O objetivo da pesquisa é avaliar o conteúdo das notícias referentes às mudanças climáticas e os dados das séries históricas de temperatura, chuvas e umidade relativa de três estações meteorológicas convencionais de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, Mato Grosso. Utilizaram-se dados das médias mensais e anuais de temperatura do ar (máxima, mínima e compensada), totais mensais e anuais de precipitação, além de um total mensal e anual de umidade relativa do ar do período de 1961 a 2016. Para a análise das notícias dos meios de comunicação de Cuiabá sobre tempo, clima e tópicos especiais, foram escolhidos os conteúdos da imprensa com circulação escrita e digital, distribuídos entre os dois principais jornais do estado: Gazeta Digital e Diário de Cuiabá. Na mídia televisiva, foram selecionados dois canais de maior audiência, tanto para a capital como com programação que engloba o interior do Estado: a TV Centro América (Rede Globo) e TV Vila Real (Record TV). O foco da pesquisa baseou-se na problematização acerca da forma como se divulgam os conteúdos para leitores e telespectadores. Os resultados da mídia veiculam as reportagens com teor alarmista. Em relação à análise das reportagens disseminadas pelos meios de comunicação de Cuiabá, observou-se um conteúdo predominante sobre aquecimento global antropogênico para o leitor e telespectador mato-grossense. Os dados que foram analisados envolvem 9.096 reportagens entre 2005 a 2015 das respectivas mídias já mencionadas. A pesquisa destaca os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, analisa o teor dos discursos, com alcance regional, e os efeitos das informações midiáticas com a conexão junto à sociedade sobre as mudanças do clima. Constatou-se um número significativo de notícias relativo ao clima nos principais meios de comunicação regional presentes no estado de Mato Grosso. Contudo, a maioria se refere ao tempo e não ao clima. A partir da dinâmica climática das séries históricas analisadas, pode-se concluir que os resultados obtidos, das variáveis de temperaturas, pluviosidades e umidades do ar apresentaram períodos distintos, com ciclos climáticos, uma pequena anormalidade nos valores representados quantitativamente dos dados. Entretanto, percebeu-se que as estações apresentam dois períodos bem definidos, uma chuvosa de novembro a março e outra seca de maio a outubro. Com índices de temperatura média de 26,2º, a média da mínima foi de 21,5º C e a média da máxima de 32,5º C. O percentual médio da umidade do ar foi de 70,9%, nos meses de junho a outubro, essa porcentagem apresenta queda significativa na época de estiagem. Quanto ao regime médio pluviométrico ficou em 1.243,13 mm. Enfim, nota-se que os dados de mudanças do clima são relativamente inferiores se comparados com a perspectiva do aquecimento global do IPCC, em que relaciona essas mudanças aos impactos da sociedade no planeta. Portanto, observa-se, nos resultados, mais uma tendência à variabilidade natural do que um aquecimento global, conforme apregoado pelos meios de comunicação, ao se comparar a convergência e a divergência do discurso midiático.