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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - CAMPUS JOÃO PESSOA
LETRAS (24001015051P1)
Educação Presencial
TRANSFERÊNCIAS LINGUÍSTICO-CULTURAIS EM AN INVINCIBLE MEMORY DE JOÃO UBALDO RIBEIRO: A AUTOTRADUÇÃO DE PALAVRAS SUFIXADAS POR -INHO À LUZ DA ESTILÍSTICA DE CORPUS
PEDRO PAULO NUNES DA SILVA
DISSERTAÇÃO
28/02/2020

Viva o povo brasileiro foi traduzido para diversos idiomas, dentre as línguas estão o alemão, o holandês, o sueco, o francês e o espanhol. Todavia, para a língua inglesa, o próprio autor realizou uma versão para este idioma, por consequência, uma autotradução. O romance foi publicado, em 1984, e sua autotradução, An invincible memory, em 1989. Neste estudo, analiso o uso do sufixo -inho em corpus comparável monolíngue, a fim de verificar se o sufixo -inho é uma característica linguístico-cultural brasileira por meio de comparações e contrastes em subcorpora contendo textos literários lusitanos, brasileiros e textos traduzidos para o português, e, com isso, poder tratar o uso do sufixo por João Ubaldo não apenas como aspecto estilístico seu, mas como uma particularidade que parece existir proeminentemente no português brasileiro. Além disso, investigo a circulação de obras ubaldianas traduzidas, de forma a observar se houve indícios que motivaram a realização da segunda autotradução ubaldiana e perceber as implicações linguístico-culturais dessa circulação sobre o texto autotraduzido. Por fim, cotejo a mediação intercultural autotradutória realizada por João Ubaldo no corpus paralelo bilíngue Viva o povo brasileiro/An invincible memory com atenção especial sobre as palavras sufixadas por -inho. Esta pesquisa baseia-se em autores que descrevem aspectos morfológicos (FERRARI NETO, 2014; GONÇALVES, M. 2006; etc.), em pesquisadores que apresentam aspectos socioculturais que consideram as interfaces com a sociedade, a língua e a cultura (FURTADO DA CUNHA, 2016; SOUZA, 2015; etc.), em teóricos que expõem sobre a estilística (MARTINS, 2011; MONTEIRO, 2009, 2002; SIMPSON, 2004, 1997; etc.), a linguística de corpus (BERBER SARDINHA, 2004; VIANA, 2010, 2008; etc.) e a estilística de corpus (FISCHER-STARCKE, 2010), mas, principalmente, em autores que estão inseridos nos estudos tradutológicos (AUBERT, 1998; GENTZLER, 2009; HEILBRON, 1999; OUSTINOFF, 2011; etc.). Os resultados, no corpus comparável monolíngue, apontam que o uso do sufixo -inho pode estar atrelado ao comportamento sociolinguístico-cultural do homem cordial descrito por Holanda (1995) como aquele que se abstém da polidez para dar lugar à intimidade e que, muitas vezes, revela-se em seu socioleto através do uso quase irrestrito e frequente do sufixo -inho, logo, uma característica sociolinguístico-literário-cultural brasileira. Além disso, a análise também parece apontar que o segundo romance ubaldiano autotraduzido pode ter ocorrido devido a fatores inerentes à circulação de outras obras literárias ubaldianas traduzidas. Por fim, o corpus paralelo bilíngue apresenta uma leve vantagem numérica para as traduções indiretas em comparação às traduções diretas. Consequentemente, tais quantificações indicam que a tradução de palavras sufixadas por -inho está mais atrelada a uma mudança considerável da forma e/ou da função do sufixo -inho de maneira a indicar uma domesticação por parte da autotradução. Por outro lado, é notório que a diferença numérica não é tão díspar e, por isso, também podem corroborar para uma perspectiva de que a autotradução se guiou por uma ideologia de não apagamento de aspectos linguístico-culturais. Em vista disso, há um equilíbrio entre resistência e adaptação à língua-alvo e suas culturas correspondentes, isto é, uma autotradução que parece conter estrangeirização e domesticação em níveis semelhantes.

