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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
CIÊNCIAS DA LINGUAGEM (23002018073P9)
Corpo, memória e poder: o estupro contra a mulher e o fenômeno de culpabilização da vítima nos discursos das mídias
FRANCELIA NUNES DE MEDEIROS FERREIRA
DISSERTAÇÃO
24/05/2018

Este trabalho de pesquisa tem por objetivo analisar, nos discursos das mídias, a relação entre o poder disciplinar dos corpos e a culpabilização da mulher vítima de estupro, tendo como base teórica-metodológica a corrente de estudos da Análise do Discurso de tradição francesa, com os postulados de Michel Foucault. Neste contexto, a metodologia está baseada no método arqueogenealógico, responsável por demonstrar que as relações de poder são inerentes a todas e quaisquer práticas discursivas, seguindo o trajeto temático, o estupro contra a mulher e a disciplina do corpo feminino, com os eixos: a) a mulher e o corpo disciplinado; b) a mulher e a sexualidade; c) a mulher e o estupro. A partir desse trajeto, o corpus de análise foi montado por diferentes gêneros discursivos presentes no dispositivo das mídias, como propaganda, publicidades, músicas, notícias, comentários da web, entre outros, responsáveis por proliferar a chamada cultura do estupro ao criar efeitos de sentido de culpabilidade da mulher violada. Para embasar a análise, também foi utilizada a interdisciplinaridade com outras áreas epistemológicas, dentre elas encontram-se os estudos antropológicos e psicológicos de Charam (1997), Saffioti (1987; 1994; 2004) e Faria e Castro (2013); os da história das mulheres de Perrot (2003; 2005; 2013), Priore (1994; 2008; 2011) e Beauvoir (1970); os estudos das mídias de Silverstone (2005) e Charaudeau (2006); e os do direito de Rossi (2016), Martins (2013), Nucci (2009; 2014), Gonçalves (2011) e Pierangelli (1980). A partir da reflexão feita, constatamos que o fenômeno da culpabilização da vítima de estupro, nas mídias, se dá de forma mais acentuada, quando ela resiste às imposições históricas prescritas ao seu corpo culturalmente, por isso, alguns seguimentos dessa instituição de poder se utilizam de artifícios para adestrar os corpos femininos, atacando a sua “moral”, tais como o uso de roupas curtas, o consumo de drogas ou bebidas alcoólicas, o fato de a vítima sair sozinha à noite ou pegar/dar carona com um desconhecido, comportamentos tidos como impróprios para as mulheres e, muitas vezes, utilizados como desculpa para absolver, socialmente, o estuprador.

Poder;Estupro;Mulher;Culpabilização;Mídias
This research aims to analyze, in media discourses, the relationship between the disciplinary power of bodies and the blame of women victims of rape in media discourses, having as theoretical-methodological basis the current of studies of Discourse Analysis of French tradition, with the postulates by Michel Foucault. In this context the methodology is based on the arqueo-genealogical method, responsible for demonstrating that power relations are inherent in all discursive practices, following the thematic route, rape against women and the female body discipline, with the axes: a) the woman and the disciplined body; b) women and sexuality; c) women and rape. From this trajectory the corpus of analysis was assembled by different media device, such as advertisements, music, news, web commentaries, among others, responsible for proliferating the so-called rape culture by creating the effects of sense of guilt of the raped woman. In order to base the analysis, we also used interdisciplinarity with other epistemological areas, among them are the anthropological and psychological studies of Charam (1997), Saffioti (1987, 1994, 2004) and Faria & Castro (2013); the women's history of Perrot (2003, 2005; 2013), Priore (1994, 2008, 2011) and Beauvoir (1970); the studies of the media of Silverstone (2005) and Charaudeau’s (2006); and the rights of Rossi (2016), Martins (2013), Nucci (2009; 2014), Gonçalves (2011) and Pierangelli (1980). With the support of the aforementioned authors, the analogies to the phenomenon of blaming the victim of rape in the media are more pronounced when it is applied to the historical impositions prescribed to its body culturally, so some follow-ups of this institution of power are used as artifice to train the female bodies, attacking their "morals", such as the use of short clothes, the consumption of drugs or alcoholic beverages, the fact that the victim goes out alone at night or take/give a ride to a stranger, behaviors regarded as inappropriate for women and often used as excuses to socially absolve the rapist.
Power;Rape;Woman;Culpability;Media
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
O trabalho possui divulgação autorizada
FRANCÉLIA NUNES DE MEDEIROS FERREIRA.pdf

Contexto

Linguagens e Sociedade
LINGUAGENS E PRÁTICAS SOCIAIS
Discurso, memória e poder na constituição das identidades de gênero

Banca Examinadora

LUCIA HELENA MEDEIROS DA CUNHA TAVARES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
FRANCISCO PAULO DA SILVA Docente - PERMANENTE
FRANCISCO VIEIRA DA SILVA Participante Externo

Vínculo

-
-
-
Não
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