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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
HISTÓRIA (42001013043P0)
“TENHO O DIREITO DE SER QUEM EU SOU”: o movimento de travestis e transexuais em Porto Alegre (1989-2010)
AUGUSTA DA SILVEIRA DE OLIVEIRA
DISSERTAÇÃO
23/07/2018

Essa dissertação trata do movimento de travestis e transexuais na cidade Porto Alegre no período que compreende os 10 anos que antecedem e os 10 anos posteriores à criação da ONG Igualdade, Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul, entre 1989 e 2010. Partindo de um conjunto de entrevistas com militantes travestis e transexuais e pessoas envolvidas no processo de materialização da instituição, buscamos compreender as condições que possibilitaram a emergência e a consolidação do referido movimento na cidade, analisando sua interação com trajetórias individuais. Nesse sentido, a AIDS aparece como fator preponderante em vivências marcadas pelo histórico de marginalização e violência policial decorrentes do estigma pelo exercício do trabalho sexual, necessário para a sobrevivência dessa população. A epidemia de AIDS marca, através da organização da sociedade civil e grupos como o GAPA - Grupo de Apoio à Prevenção da AIDS, um ponto de inflexão nessas narrativas e o primeiro contato dessa população com valores de cidadania e direitos humanos. É a partir do GAPA e da capacitação de lideranças trans que se organiza a Igualdade, através do fomento da autonomia do grupo. Através da análise de relatórios de projetos e outros registros de fomentos se examina a consolidação da Igualdade como instituição de referência para a população alvo, a relação com o Estado e com outras entidades e redes, marcando a instituição como representante das travestis e trans em relação a demandas que passam a ir além da AIDS e focam em promover direitos e cidadania para a população.

travestis e transexuais;história oral.;aids;movimentos sociais
This dissertation deals with the travesti and transgender movement in the city of Porto Alegre between 1989 and 2010. This period covers 10 years before and 10 years after the creation of the NGO Igualdade, Association of Travestis and Transsexuals of Rio Grande do Sul. We sought to understand the conditions that enabled the emergence and consolidation of the movement from a set of interviews with travesti and transgender activists that were involved in starting the NGO. Furthermore, we analyzed how their individual trajectories intersect with such conditions.In this sense, we observed that AIDS is a preponderant factor in experiences that are marked by historic marginalization and police violence. Those are a result of the stigma of sex work, a necessary activity for the survival of this group. The AIDS epidemic marks, through the organization of civil society and groups such as GAPA - Support Group for AIDS Prevention, a turning point in those narratives. It also represents the first contact of this population with values of citizenship and human rights. Igualdade is organized from GAPA’s initiative and the empowerment of trans leadership within, with the goal of promoting the group’s autonomy.We analyzed project reports and other development records in order to examine the consolidation of Igualdade as the institution of reference for the travesti and trans population. In addition, we studied the organization’s relationship with the State and with other entities and networks. This analysis marks Igualdade as a representative of travestis and trans people on demands that go beyond AIDS and focus on promoting rights and citizenship for this group.
oral history;aids;social movements;travestis and trangenders
0
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

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Banca Examinadora

CELI REGINA JARDIM PINTO
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
NATALIA PIETRA MENDEZ Docente - PERMANENTE

Vínculo

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Não
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