Estudos tradutológicos;Autotradução;Estilística de corpus;Sufixo -inho;João Ubaldo Ribeiro
Viva o povo brasileiro was translated into several languages, such as, German, Dutch, Swedish, French, and Spanish. However, into English, the author himself translated into this language, therefore, a self-translation. The novel was published in 1984 and its self-translation, An invincible memory, in 1989. In this study, I analyse the use of the suffix -inho in a monolingual comparable corpus, in order to verify if the suffix -inho is a Brazilian linguistic-cultural characteristic by means of comparisons and contrasts in subcorpora containing Portuguese, Brazilian and English-speaking authors' literary texts translated into Portuguese. Thereby, being able to treat the use of the suffix by João Ubaldo not only as a stylistic aspect of himself, but as a peculiarity that seems to exist prominently in Brazilian Portuguese. In addition, I investigate the circulation of translated Ubaldian works, in order to observe if there were signs that motivated the realization of the second Ubaldian self-translation and to understand the linguistic-cultural implications of this circulation on the self-translated text. Finally, I compare the self-translation carried out by João Ubaldo in the bilingual parallel corpus Viva o povo brasileiro/An invincible memory with special attention to the words suffixed by -inho. This research is based on authors who describe the morphological aspects (FERRARI NETO, 2014; GONÇALVES, M. 2006; and others), on researchers who present sociocultural aspects, considering the interfaces with society, language and culture (FURTADO DA CUNHA, 2016; SOUZA, 2015; and others), on theorists who expose about stylistics (MARTINS, 2011; MONTEIRO, 2009, 2002; SIMPSON, 2004, 1997; and others), corpus linguistics (BERBER SARDINHA, 2004; VIANA, 2010, 2008; and others) and corpus stylistics (FISCHER-STARCKE, 2010), but mainly in authors who are inserted in the Translation Studies (AUBERT, 1998; GENTZLER, 2009; HEILBRON, 1999; OUSTINOFF, 2011; and others). The results, in the comparable monolingual corpus, may point out that the use of the suffix -inho is linked to the sociolinguistic-cultural behaviour of the cordial man described by Holanda (1995) as one who refrains from politeness to give way to intimacy and that, many times, it reveals itself in its sociolect through the almost unrestricted and frequent use of the suffix -inho, therefore, a Brazilian sociolinguistic-literary-cultural characteristic. In addition, the analysis may also indicate that the second self-translated Ubaldian novel occurred due to factors inherent in the circulation of other translated Ubaldian literary works. Finally, the bilingual parallel corpus has a slight numerical advantage for indirect translations compared to direct translations. Consequently, such quantifications indicate that the translation of words suffixed by -inho is more linked to a considerable change in the form and/or function of the suffix -inho in order to indicate a domestication by the self-translation. On the other hand, the numerical difference is not so disparate and, therefore, may also corroborate to a perspective that self-translation was guided by an ideology of not erasing linguistic-cultural aspects. Therewith, there is a balance between resistance and adaptation to the target language and its corresponding cultures, that is, a self-translation that seems to contain foreignization and domestication at similar levels.
Translation Studies;Self-translation;Corpus Stylistics;Suffix -inho;João Ubaldo Ribeiro
1
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - CAMPUS JOÃO PESSOA
O trabalho possui divulgação autorizada
pedropaulo.pdf

Contexto

LITERATURA, CULTURA E TRADUÇÃO
TRADUÇÃO E CULTURA
Tradução e conflito: a construção de identidades coletivas em textos literários

Banca Examinadora

DANIEL ANTONIO DE SOUSA ALVES
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
LUCIANE LEIPNITZ Participante Externo
DANIEL ANTONIO DE SOUSA ALVES Docente - PERMANENTE
ROBERTO CARLOS DE ASSIS Docente - PERMANENTE

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 23

Vínculo

CLT
Empresa Privada
Ensino e Pesquisa
Sim
Plataforma Sucupira
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