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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
LETRAS- LINGUAGEM E IDENTIDADE (11001011003P0)
LEITURAS DECOLONIAIS DO CORPO, DA SEXUALIDADE E DO ESPAÇO URBANO NAS CRÔNICAS DE LA ESQUINA ES MI CORAZÓN DE PEDRO LEMEBEL
CARLOS DAVID LARRAONDO CHAUCA
DISSERTAÇÃO
28/08/2019

La esquina es mi corazón, livro publicado em 1995, é um copilado de crônicas divulgadas inicialmente em colunas da Revista Página Abierta entre 1991 e 1993, meio de comunicação reconhecido pelo escritor Pedro Lemebel como o espaço difusor da sua escrita durante a transição democrática do Chile. O estudo “Leituras decoloniais do corpo, da sexualidade e do espaço urbano nas crônicas de La esquina es mi corazón de Pedro Lemebel” tem como objetivo geral analisar o texto lemebeliano a partir dos postulados da Teoria Crítica Decolonial (TCD), afim de entender como as narrativas do corpo, da sexualidade e do espaço urbano podem ser assumidas, dentro das crônicas, como discursos anti-hegemónicos de crítica à modernidade. A presente pesquisa, de carácter bibliográfico e abordagem qualitativa, se sustenta na epistemologia fronteiriça proposta por Grosfoguel (2010). No tocante à discussão sobre modernidade/colonialidade trago à baila as discussões do Coletivo modernidade/colonialidade (CMC), em específico, as considerações de Castro-Gomez e Grosfoguel (2017); Mignolo (2005, 2007, 2010); Quijano (2005); Dussel (2005). Para a discussão sobre a identidade e diferença como atos de criação linguística recorro a Tadeu da Silva (2000); Derrida (1973) e Foucault (2000, 2008) atravessando essa discussão com a problemática política que Garcés (2017) e Severo (2017) realizam. No tocante à relação entre o autor e obra recorro ao pacto autobiográfico de Lejeune (2008) e as reflexões de Garcés (2017). As discussões sobre o corpo, a sexualidade e o espaço urbano foram auxiliadas, principalmente, por Certeau (1994); Deleuze e Guattari (2004), Foucault (1979, 2014), Jacques e Brito (2004, 2012); Maldonado Torres (2007); Mignolo (2008); Segato (2011). Nas “Considerações iniciais” do trabalho faço o percurso do meu encontro com a pesquisa e apresento uma revisão bibliográfica de textos que discutem o trabalho lemebeliano. Na Sessão I “Língua(gem) e (De)colonialidade” trago as principais discussões do CMC e reflito sobre a possibilidade de uma decolonialidade linguística. Na Sessão II “‘Mi herencia india que se niega a la colonización escrita’: aspectos decoloniais na escrita lemebeliana” aproximo o texto lemebeliano à TCD, evidenciando que seu trabalho político/escritural está permeado por uma língua(gem) que manifesta sua diferença colonial: a língua(gem) marucha. Na sessão III intitulada “Narrativas do corpo, da sexualidade e do espaço urbano em La esquia es mi corazón”, apresento como Lemebel constrói essas categorias em sua narrativa e divido minhas reflexões em quatro tópicos. Nas “Considerações finais” assumo a escrita lemebeliana como uma prática decolonial que manifesta sua diferença colonial: suas arestas identitárias de pobre, maricón, indígena mapuche e artista. Dessa forma o escritor é um reflexionador cultural que lê as simbioses sociais da cidade urbana e a partir das apreensões sensíveis que realiza dos espaços onde transita (principalmente os espaços marginais) resgata corpos, memórias e vozes encobertadas nas grandes narrativas históricas e nacionais. Tal poética, constitui-se em um espaço (d)enunciativo capaz de transgredir os paradigmas da discursividade literária convencionada na tradição escrita “latino-americana”.

