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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
LETRAS- LINGUAGEM E IDENTIDADE (11001011003P0)
MÚSICA E POÉTICA: CANTAROLANDO SABERES NA AMAZÔNIA ACREANA
KELEN PINTO MENDES
DISSERTAÇÃO
26/05/2020

Poética é um conceito desenvolvido por Aristóteles com o qual Luiz Herrera (2016) confronta para propor uma poética da liberdade e que, entre outros sentidos, irei tomá-la por poesia e o enredo que a envolve. A poética tem o poder de comunicar e potencializar o que foi dito com a junção do que entendo serem melodias musicais, formando as canções, que optei por chamar aqui também, em alguns momentos, de palavras cantadas. As canções existem com diferentes padrões em todas as culturas. No entanto, as canções produzidas pelos racializados, geralmente são vistas como passadistas e sem valor por vozes eurocentricas e colonizadoras. O padrão de poder imposto pelo modelo eurocentrado, com sua racialização e através dela, estabelece a divisão e o controle do trabalho em carater uniforme. Impôs aos ameríndios uma história linear, do vencedor e baseada num dualismo que separa o homem “civilizado” do seu meio ambiente, colonizando-o através do espaço-tempo, desenvolvendo a colonialidade que têm como modelo a ser seguido os preceitos da modernidade. Ela é o mundo à semelhança da civilização europeia ocidental. Este trabalho, intitulado Música e poética: cantarolando saberes na Amazônia acreana, analisa as letras de canções locais em busca de conhecimentos/saberes ou poéticas da libertação. Nesta dissertação iremos utilizar essas canções e os seus temas como fontes, buscando nos seus enredos e imagens a produção de saberes de uma poética da liberdade. Entendemos que essas canções podem fazer circular saberes sobre o local e suas gentes, possibilitando descolonizar as mentalidades colonizadas em seus imaginários e subjetividades. Selecionamos um repertório musical que alia canções, que narram ou apresentam relações com o ambiente e a cultura, suas dificuldades e vivências. Notadamente produzidas e/ou que falam de pessoas dos estratos sociais colocados historicamente em posições subalternas: indigenas, negros, seringueiros, entre outros. É esse padrão de poder dominante que controla as diferentes formas de trabalho e seus produtos, impondo uma universalização de valores e dos conhecimentos eurocentrados. A escolha de canções é porque parte das resistências históricas se dão, entre outras, pela arte poética, em especial pela póética da libertação. Músicas e palavras que geram canções e imagens são formas de alcançar a liberdade subjetivada, que está resguardada pelo imaginário e apresenta saberes que transcendem a escrita e enriquece de sentidos as palavras. Além de Luiz Herrera (2016), iremos dialogar com os escritos de Silvia Cusiquanqui (2010); Anibal Quijano (2005); Miguel Wisnik (2006); João Veras Souza (2016); Ana Lúcia Fontenele (2014) entre outros, que nos deram as bases de articulação das questões tratadas ao longo deste trabalho.

Canções.;Poética;Música;Colonialidade;Acre
Poética es un concepto desarrollado por Aristóteles y que Luiz Herrera (2016) confronta para proponer una poética de la libertad y que, entre otros sentidos, iré volverla por poesía y el enredo que la envuelve. La poética tiene el poder de comunicar y potencializar lo que fue dicho con la junción de lo que entiendo ser melodías musicales, formando las canciones, que opté por llamar aquí también, en algunos momentos, de palabras cantadas. Las canciones existen con diferentes padrones en todas las culturas. Sin embargo, las canciones producidas por los racializados, generalmente son vistas como pasadista y sin valor por voces eurocéntricas y colonizadoras. El padrón de poder impuesto por el modelo eurocentrado, con su racialización y a través de ella, establece la división y el control del trabajo en carácter uniforme. Impuso a los amerindios una historia linear, del vencedor y basada en un dualismo que separa el hombre “civilizado” de su medio ambiente, colonizando a él a través del espacio tiempo, desarrollando la colonialidad que tiene como modelo a ser seguido los preceptos de la modernidad. Ella es el mundo a la semejanza de la civilización europea occidental. Este trabajo, intitulado Música y poética: canturreando saberes de la Amazonía acreana, analiza las letras de canciones locales en búsqueda de conocimientos/saberes o poéticas de la liberación. En esta disertación vamos a utilizar esas canciones y sus temas como fuentes, buscando en sus enredos e imágenes la producción de saberes de una poética de la libertad. Entendemos que esas canciones pueden hacer circular saberes sobre el local y sus gentes, posibilitando descolonizar las mentalidades colonizadas en sus imaginarios y subjetividades. Seleccionamos un repertorio musical que une canciones, que narran o presentan relaciones con el ambiente y la cultura, sus dificultades y vivencias. Claramente producidas y/o que hablan de personas de los estratos sociales colocados históricamente en posiciones subalternas: indígenas, negros, siringueros, entre otros. Es ese padrón de poder dominante que controla las diferentes formas de trabajo y sus productos, imponiendo una universalización de valores y de los conocimientos eurocentrados. La escoja de canciones es porque parte de las resistencias históricas se dan, entre otras, por el arte poética, en especial por la poética de la liberación. Músicas y palabras que generan canciones e imágenes son formas de alcanzar la libertad subjetivada, que está resguardada por el imaginario y presenta saberes que transcienden la escrita y enriquece de sentidos las palabras. Además de Luiz Herrera (2016), vamos a dialogar con los escritores de Silvia Cusiquanqui (2010); Anibal Quijano (2005); Miguel Wisnik (2006); João Veras Souza (2016) Ana Lúcia Fontenele (2014) entre otros, que nos dieron las bases de articulación de la cuestiones tratadas a lo largo de este trabajo.
Canciones;Poética;Música;Colonialidad;Acre
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PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
O trabalho possui divulgação autorizada
Dissertação Kelen Mendes.pdf

Contexto

Linguagem e Cultura
CULTURAS, NARRATIVAS E IDENTIDADES AMAZÔNICAS
Cartografias urbanas: relatos de cidades, rios e florestas na história e na literatura

Banca Examinadora

FRANCISCO BENTO DA SILVA
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
FRANCISCO BENTO DA SILVA Docente - PERMANENTE
MARCELLO MESSINA Docente - PERMANENTE
JOAO JOSE VERAS DE SOUZA Participante Externo

Vínculo

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Instituição de Ensino e Pesquisa
Ensino e Pesquisa
Sim
Plataforma Sucupira
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