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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
FILOSOFIA (33009015072P5)
Educação Presencial
O PROBLEMA DO FUNDAMENTO E A AURORA DA DIFERENÇA NA FILOSOFIA DE GILLES DELEUZE
YASMIN DE OLIVEIRA ALVES TEIXEIRA
DISSERTAÇÃO
12/09/2018

A demanda pela determinação de um fundamento se apresenta historicamente como axis mundi da racionalidade filosófica ocidental. Sob os desígnios do princípio de razão suficiente, o fundamento oferece critério para um recorte do real em que a diferença e a multiplicidade são subsumidas à identidade e generalidade de representações. A construção da filosofia de Gilles Deleuze parte de uma interpretação crítica do problema do fundamento e se move pela ambição de conceber uma ideia de diferença que se afirme fora do domínio da representação. Enfocando os seminários, artigos e obras monográficas publicados por Deleuze entre 1953 e 1966, o objetivo geral deste trabalho foi compreender as relações entre essa avaliação deleuziana da quaestio juris e a formulação inicial das noções que, mais tarde, se farão centrais em Diferença e repetição. Deleuze percorre um caminho que se inicia com o recurso ao empirismo de Hume e chega à filosofia nietzschiana do eterno retorno e da vontade de potência para compor uma filosofia dos processos de gênese e de individuação operados pelo jogo da repetição e da diferença, filosofia que se constitui como alternativa crítica tanto às concepções metafísicas tradicionais do fundamento como Ideia transcendente quanto à concepção kantiana do fundamento como sujeito transcendental e mesmo à noção hegeliana do fundamento como forma superior da contradição. Quanto a esta última, entretanto, Deleuze enfrenta uma questão suplementar: o domínio do hegelianismo no ambiente acadêmico francês foi inescapável para o pensamento deleuziano, diretamente influenciado pela dialética anti-humanista de seu mestre Jean Hyppolite, que assim também se tornou parte do campo problemático a partir do qual a filosofia deleuziana se moveu. Foi a crítica hyppolitiana que apresentou o bergsonismo a Deleuze, que o tomou, desta forma, como parte de seu próprio caminho de construção de uma ontologia antifundacionista da diferença. Nesse percurso, é possível afirmar que não há em Deleuze uma rejeição tout court da razão suficiente, mas uma distinção entre tal ideia e a necessidade de determinação de um fundamento. Para Deleuze, seria possível reformular a noção de razão suficiente para lhe atribuir um caráter crítico vinculado a uma concepção inteiramente positiva diferença, capaz de verter o fundamento em direção à sua própria reversão, em direção a um effondement.

princípio de razão suficiente;ontologia da diferença;filosofia francesa contemporânea;Gilles Deleuze (1925-1995).
The appeal to a ground has presented itself historically as axis mundi of Western philosophical rationality. Under the directions of the principle of sufficient reason, the ground offers a criterion for a division of reality in which difference and multiplicity are subsumed to the identity and generality of representation. The construction of Gilles Deleuze’s philosophy initiates with a critical interpretation of the problem of grounding and continues through the ambition of conceiving an idea of difference that affirms itself outside the domain of representation. Focusing on seminars, articles, and monographs published by Deleuze between 1953 and 1966, the general aim of this work was to understand the relations between this Deleuzian evaluation of the quaestio juris and early formulations of notions that will become central to Difference and Repetition. Deleuze starts by recurring to Hume's empiricism and ends by reaching out Nietzschean philosophy of eternal return and will to power, composing a philosophy of processes of genesis and individuation operated by the play of repetition and difference, which constitutes a critical alternative to both traditional metaphysical conceptions of the ground as transcendent Idea and Kantian conception of the ground as transcendental subject, and even to the Hegelian notion of the ground as superior form of contradiction. As for the latter, however, Deleuze faces a further question: the hegemony of Hegelianism in French academy was inescapable for Deleuze's thought, directly influenced by the anti-humanist dialectic of his professor Jean Hyppolite, which thus also became part of the problematic field from which Deleuzian philosophy moved. It was the hyppolitian criticism that introduced Bergsonism to Deleuze, who then embrace it as part of his own way of constructing an anti-foundational ontology of difference. In this itinerary, it is possible to affirm that there is not a tout court rejection of sufficient reason in Deleuze, but otherwise a distinction between such idea and the imperative of determining a ground. For Deleuze, it would be possible to reformulate the notion of sufficient reason to attribute to it a critical aspect yield to an entirely positive conception of difference, capable of deflect the ground towards its own reversion, towards an effondement.
principle of sufficient reason;ontology of difference;contemporary French philosophy;Gilles Deleuze (1925-1995).
01
149
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
O trabalho possui divulgação autorizada
Dissertação - Yasmin de Oliveira Alves Teixeira.pdf

Contexto

FILOSOFIA
SUBJETIVIDADE, ARTE E CULTURA
-

Banca Examinadora

SANDRO KOBOL FORNAZARI
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
GIUSEPPE BIANCO Participante Externo
LARISSA DRIGO AGOSTINHO Participante Externo
ALEXANDRE DE OLIVEIRA TORRES CARRASCO Docente - PERMANENTE

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 19

Vínculo

-
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-
Não
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