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FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA
SAÚDE E ENVELHECIMENTO (33029016002P0)
COMPARAÇÃO ENTRE O MÉTODO MAT PILATES COM OS EXERCÍCIOS PERINEAIS NO TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO E SOBRE A FUNÇÃO MUSCULAR DO ASSOALHO PÉLVICO
NATHALIA MANFIO MARRONI
DISSERTAÇÃO
11/12/2017

A incontinência urinária de esforço é definida como a queixa de qualquer perda involuntária de urina no esforço, sendo resultante de qualquer atividade que leve a um aumento da pressão intra-abdominal excedendo a pressão de fechamento uretral. A Fisioterapia dispõe de vários métodos para o aumento da função muscular do assoalho pélvico, melhorando a resistência uretral dos indivíduos, como os exercícios de contração perineal descritos por Arnold Kegel e o método Pilates. Estudos comparando estas duas técnicas são escassos, por isso, o interesse em verificar se o método Pilates é tão efetivo quanto os exercícios de Kegel para aumento da função muscular do assoalho pélvico e, consequentemente, para a melhora dos sinais e sintomas da incontinência urinária de esforço. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, realizado por um período de 12 semanas consecutivas e frequência de uma vez semanal. A amostra compreendeu 50 mulheres multíparas na faixa etária de 40 a 65 anos, sedentárias e que apresentassem incontinência urinária de esforço. As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos, sendo que 25 participaram do grupo de Kegel e 25 do grupo Pilates. Como instrumentos de avaliação foram utilizados o teste bidigital, a perineometria, o questionário International Consultation on Incontinence Questionnaire – Short Form (ICIQ-SF) e o diário miccional. Para a análise estatística foi utilizado o teste de Wilcoxon e o teste Mann Whitney, considerando um nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que o grupo Kegel apresentou uma melhora de 9,7mmHg nas fibras rápidas e de 9mmHg nas fibras lentas, enquanto que, o grupo Pilates apresentou um aumento de 11mmHg nas fibras rápidas e de 14mmHg nas fibras lentas, não havendo diferença estatística entre os grupos. Além disso, ambos os grupos apresentaram uma melhora de 4 segundos de contração e, segundo o teste bidigital, ambos os grupos apresentaram aumento de contração sem diferença estatística entre eles. Em relação ao escore do questionário, houve diferença estatística entre os grupos, pois o grupo Kegel apresentou pontuação inicial maior do que o grupo Pilates, enquanto que, para os momentos de perdas urinárias, observou-se que em ambos os grupos houve diminuição dos momentos de perdas, sem diferença estatística entre eles. Em relação à frequência e quantidade das perdas urinárias, ao final da intervenção, nenhuma mulher relatou mais perda de urina no grupo Pilates. Conclui-se que o Pilates foi tão efetivo quanto os exercícios de Kegel para o aumento da função muscular do assoalho pélvico e para a melhora dos sinais e sintomas da incontinência urinária.

Diafragma da pelve;Incontinência urinária por estresse;Períneo;Técnicas de exercício e de movimento
Stress urinary incontinence is defined as the complaint of any involuntary loss of urine in the effort, resulting from any activity leading to an increase in intra-abdominal pressure exceeding urethral closure pressure. Physiotherapy has several methods for increasing pelvic floor muscle function, improving urethral resistance in individuals, such as the perineal contraction exercises described by Arnold Kegel and the Pilates method. Studies comparing these two techniques are scarce, therefore, the interest in verifying if the Pilates method is as effective as the Kegel exercises to increase the pelvic floor muscle function and, consequently, to improve the signs and symptoms of urinary incontinence effort. It is a randomized clinical trial, conducted for a period of 12 consecutive weeks and once weekly frequency. The sample comprised 50 multiparous women in the age group of 40 to 65 years, sedentary and who had stress urinary incontinence. The volunteers were randomly divided into two groups, 25 of whom participated in the Kegel group and 25 in the Pilates group. Two-digit test, perineometry, the International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF) and the voiding diary were used as assessment instruments. For the statistical analysis the Wilcoxon test and the Mann Whitney test were used, considering a level of significance of 5%. The results showed that the Kegel group showed an improvement of 9.7 mmHg in the fast fibers and 9 mmHg in the slow fibers, whereas the Pilates presented an increase of 11 mmHg in the fast fibers and 14 mmHg in the slow fibers, and there was no statistical difference between the groups. In addition, both groups showed an improvement of 4 seconds of contraction and, according to the bidigital test, both groups presented increase of contraction without statistical difference between them. Regarding the questionnaire score, there was a statistical difference between the groups, since the Kegel group presented a higher initial score than the Pilates group, whereas for the moments of urinary loss, it was observed that in both groups there was a decrease of the moments losses, with no statistical difference between them. Regarding the frequency and quantity of urinary losses, at the end of the intervention, no woman reported any further loss of urine in the Pilates group. It was concluded that Pilates was as effective as Kegel exercises for increasing pelvic floor muscle function and for improving the signs and symptoms of urinary incontinence.
Pelvic diaphragm;Stress urinary incontinence;Perineum;Exercise and movement techniques
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PORTUGUES
FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA
O trabalho possui divulgação autorizada
MARRONI. MN.COMPARAÇÃO ENTRE O MÉTODO MAT PILATES.pdf

Contexto

SAÚDE E ENVELHECIMENTO
ASPECTOS BIOLÓGICOS, EPIDEMIOLÓGICOS E SOCIAIS RELACIONADOS AO ENVELHECIMENTO E ÀS DOENÇAS ASSOCIADAS
Comparação entre o método mat pilates com os exercícios perineais no tratamento da incontinência urinária de esforço e sobre a função muscular do assoalho pélvico em mulheres de 40 a 65 anos.

Banca Examinadora

PEDRO MARCO KARAN BARBOSA
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
RENATO CARETTA CHAMBO Participante Externo
LUANA SCHNEIDER VIANNA Participante Externo
PEDRO MARCO KARAN BARBOSA Docente - PERMANENTE

Vínculo

CLT
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim
Plataforma Sucupira
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