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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIA E INOVAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
Engenharia de Produção e Sistemas (31022014001P4)
Educação Presencial
TRABALHO EM TURNOS E NOTURNO: ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE ATIVIDADE DE TRABALHADORES EM EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES
PRISCILA CARNEIRO HAMADA
DISSERTAÇÃO
02/02/2018

Os dados mais atualizados do IBGE sobre os trabalhos em turnos e noturno no Brasil mostraram que, em 2016, quase 14 milhões de brasileiros (14,9% da parcela ocupada da população) trabalhavam total ou parcialmente em horário noturno (entre 22h e 05h) e 1,5 milhões (1,7% da população ocupada) eram trabalhadores que atuavam em turnos ininterruptos de 24 horas. Frente a esse cenário e dada a tendência de aumento desses números, torna-se relevante conhecer a realidade diferenciada das atividades desses trabalhadores. Sendo assim, este estudo teve o objetivo de analisar as condições de atividade dos trabalhadores que atuam, em turnos e período noturno, na análise e tratamento remoto de falhas de duas grandes empresas de telecomunicações. Quanto ao método, a pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou como instrumento de coleta de dados na Empresa A questionários (março de 2017), e na Empresa B questionários e entrevistas individuais (entre abril e julho de 2017). Os sujeitos da pesquisa foram em número de 9 da Empresa A e 7 da Empresa B, totalizando 16, sendo que todos atuam a maior parte do tempo em horário noturno, podendo ser turno alternado ou fixo, trabalhando ou não em feriados e finais de semana. O referencial teórico de análise se deu pelo viés da Ergologia. Os resultados obtidos foram analisados através de duas ações distintas: 1) construção de um quadro com as principais questões relacionadas ao trabalho em turnos e noturno e análise das informações; e 2) discussão dos temas que apareceram de forma recorrente nas entrevistas e questionários. Em relação às principais questões relacionadas ao trabalho em turnos e noturno, a resposta da maioria dos trabalhadores participantes seguem tendências de outras pesquisas na área ou recomendações do que é considerado ideal nesse cenário. Os pontos que apresentaram divergências foram: os trabalhadores, em sua maioria, tendem a dormir logo que chegam do trabalho; na Empresa B, a maioria dos trabalhadores manteve o mesmo comportamento alimentar e peso, após iniciar o trabalho em horário noturno, além de aumentar ou manter a mesma frequência de atividades física. Além dessas questões, os trabalhadores citaram o menor fluxo de trânsito como fator satisfatório relacionado ao horário de trabalho, tema que não é abordado com ênfase nos outros estudos avaliados nessa pesquisa. Entre os trabalhadores de ambas as empresas foi consenso a ausência de percepção de preocupação diferenciada com os trabalhadores noturnos por parte das empresas, a ausência de oferta de serviços de apoio emocional e/ou de saúde oferecidos especificamente para trabalhadores que atuam em período noturno e ausência de instruções por parte da empresa acerca de possíveis impactos que o trabalho em turnos e noturno podem causar. Dentro os temas que emergiram de forma recorrente nas entrevistas e questionários estão: família, tempo e conhecimento técnico. Podemos concluir, portanto, que analisar as condições de atividade dos trabalhadores em turnos não é tarefa simples, sob a perspectiva ergológica, dadas as inúmeras tensões entre o trabalho prescrito e o realizado, assim como as variáveis com diversas possibilidades envolvidas, até devido a atividade de cada trabalhador ser singular, pois cada trabalhador é único.

Trabalho em turno;Trabalho noturno;Saúde do Trabalhador;Ergologia;Telecomunicações
IBGE's most up-to-date data on shiftwork and night work in Brazil showed that, in 2016, almost 14 million Brazilians (14.9% of the employed population) worked totally or partially at night (between 10pm and 5am) and 1.5 million (1.7% of the employed population) were workers who worked in uninterrupted 24-hour shifts. Faced with this scenario and given the tendency to increase these numbers, it becomes relevant to know the differentiated reality of the activities of these workers. Therefore, this study had the objective of analyzing the working conditions of the workers who work in shifts and night time in the analysis and remote treatment of failures of two large telecommunications companies. As for the method, the qualitative research used as tool for data collection were questionnaires in Company A (March 2017), and, in Company B, questionnaires and individual interviews (between April and July 2017). The workers researched were in number of 9 of Company A and 7 of Company B, totaling 16, all of which work most of the time in night time, and can be alternate or fixed shift, working or not on holidays and weekends. The theoretical framework of analysis was by the bias of Ergology. The results obtained were analyzed through two distinct actions: 1) construction of a frame with the main issues related to shift work and night work and analysis of information; 2) discussion of themes that recurrently appeared in interviews and questionnaires. Regarding the main issues related to shift work and night work, the response of most participating workers follow trends from other research in the area or recommendations of what is considered ideal in this scenario. The points that presented divergency were: workers, for the most part, tend to sleep as soon as they arrive from work; in Company B, the majority of workers maintained the same eating and weight behavior, after starting work at night, in addition to increasing or maintaining the same frequency of physical activity. In addition to these issues, workers cited the lowest traffic flow as a satisfactory factor related to working hours, a theme that is not addressed with emphasis on the other studies evaluated in this research. Among the workers of both companies, there was a consensus about the absence of a perceived concern with night workers by the companies, the absence of offer of emotional and / or health support services specifically for workers who work during the night and absence of instructions by the company about possible impacts that shift work and night shift can cause. Within the themes that emerged recurrently in the interviews and questionnaires are: family, time and technical knowledge. We can conclude, therefore, that analyzing the working conditions of shift workers is not a simple task from the ergological perspective, given the numerous tensions between prescribed and realized work, as well as the variables with different possibilities involved, even due to the activity of each worker is unique, since each worker is unique.
Shift Work;Night Work;Worker’s health;Ergology;Telecommunications
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIA E INOVAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

TECNOLOGIA, GESTÃO E INOVAÇÃO
CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO & SOCIEDADE (CTI&S)
INDUSTRIALIZAÇÃO, APTIDÃO E AVALIAÇÃO: O ENSINO INDUSTRIAL E A EMERGÊNCIA DA PSICOLOGIA APLICADA AO TRABALHO NO BRASIL

Banca Examinadora

ALEXANDRE DE CARVALHO CASTRO
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
LILIANE REIS TEIXEIRA Participante Externo
ALVARO CHRISPINO Docente - PERMANENTE

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
CONS NAC DE DESENVOLVIMENTO CIENTIFICO E TECNOLOGICO - Bolsa de Mestrado no País GM 28

Vínculo

CLT
Empresa Privada
Empresas
Sim
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