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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
HISTÓRIA (31002013019P7)
Educação Presencial
“Nas muralhas sombrias”: experiências carcerárias na Penitenciária Modelo, Aracaju/SE, 1926-1955
MARIANA EMANUELLE BARRETO DE GOIS
TESE
12/12/2019

A presente tese busca analisar as experiências dos indivíduos na comunidade prisional da Penitenciária Modelo de Aracaju, conhecida como ―A Grande‖, no período de 1926-1955, perscrutando as relações mantidas entre os detentos e estes com guardas, direção e moradores da região, nos espaços internos e externos da instituição. A ―Grande‖ foi construída em uma área rural denominada ―Alto da Pindaíba‖, distante do perímetro urbano e que posteriormente foi chamada de Bairro América, urbanizado pelos familiares dos presos. Fato este, que possibilitou a troca de práticas culturais no entorno da Penitenciária, e que nos fez alegar que apesar de ser intitulada de Penitenciária Modelo continuou a reproduzir os resquícios das cadeias antigas sergipanas. Para além desta questão, objetivou analisar as relações de gênero permeadas pelo cotidiano prisional, bem como discutir a trajetória de indivíduos no pós- abolição sergipano. Das narrativas analisadas, discutimos episódios que mostram o dinâmico mundo prisional sergipano, ladeado pela violência entre o corpo administrativo e os detentos, pela falta de higiene, comida insuficiente, ausência de estrutura, castigos corporais, abusos sexuais e racismo. À luz dos debates sobre a história social, utilizamos um corpo documental diverso, a exemplo de processos-crimes; Livro de parte diária da Penitenciária; Relatórios institucionais de governo; Ofícios; Laudos médicos; Prontuários; Fichas de presos; Mapas da população prisional; Censos; Regulamento; Correspondências de presos; Livros de castigos; romances; periódicos e obras de memorialistas. Do cotejamento da documentação concluímos que havia ausência de atributos exigidos pela ciência penal na concepção global moderna, mesmo tendo ocorrido uma reforma prisional de forma tardia. A Penitenciária Modelo de Aracaju, entre suas ―muralhas sombrias‖, continuou oferecendo um precário serviço prisional.

Penitenciária;Crime;Cor;Gênero;Pós-abolição.
This thesis seeks to analyze the experiences of individuals in the prison community of Aracaju Model Penitentiary, popularly known as ―A Grande", in the period 1926-1955, examining the relations maintained between the detainees and these with guards, direction and residents of the region, in the internal and external spaces of the institution. ―A Grande‖ was built in a rural area called ―Alto da Pindaíba‖, far from the urban perimeter and later turned Bairro América, urbanized by the prisoners' relatives. This fact enabled the exchange of cultural practices around the Penitentiary, and made us claim that despite being called the Model Penitentiary, it continued to reproduce the remnants of the ancient jails of Sergipe. In addition to this issue, it aimed to analyze the gender relations permeated by prison daily life, as well as to discuss the individuals‘ trajectory in the post-abolition of Sergipe. From the narratives analyzed, we discuss episodes that show the dynamic Sergeant Prison world, flanked by violence between the administrative body and the detainees, lack of hygiene, insufficient food, lack of structure, corporal punishment, sexual abuse racism. In the light of the debates on social history, we use a diverse documentary body, for instance Criminal proceedings: Penitentiary daily part Book; Institutional government reports; Crafts; Medical reports; Medical records; prisoners‘ files, prison population maps; Census; Regulation; prisoners‘ correspondence; punishment Books; Romance; Journals and memorialists‘ work. From the documentation collation, we conclude that there was a lack of attributes required by criminal science in the modern global conception, even though there was a late prison reform, the Aracaju Model Penitentiary, among its ―dark walls‖, continued to offer a precarious prison service.
Penitentiary;Crime;Color;Genre;Post abolition.
1
2301
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
O trabalho possui divulgação autorizada
4-Mariana Emanuelle.pdf

Contexto

RELAÇÕES DE PODER E CULTURA
RELAÇÕES DE PODER, TRABALHO E PRÁTICAS CULTURAIS
Negociantes e trabalhadores negros no abastecimento do Rio de Janeiro no pós abolição. (Nova Iguaçu, RJ, 1860-1940)

Banca Examinadora

ALVARO PEREIRA DO NASCIMENTO
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
MARCOS LUIZ BRETAS DA FONSECA Participante Externo
FABIANE POPINIGIS Docente - PERMANENTE
FERNANDA OLIVEIRA DA SILVA Participante Externo
ALVARO PEREIRA DO NASCIMENTO Docente - PERMANENTE
MARILENE ANTUNES SANT ANNA Participante Externo

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO - UFRRJ 48
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Apoio à Pós-Graduação 48

Vínculo

Servidor Público
Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim
Capes
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