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Dados do Trabalhos de Conclusão

FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA
SAÚDE E ENVELHECIMENTO (33029016002P0)
INFLUÊNCIA DOS MECANISMOS ANTIOXIDANTES NÃO ENZIMÁTICOS NA OCORRÊNCIA DE RADIODERMITEEM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA
GUILHERME COSTA MUNHOZ
DISSERTAÇÃO
09/05/2018

A incidência e prevalência mundial do câncer tem aumentado, sendo o de mama a neoplasia mais incidente em mulheres e a segunda causa de morte por câncer no Brasil. A radioterapia é fundamental no tratamento destas neoplasias, entretanto, seus efeitos colaterais são comuns. Vale destacar que a radiação promove seus efeitos terapêuticos sobre os tumores, bem como seus efeitos colaterais através da formação de radicais livres. Por outro lado, a fim de garantir a fisiologia dostecidos, diversos mecanismos antioxidantes atuam com o propósitoderemover radicais livres, inclusive aqueles formados pela ação da radiação, reestabelecendo um equilíbrio. Assim esse estudo objetivou avaliar o grau de estresse oxidativo, bem como as defesas antioxidantes não enzimáticas quantificáveis pelo FRAP(Ferric Reducing Ability of Plasma), no plasma de pacientes portadores de câncer de mama submetidos à radioterapia e verificar se esses parâmetros estão modificados naqueles pacientes que desenvolvem radiodermite. Para isso, 41 pacientes submetidos à radioterapia para tratamento de câncer de mama no Departamento de Radioterapia e Oncologia da FAMEMA foram incluídos em um estudo de coorte prospectiva. Desses pacientes, amostras de plasma foram obtidas no início, na metade e ao final do protocolo de radioterapia, para análise de defesas antioxidantes não enzimáticas e do estresse oxidativo. Não foram observadas diferenças significativas nos valores de TBARS ou de FRAP nas amostras dos pacientes colhidas no início e na metade do tratamento.Contudo, nas amostras colhidas ao final do tratamento, os valores do FRAP foram significativamente maiores (1130,36 ±217,34;p=0,01) em relação às amostras colhidas no início (1049,56 ±171,21; p=0,01) e no meio (1070,67 ±219,26;p=0,03) do tratamento. Observou-se também que a incidência de radiodermite de grau 2 foi menor entre os pacientes submetidos à radioterapia com doses hipofracionadas (p=0,008). Contudo, não se observou diferenças de FRAP ou TBARS entre os pacientes que desenvolveram radiodermite de qualquer grau em relação aos que não desenvolveram ou entre os pacientes que desenvolveram radiodermite grau 2, em relação aos demais pacientes avaliados no estudo. Concluiu-se portanto que o poder das defesas antioxidantes avaliadas pelo FRAP no plasma apresenta uma elevação durante o tratamento, contudo, não acompanhada de modificações significativas no grau de estresse oxidativo. Não se constatou uma clara relação entre modificações nos valores de TBARS ou de FRAP com o surgimento ou a gravidade de radiodermites.

Neoplasias da mama;Estresse oxidativo;Radioterapia;Substâncias reativas com ácido tiobarbitúrico;Radiodermatite
The incidence and prevalence of cancer increased in the world, with breast cancer being the second cause of cancer death in Brazil. Radiation therapy is essential in the cancer treatment, however, commonly it causes side effects. Radiation promotes its therapeutic effects not only in tumors but also in healthy tissues through the formation of free radicals. On the other hand, in order to assure the homeostasis of the tissues, several antioxidant mechanisms remove free radicals, including those formed by the action of radiation in order to reestablishing the redox balance. Thus, this study aimed to evaluate the oxidative stress degree as well as nonenzymatic antioxidant defenses quantified by FRAP (Ferric Reducing Ability of Plasma) in the plasma of patients with breast cancer submitted to radiotherapy and to verify if these parameters are modified in those patients who develop radiodermatitis. In this way, 41 patients submitted to radiotherapy for treatment of breast cancer in the Department of Radiation and Oncology of Marília Medical School (FAMEMA) were included in a prospective cohort study. From these patients, plasma samples were obtained at the beginning, in the middle and at the end of the radiotherapy protocol, for analysis of nonenzymatic antioxidant defenses and oxidative stress. No significant differences were observed in terms of TBARS in samples from patients collected at the beginning and at the half of treatment. However, the FRAP was higher in the samples collected at the end (1130.36 ± 217.34; p = 0.01) compared to the samples collected at the beginning (1049.56 ± 171.21; p = 0.01) and in the middle (1070.67 ± 219.26; p = 0.03) of the treatment. On the other hand, no differences of FRAP were observed along the treatment. It was also observed a lower incidence of grade 2 radiodermatitis among patients undergoing radiation therapy with hypofractionated doses. However, there were no differences in FRAP or TBARS among patients who developed radiodermatitis of any degree in relation to those who did not develop the side effect. No differences of FRAP or TBARS were also observed between patients that presented grade 2 radiodermatitis in relation to the others evaluated in the study. It was concluded, therefore, that the plasma antioxidant defenses evaluated FRAP improve along the radiotherapy, however, this improvement is not followed by significant changes in the degree of oxidative stress. There was no clear relationship between changes in TBARS or FRAP values with the occurrence or severity of radiodermatitis.
Breast neoplasms;Oxidative stress;Radiotherapy;Thiobarbituric acid reactive substances;Radiodermatitis
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PORTUGUES
FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA
O trabalho possui divulgação autorizada
MUNHOZ, GC. INFLUÊNCIA DOS MECANISMOS ANTIOXIDANTES NÃO ENZIMÁTICOS NA OCORRÊNCIA DE RADIODERMITEEM PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA.pdf

Contexto

SAÚDE E ENVELHECIMENTO
ORGANIZAÇÃO MORFOFUNCIONAL E HOMEOSTASIA NAS DIFERENTES FASES DO CICLO DA VIDA
INFLUÊNCIA DOS MECANISMOS ANTIOXIDANTES NÃO ENZIMÁTICOS NA OCORRÊNCIA DE EFEITOS COLATERAIS INDUZIDOS PELO TRATAMENTO RADIOTERÁPICO EM PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO

Banca Examinadora

AGNALDO BRUNO CHIES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
OSNI LAZARO PINHEIRO Participante Externo
CLAUDIO JOSE RUBIRA Participante Externo
AGNALDO BRUNO CHIES Docente - PERMANENTE

Vínculo

CLT
Empresa Pública ou Estatal
Ensino e Pesquisa
Sim
Plataforma Sucupira
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