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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
LETRAS- LINGUAGEM E IDENTIDADE (11001011003P0)
PROTAGONISMO FEMININO E REPRESENTAÇÕES SOBRE OS MOVIMENTOS DE MULHERES NO ACRE (1980-90)
LIBERACY DE SOUSA OLIVEIRA
DISSERTAÇÃO
30/11/2017

A proposta desta pesquisa incorre em descrever o contexto histórico do movimento de Mulheres no Acre, bem como suas influências no movimento das mulheres indígenas. O movimento feminista passou por vários vieses sociais e políticos e funcionou como uma espécie de trampolim para as diversas manifestações de cunho político, inquietações das mulheres, cujas vozes ecoavam de acordo com o espaço e localização social do qual cada grupo se pronunciava, de modo que tais vozes refletiam a conjuntura sociopolítica. O movimento feminista passou por momentos de contradições, resistências, discussões ideológicas entre os homens e mulheres. Tais discussões pautaram-se na reflexão acerca da tentativa de justificar as diferenças biológicas e teológicas dos papéis sociais que foram definidos entre os sexos femininos e masculinos, papéis estes perpetuados nas relações de desigualdades de participação e direitos na vida em sociedade. As contradições serão manifestadas ou identificadas sempre quando houver manifestações do certo e do errado; o movimento de mulheres por ser uma manifestação de um coletivo, não é diferente no aspecto contraditório, das confusões internas e externas no entender e propagar conceitos e sonhos. A esse respeito, Osborne (1998) afirma que existem alguns equívocos sobre o movimento feminista, garantindo que a proposta não se embasa na ideia de superioridade da mulher sobre o homem, mas a continuidade das relações de gêneros que foram desenvolvidas pelos homens por muitas décadas em afirmar que a mulher seria inferior ao homem. Ser feminista significa a igualdade no ver o outro como igual, ambos (homem e mulher) são importantes para o desenvolvimento da vida coletiva, a sua formação social, política, cultural e econômica respalda isso. As mulheres foram, nas práticas das relações sociais, contestar suas situações sociais, políticas e econômicas, dentro das suas singularidades, primeiro o de ser mulher; segundo, nas suas condições econômicas desfavorecidas que as impediam de viver de forma digna. Assim, elas buscam, nas teias sociais, o fortalecimento da sua natureza de sujeitos diversos, dentro do universo social que estavam constituídas. As comunidades eclesiais de bases e o próprio movimento foram os caminhos para aquelas articulações que se fizeram no âmbito sociocultural multifacetado dos sujeitos diversos. A ação e reação determinada pela teologia da libertação foram instituídas entre aqueles grupos sociais como fortalecimento e libertação do mundo opressor da sociedade que divide pessoas em classes sociais e conseqüentemente em gênero. As mulheres foram buscando suas visibilidades por meio de um olhar fotográfico no qual a máquina fotográfica foi o movimento de evangelização, um recurso de luz, de conversão e de estratégias para suas lutas e conquistas. Os encontros de evangelização levavam à reflexão religiosa; ao pautar as discussões sobre a fé e justiça, por meio do evangelho, tais reflexões se projetam nas relações sociais e nas próprias relações de gênero. O movimento de mulheres em seu contexto histórico, já citado, mostra que foram construídos por várias mãos, corpos biológicos e sociais, corpos intelectuais e empíricos, ideias e ideologias, partidos políticos e discursos. Foi a partir do movimento de mulheres, que as primeiras teias sociais humanas entre mulheres não indígenas e indígenas foram se constituindo, entrelaçadas pela temática: relações de gênero, e o desejo de sair da invisibilidade. Esse movimento também estimulou a criação de novas perspectivas sociais de sujeito da sua história junto as suas comunidades étnicas, esses fatores representam os principais motivos para a criação da organização do movimento de mulheres. O poder simbólico no movimento de mulheres conquistou as indígenas que começaram então a participar das dinâmicas das atividades realizadas por aquela representatividade social e identidade social do grupo. O movimento indígena das mulheres comungou sua política da identidade, com a defesa da identidade da mulher indígena que já não definia as questões culturais como simplesmente cultural. O sentir diferente, e ao mesmo tempo singular foi o que levou a algumas mulheres indígenas a criar o próprio movimento social de mulheres. Desse modo, a inquietação social e a política da identidade fora o que podemos constatar como umas das principais contribuições deixadas pelo MMA (Movimento de Mulheres no Acre) ao Movimento de mulheres indígenas.

