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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PSICOLOGIA (31001017098P8)
Grupos Reflexivos para Autores de Violência contra a Mulher: isso funciona?
CECILIA TEIXEIRA SOARES
TESE
06/04/2018

Entre as inovações da Lei Maria da Penha está a possibilidade de determinação do comparecimento obrigatório de homens autores de violência contra mulher a grupos reflexivos. Uma das principais questões no debate acerca desses serviços refere-se à escassez de estudos de avaliação da sua eficácia. Visando contribuir para o conhecimento sobre os resultados dessas intervenções, foi realizada uma pesquisa qualitativa centrada na análise das falas de homens autores de violência entrevistados após sua participação no ciclo de oito encontros de um grupo reflexivo no I Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no Rio de Janeiro. As entrevistas foram gravadas, transcritas e analisadas pelo método da Análise Temática. As falas dos entrevistados são as mesmas encontradas em outros estudos sobre intervenções com autores de violência. Inicialmente os homens sentem-se injustiçados, demonstram estranhamento por estarem cumprindo uma pena, não se reconhecendo como criminosos e sim vítimas das mulheres que os denunciaram. Ao longo dos encontros vão atribuindo novos sentidos para a participação no grupo, valorizando a troca de informações, o contato com outros homens e com as coordenadoras. Referem mudanças e apontam o aprendizado de estratégias para lidar com situações de estresse e conflito de forma não violenta. Os grupos reflexivos revelam-se espaços potentes para propiciar aos participantes a oportunidade de desnaturalizar a violência nas relações de gênero. As conclusões destacam a importância da inclusão dessas intervenções na política de enfrentamento da violência e sua articulação com os serviços e programas de atendimento a mulheres.

Lei Maria da Penha;violência contra a mulher;homens autores de violência;masculinidades;grupos reflexivos
Among the innovations brought by the Maria da Penha Law is the possibility of directing men who commit violence against women to discussion groups, as an alternative to incarceration. One of the main issues presented in the discussion on these services relates to the lack of assessment studies on their efficiency. Aiming to contribute to the disclosure of the results of these interventions, a qualitative research was conducted focusing on speech analysis with men perpetrators and who were interviewed after having attended eight meetings of a discussion group of the 1st Domestic and Family Violence Court, in Rio de Janeiro. The interviews were recorded, transcribed and analyzed by the Thematic Analysis method. The men’s speeches are the same that can be found in other studies on interventions with men perpetrators. Initially, these men feel they have been wronged, they feel strange for serving a sentence. They don’t see themselves as perpetrators, but rather as victims of the women who charged them. Throughout the meetings, they start seeing their participation in the group differently, appreciating the information exchange and the contact with other men and the coordinators. They mention changes and strategies learned to handle stressful and conflict situations in a non-violent manner. Discussion groups prove to be powerful spaces that provide attendants with opportunities to denaturalize gender violence. The conclusions reached emphasize the importance of including these interventions in the policy to tackle violence, and articulating them with women assistance services and programs. Soares. C.T. (2018). Grupos Reflexivos para Autores de Violência contra a Mulher: ISSO FUNCIONA? (Tese de Doutorado em Psicologia) / Discussion Groups for Perpetrators of Violence Against Women: DOES IT WORK? (Doctoral Dissertation in Psychology). Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Maria da Penha Law;violence against women;men perpetrators;masculinities;discussion groups
1
163
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
O trabalho possui divulgação autorizada
TESE CECÍLIA T. SOARES para Biblioteca (1).pdf

Contexto

SUBJETIVIDADE, COGNIÇÃO E PRÁTICAS CLÍNICAS
SUBJETIVIDADE, CULTURA E PRÁTICAS CLÍNICAS
VIOLÊNCIA NO ÂMBITO DAS RELAÇÕES FAMILIARES

Banca Examinadora

HEBE SIGNORINI GONCALVES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
ADRIANO BEIRAS Participante Externo
Liliana Graciete Fonseca Rodrigues Participante Externo
BILA SORJ Participante Externo
MARCOS ANTONIO FERREIRA DO NASCIMENTO Participante Externo

Vínculo

Colaborador
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim
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Capes UFRN RNP
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