A pesquisa tem como objeto políticas de avaliação e accountability em educação, elegendo como objetivo geral analisar os discursos orientadores das políticas de avaliação educacional e accountability em estados da Região Nordeste, buscando explicitar a implantação de sistemas, modelos ou formas parcelares de accountability, a partir dos anos 2000. Essa investigação ancora-se nas seguintes hipóteses:- As politicas estaduais de avaliação e accountability implementadas nos sete estados da Região Nordeste analisados, seguem uma visão redutora de avaliação (medição, quantitativa), que assume centralidade na definição das políticas da educação básica, aliadas ao sistema nacional de avaliação, com um maior impacto a partir da implantação do IDEB, desde o ano de 2005; - A avaliação que assume centralidade, opera de forma padronizada e comparada (externa e em larga escala), apoiada em ampla publicização dos resultados de desempenho, para a sociedade em geral. Tem o foco, primeiramente, nos sistemas de ensino estaduais, mas também nos sistemas de ensino dos municípios e, diretamente para a unidade escolar. Como aporte teórico-metodológico, toma como base a Teoria Social do Discurso, de Fairclough (2001), implicando um contexto de uma crítica social à abordagem tradicional. Nesse sentido, “o discurso é uma prática, não apenas de representação do mundo, mas de significação do mundo, constituindo e construindo o mundo em significados” (FAIRCLOUGH, 2001, p. 91). Os resultados indicam que a avaliação em larga escala, tem assumido um papel central na gestão da educação nos estados nordestinos em análise. A avaliação, neste sentido, é reescalonada como instrumento para ajustar processos e resultados, oferecendo diagnóstico confiável. Estabelece uma estreita relação com a prestação de contas do desempenho dos estudantes, com o monitoramento e responsabilização das escolas e os professores pelos resultados desse desempenho, sob a prestação de contas pelo cumprimento das metas estabelecidas em nível estadual e nacional.