A prática do letramento é um tema que vem suscitando alguns debates e discussões no campo educacional e, articulada à educação inclusiva, gerando polêmicas, trazendo dúvidas e receio por parte dos professores que lidam com alunos com deficiência. A presente pesquisa tem como objeto de estudo as práticas de professores dos anos iniciais do ensino fundamental, em relação ao trabalho com letramento para alunos com deficiência, em uma escola estadual em Cruzeiro do Sul-Acre. O objetivo geral dessa pesquisa é analisar a prática dos professores que trabalham com alunos com deficiência em uma escola estadual de Cruzeiro do Sul, conhecendo os fundamentos teórico-metodológicos que fundamentam essa prática em relação ao letramento. Para isso, buscaremos fundamentar nossa pesquisa em autores de renome na área do letramento, como SOARES (2003), CARVALHO (2014) e KLEIMAN (2001), dentre outros. Entretanto, há pouca informação sobre a influência deste contexto na perspectiva inclusiva e este é um dos nossos interesses de estudo. Assim, a respeito da discussão deste tema, consultamos autores como CARVALHO (1998), MANTOAN (2003, 1997), MITLER (2003). A busca por resultados foi feita através de uma metodologia de pesquisa de caráter bibliográfico com base no estado do conhecimento, com o intuito de mapear e de discutir através dos resumos e resultados de teses e dissertações encontradas na BDTD (Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações) os conhecimentos voltados para a temática em questão. Além disso, utilizamos a pesquisa qualitativa e, como técnica de coleta de dados, a entrevista semi-estruturada, com perguntas abertas que podem facilitar as respostas dos professores pesquisados. E para analisar os dados, fizemos uso da Análise de Conteúdo, Bardin (1977), Franco (2009), a fim de desvelar os sentidos que os participantes revelam nas mensagens. Através dessa análise, elegemos 07 temas e 02 categorias, estabelecidas com base nas falas de nossos colaboradores. Essas foram denominadas de Reflexões sobre Letrar e alfabetizar, assim nomeada por percebermos o equívoco por parte dos professores, ao falarem desses termos. A segunda categoria, Educação inclusiva, limites e possibilidades, também estabelecida pelas falas dos sujeitos de nossa investigação, mostra as práticas desenvolvidas pelos professores no trabalho com alunos com deficiência. Os resultados evidenciam que a prática dos professores que trabalham com alunos com deficiência se volta para a empiria, fundamentada no hábito, nas experiências vivenciadas por eles no dia a dia.