Identidade;Mulher;Gênero;Movimentos Sociais;Relações de Poder;Sitoakore
The purpose of this research is to describe the historical context of the women's movement in Acre and its influence on the indigenous women's movement. The feminist movement, in principle, underwent several social and political biases and functioned as a kind of springboard for the various manifestations, women's concerns, according to the space and social location each group spoke from its socio-political conjuncture. Since everything is not only flowers and perfumes, the feminist movement has gone through the moments of contradictions, of resistances between men and women in which it has tried to justify the biological and theological differences of the social roles that were defined between the female and male sexes, perpetuated in the relations of inequalities of participation and rights in life in society. The contradictions will always be manifested or identified when there are manifestations of right and wrong, the movement of women to be a manifestation of a collective, is not different in the contradictory aspect, the internal and external confusions in understanding and propagating concepts and dreams. In this regard, Osborne asserts that there are some misconceptions about the feminist movement. He asserts that the proposal is not based on the idea of superiority of women over men, it would be the continuity of gender relations that were developed by men for many decades in affirm that the woman would be inferior to the man. Being feminist means equality in seeing the other as equal, both (man and woman) are important for the development of collective life, their social, political, cultural and economic background supports this. In the practices of social relations, women were challenged by their social, political and economic situations, in their singularities, first to be a woman, according to their disadvantaged economic conditions, which prevented them from living in dignity. Thus, they seek, in the social webs, the strengthening of their nature of diverse subjects, within the social universe that were constituted. The ecclesial grassroots communities and the movement itself were the paths to those articulations that were made in the multifaceted sociocultural scope of the diverse subjects. The action and reaction determined by the theology of liberation were instituted among those social groups as strengthening and liberation from the oppressive world of society that divides people into social classes and consequently into gender. Women sought their visibilities for a photographic look in which the camera went to evangelization, a re-course of light, conversion and strategies for their struggles and achievements. The meetings of evangelization led to reflection and action on faith, justice, through the gospel being reflected in social relations and in gender relations themselves. The women's movement in its historical context, already quoted, shows that they were constructed by various hands, biological and social bodies, intellectual and empirical bodies, ideas and ideologies, parties and speeches. It was from this movement that the first human social webs between non-indigenous and indigenous women became intertwined with the theme: gender relations, and the desire to escape from invisibility, creating in women new social perspectives of the subject of their history with their ethnic communities represented the main reasons for the creation of the organization. The symbolic power in the women's movement conquered the indigenous people who began to participate in the dynamics of the activities carried out by that social representativeness and social identity of the group. The indigenous women's movement communicated its politics of identity, with the defense of the identity of indigenous women who no longer defined cultural issues as simply cultural. The different and at the same time singular feeling was what led some indigenous women to create the women's social movement itself. In this way, social unrest and the politics of identity were what we can see as one of the main contributions left by MMA to the Movement of Indigenous Women.
Identity;Woman;Gender;Social Movements;Power Relationships;Sitoakore
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120
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

Linguagem e Cultura
CULTURAS, NARRATIVAS E IDENTIDADES AMAZÔNICAS
Patrimônios culturais nas Amazônias e Pan-Amazônia: artes do fazer e do dizer

Banca Examinadora

GERSON RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
FRANCISCO BENTO DA SILVA Docente - PERMANENTE
MARCIA MEIRELES DE ASSIS Participante Externo
GERSON RODRIGUES DE ALBUQUERQUE Docente - PERMANENTE

Vínculo

CLT
Outros
Ensino e Pesquisa
Não
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