A presente dissertação tem como objetivo estabelecer os parâmetros que caracterizam a cena
musical do rock natalense enquanto representante de um grupo, bem como se dá o processo de
identificação deste grupo com o cenário. Entendendo a música como uma prática, ou seja, como
uma musicalidade, o primeiro capítulo, objetiva definir a produção de rock como um estilo de
vida que conjunta elementos estéticos, performáticos, temáticos, melódicos e letrísticos para
tanto trabalhamos a noção de gênero musical e contracultura. O segundo capítulo, adentra nos
componentes estéticos e performáticos, tendo isto em vista, realizamos uma breve construção
biográfica das bandas Fluidos, Modus Vivendi, Cabeças Errantes, Cantocalismo e Alfândega,
em seguida procuramos compor e compreender as relações de identidade e de práticas
representativas do rock PopTyguar. No terceiro capítulo trabalhamos os elementos temáticos,
melódicos e letrísticos, a partir da análise das canções do período, no intuito de trabalhar o
produto mais específico do cenário: a música em si. Neste capítulo elencamos os possíveis
elementos de identificação e representatividade inseridos nas composições musicais, no intuito
de visualizar mais amplamente a abordagem musical, bem como os ‘gatilhos’ que despertam as
afinidades entre os sujeitos envolvidos e o estimulam a aderirem ao cenário. Nos utilizamos da
metodologia de análise musical desenvolvida por Tatit, e discutida por Janotti Júnior, bem como
da proposta de análise apresentada por Napolitano, para propormos a noção de cenário musical;
nos pautamos, nos levantamentos realizados por Dapieve, Chacon, Friedlander, para
compreender as características do cenário em questão. Teoricamente nos embasamos a partir
das discussões realizadas por Hall sobre o conceito de identidade. Metodologicamente nos
baseamos, sobretudo, na abordagem da História Oral.