrever e refletir sobre as fronteiras, as culturas e as identidades. A presente pesquisa, de caráter bibliográfico, teve como suporte teórico, os escritos de Bakhtin (2013, 2014, 2015) no que se refere à carnavalização e ao estudo da produção romanesca. A fim de redigir sobre aspectos do romance latino-americano, bem como dos elementos narrativos foi necessário recorrer aos estudos de Coutinho (1984), Ceserani (2006), Calasans (1988), Chiampi (2012), Massaud Moisés e Cândida Vilares Gancho (1995).As reflexões sobre o corpo, o feminino, as fronteiras e identidades foram auxiliadas por Sant’Anna (2001), Matos e Soihet (2003), Nascimento (2007), Bhabha (2010), Bauman (2005) e Lins (1990). As considerações iniciais receberam o título de “Sazón de la Salsa”. Em “Como agua para chocolate: um romance latino-americano e suas fronteiras” é apresentada uma análise dos aspectos do romance, indicando o que singulariza a escrita esquiveliana, como o espaço, as fronteiras, os excrementos, chegando inclusive às questões identitárias. No capítulo seguinte, intitulado “O ato sagrado da profanação na tecitura da vida, na tecitura do texto”, são feitas considerações pautadas nas relações entre a comida, o corpo, especialmente o corpo feminino, e o desejo. Nele foram realizadas reflexões acerca de como essa tríade influi e é vista na cultura ocidental. No terceiro capítulo, “O carnaval em Como agua para chocolate”, há o delineamento dos elementos e imagens que permitem ver, de forma patente a carnavalização literária. Finalmente, “Os Fios…”.

Carnavalização;Banquete;Corpo grotesco;Fronteiras;“Como agua para chocolate”
La investigación “Entre o banquete e o corpo: a carnavalização em Como agua para chocolate” tiene como finalidad enseñar los componentes de la carnavalización en la obra Como agua para chocolate, de la autora mexicana Laura Esquivel, haciendo un análisis de los signos más representativos señalados por el estudioso ruso Mikhail Bakhtin, como por ejemplo el banquete, la comida, la bebida, los hechos de excretar, copular, parir, además del agua y del fuego. La indefinición de las fronteras entre el cuerpo y el mundo, tan presentes en el grotesco, se ve utilizada por la autora en su obra, con el fin de también promocionar un juego entre alto y bajo, cuestionando el orden y la posición del discurso oficial y de las instituciones, ofreciendo un “banquete” metafórico que juega con la relatividad de la verdad y con el rol de lo marginal, de lo impropio y de lo corriente como aspectos que forman parte de la vida y se ponen como esenciales. En el proceso de ese análisis hubo la necesidad de escribir y reflexionar sobre las fronteras, las culturas y las identidades. La presente investigación es de carácter bibliográfico y tiene como soporte teórico, los escritos de Bakhtin (2013, 2014, 2015) en lo que atañe a la carnavalización y al estudio novelesco. Con el fin de redactar acerca de la novela latinoamericana, así como de sus elementos narrativos se hizo necesario acudir a los estudios de Coutinho (1984). Ceserani (2006), Calasans (1988), Chiampi (2012), Massaud Moisés (2004) y Cândida Vilares Gancho (1995). Las consideraciones que tienen que ver con el cuerpo, el femenino, las fronteras e identidades recibieron aporte de Sant’Anna (2001), Matos e Soihet (2003), Nascimento (2007), Bhabha (2010), Bauman (2005) y Lins (1990). Las consideraciones iniciales recibieron el título “Sazón de la Salsa”. Ya en “Como agua para chocolate: um romance latino-americano e suas fronteiras” se presenta un análisis de los rasgos y elementos de la novela, señalando que cosas singularizan la producción escrita esquiveliana, como el espacio, las fronteras, los excrementos, tocando incluso en las cuestiones de las identidades. En el capítulo siguiente, que se titula “O ato sagrado da profanação na tecitura da vida, na tecitura do texto”, se hacen unas cuantas consideraciones en relación a la comida, el cuerpo, más bien el cuerpo femenino y el deseo. En él están presentes reflexiones sobre el influjo y recepción de esta tríada en la cultura occidental. En el tercer capítulo, “O carnaval en Como agua para chocolate” se perfilan los elementos e imágenes que dan muestras claras de la carnavalización literaria. Por fin, “Os Fios…”.
Carnavalización;Banquete;Cuerpo grotesco;Fronteras;“Como agua para chocolate”
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
O trabalho possui divulgação autorizada
Dissertacao da Suerda.pdf

Contexto

IDENTIDADE
CULTURA E SOCIEDADE
Cartografias urbanas e imagens de cidades, rios e florestas na história e na literatura

Banca Examinadora

VERA LUCIA DE MAGALHAES BAMBIRRA
DOCENTE - COLABORADOR
Sim
Nome Categoria
FRANCIELLE MARIA MODESTO MENDES Docente - PERMANENTE
MARIA JOSE DA SILVA MORAIS COSTA Participante Externo

Vínculo

Servidor Público
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim
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