A presença da arte e da cultura no ambiente escolar é muito frequente e apresenta-se das mais variadas formas e situações. As crianças levam influências particulares e plurais para o cotidiano da escola. Seguindo essa assertiva, esta pesquisa tem como objetivo analisar e compreender o papel da arte e da cultura na escola, no contexto do Semiárido, e suas implicações no aprendizado das crianças. Com isso, mostro como propulsoras as seguintes questões: como a cultura e a arte contribuem para contextualizar a prática docente e visibilizar a infância, e como a arte e a cultura contribuem para o aprendizado das crianças e possibilita a sua visibilidade. Apresento a invisibilidade da infância na escola como o centro da discussão. É observado se o que dizem, pensam e sabem as crianças têm alguma relevância para os professores quando estes elaboram as suas aulas, como também se os aspectos culturais e artísticos, nos quais essas crianças estão inseridas nos seus contextos, incidem no seu aprendizado escolar. A pesquisa fundamentou-se nos estudos de Vasconcelos e Sarmento (2007), Ariés, (2014) Dornelles (2005), Conh (2005); Delgado (2005); Muller (2005); Alves (2005); Gadotti (1996); Santos (2012), Laraia (1994), Geertz (2014), Romanelli (2010), Arroyo (2011), Candau (2008); Coli (2012); Reis (2011); Pereira (2006); Bogdan (1994); Gaskell (2014), Thiollen,t (1985), Caleffe (2006), Moreira (2008), Kramer (2008), Bardin (2006), entre outros. Como percurso metodológico, utilizo a pesquisa qualitativa, fundamentada no estudo caso. Como sujeitos da pesquisa, trabalhei com 10 crianças do 5º ano do Ensino Fundamental I, com as duas educadores da turma, a coordenadora e a gestora de uma escola pública do município de Juazeiro-BA. Como procedimento para análise dos dados, utilizei-me da triangulação, a qual foi estruturada através das categorias: 1. Os discursos das crianças e dos educadores: pontos e contra pontos; 2. A arte na educação: como tem sido desenhada?; 3. A escola está na vida das crianças, mas a vida das crianças não está na escola; e 4. Cultura como ponto de partida para visibilidade da infância. Tais categorias ajudaram-me a atingir o objetivo proposto na pesquisa. O resultado da pesquisa aponta para uma escola que ainda não considera a arte, a cultura e o contexto das crianças, consequentemente a escola não tem as cores - das crianças.