Decolonialidade;Pedro Lemebel;Narrativas;Literatura hispano-americana
La esquina es mi corazón, libro publicado en 1995, es un copilado de crónicas divulgadas inicialmente en columnas de la Revista Página Abierta entre 1991 y 1993, medio de comunicación reconocido por el escritor Pedro Lemebel como el espacio difusor de su escrita durante la transición democrática de Chile. El estudio “Lecturas decoloniales del cuerpo, de la sexualidad y del espacio urbano en las crónicas de La esquina es mi corazón de Pedro Lemebel” tiene com objetivo general analizar el texto lemebeliano a partir de los postulados de la Teoría Crítica Decolonial (TCD), con la finalidad de entender como las narrativas del cuerpo, de la sexualidad y del espacio urbano pueden ser asumidas, dentro de las crónicas, como discursos anti-hegemónicos de crítica a la modernidad. La presente investigación, de carácter bibliográfico y de abordaje cualitativa, está sustentada en la epistemología fronteriza propuesta por Grosfoguel (2010). Referente a la discusión sobre modernidad/colonialidad me valgo de las discusiones del Colectivo modernidad/colonialidad (CMC), específicamente, las consideraciones de Castro-Gómez e Grosfoguel (2017); Mignolo (2005, 2007, 2010); Quijano (2005); Dussel (2005). Para discutir identidad y diferencia como actos de creación lingüística recurro a Tadeu da Silva (2000); Derrida (1973) y Foucault (2000, 2008) articulando esa discusión con la problemática política que Garcés (2017) y Severo (2017) realizan. Referente a la relación entre autor y obra recurro al pacto autobiográfico de Lejeune (2008) y las reflexiones de Garcés (2017). Las discusiones sobre el cuerpo, la sexualidad y el espacio urbano fueron auxiliadas, principalmente, por Certeau (1994); Deleuze y Guattari (2004), Foucault (1979, 2014), Jacques y Brito (2004, 2012); Maldonado Torres (2007); Mignolo (2008); Segato (2011). En las “Consideraciones iniciales” del trabajo describo el recorrido de mi encuentro con la investigación y presento una revisión bibliográfica de textos que discuten el trabajo lemebeliano. En la Sesión I “Lengua(je) y (De)colonialidad” escribo sobre las principales discusiones del CMC y reflexiono sobre la posibilidad de una Decolonialidad lingüística. En la Sesión II “‘Mi herencia india que se niega a la colonización escrita’: aspectos decoloniales en la escrita lemebeliana” aproximo el texto lemebeliano a la TCD, colocando en evidencia que su trabajo político/escritural está permeado por una lengua(je) que manifiesta su diferencia colonial: la Lengua(je) marucha. En la Sesión III titulada “Narrativas del cuerpo, la sexualidad y el espacio urbano en La esquina es mi corazón”, presento como Lemebel construye esas categorías en su narración y divido mis reflexiones en cuatro tópicos. En las “Consideraciones finales” asumo la escrita lemebeliana como una práctica decolonial que manifiesta su diferencia colonial: sus arestas identitarias de pobre, maricón, indígenas mapuche y artista. De este modo el escritor es un reflexionador cultural que lee las simbiosis sociales de la ciudad urbana y a partir de las aprehensiones sensibles que realiza de los espacios donde transita (principalmente los espacios marginales) rescata cuerpos, memorias y voces encubiertas en las grandes narrativas históricas y nacionales. Tal poética, se constituye como un espacio (d)enunciador capaz de transgredir los paradigmas de la discursividad literaria acordada en la tradición escrita “latinoamericana”.
Decolonialidad;Pedro Lemebel;Narrativas;Literatura hispanoamericana
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
O trabalho possui divulgação autorizada
Dissertação Carlos David.pdf

Contexto

Linguagem e Cultura
CULTURAS, NARRATIVAS E IDENTIDADES AMAZÔNICAS
Patrimônios culturais nas Amazônias e Pan-Amazônia: artes do fazer e do dizer

Banca Examinadora

GERSON RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
GERSON RODRIGUES DE ALBUQUERQUE Docente - PERMANENTE
MARIO LUIS VILLARRUEL DA SILVA Participante Externo
SHELTON LIMA DE SOUZA Docente - PERMANENTE

Vínculo

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Ensino e Pesquisa
Sim
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