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Dados do Trabalhos de Conclusão

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS (32011016003P1)
Educação Presencial
"Eugenia florida DC x Eugenia sonderiana O. Berg (Myrtaceae): Perfil fitoquímico, avaliação de toxicidade e atividade sobre os parâmetros bioquímicos agudos e crônicos em modelos de ratos Wistar diabéticos"
RENAN GOMES BASTOS
TESE
24/01/2020

A fitoterapia vem ocupando um espaço importante na terapêutica nos últimos anos. Por conta disto, o uso irracional desta prática também tem alcançado proporções altas. Assim, é de extrema importância que se realizem avaliações preliminares e estimativas da toxicidade de um produto natural que irá ser destinado à população, de modo que este possa ser utilizado com segurança. No Brasil, várias plantas medicinais têm chamado a atenção dos pesquisadores por conta de seus potenciais para tratamento do diabetes mellitus, que é uma doença caracterizada pela hiperglicemia crônica. A alta concentração de glicose no organismo gera diversas complicações microvasculares e macrovasculares nos pacientes, com alterações significativas nos marcadores bioquímicos de perfis glicêmico e lipídico, de funções renais e hepáticas e de estresse oxidativo. Neste contexto, as plantas da família Myrtaceae têm demonstrado efeitos benéficos na prevenção e tratamento da hiperglicemia e de outras complicações associadas ao diabetes mellitus, devido à presença de compostos fenólicos e saponinas em sua constituição química. As espécies Eugenia florida DC e Eugenia sonderiana O. Berg são consumidas de forma popular no Estado de Minas Gerais para esta finalidade, porém não apresentam comprovações científicas e, por isso, foram os alvos de estudo. No presente trabalho, realizaram-se a caracterização fitoquímica, a avaliação de toxicidade aguda em camundongos Swiss e a determinação dos efeitos antidiabéticos in vitro e in vivo em ratos Wistar dos extratos brutos hidroetanólicos obtidos das folhas de E. florida DC e E. sonderiana O. Berg. A caracterização química dos extratos das folhas revelou a presença de compostos fenólicos, flavonoides, taninos e saponinas, de acordo com a literatura relatada para o gênero Eugenia sp., bem como apresentaram teores elevados destes compostos nas determinações quantitativas realizadas. Na avaliação de toxicidade aguda, não houve alterações nos perfis comportamentais, nas massas corporais e nas massas dos órgãos dos camundongos tratados com os extratos, presumindo-se que nenhum deles apresentou toxicidade aguda considerável. Os extratos das folhas apresentaram concentrações inibitórias mínimas de α-amilase e α-glicosidase bem melhores do que o fármaco de referência (acarbose) nos testes in vitro, sendo considerados alternativas potenciais no tratamento do diabetes mellitus. Nos testes in vivo, na dose de 200 mg/kg/mL, os extratos mostraram atividades significativas na diminuição dos níveis de glicose, frutosamina, hemoglobina glicada, aspartato aminotransferase, alanina aminotransferase, fosfatase alcalina e triglicerídeos nos ratos diabéticos, além de manterem os níveis de colesterol HDL dentro da normalidade e evitarem o aumento dos níveis de creatinina, colesterol total e partículas aterogênicas. No fígado e nos rins dos animais diabéticos, os extratos foram capazes de diminuir os níveis de malonaldeído, conferindo proteção à membrana celular, porém sem resultados significativos sobre as atividades do complexo NADPH oxidase e da mieloperoxidase. Os extratos proporcionaram o aumento das atividades de superóxido dismutase, glutationa peroxidase e catalase no fígado e nos rins dos animais diabéticos, favorecendo a proteção contra o dano oxidativo, quando comparados aos grupos não diabéticos. Os extratos apresentaram atividades na redução de Fe3+ e das espécies oxidativas totais no fígado e nos rins dos animais diabéticos. Especificadamente para a espécie E. sonderiana O. Berg, observou-se que o extrato apresentou uma maior variabilidade de metabólitos em sua composição, um maior conteúdo de compostos fenólicos e de flavonoides e efeitos mais significativos nos testes in vivo. Assim, o extrato das folhas de E. sonderiana foi considerado o mais promissor, tanto do ponto de vista fitoquímico quanto biológico, e que poderá ser utilizado futuramente como um insumo farmacêutico na produção de um fitoterápico.

Eugenia florida;Eugenia sonderiana;Diabetes mellitus;Dano oxidativo;Compostos fenólicos;Saponinas.
Phytotherapy has been occupying an important space in therapy in recent years. Because of this, the irrational use of this practice has also reached high proportions. Therefore, it is of utmost importance to carry out preliminary assessments and toxicity estimates of a natural product that will be destined to the population so that it can be safely used. In Brazil, several medicinal plants have drawn the attention of researchers due to their potentials to treat diabetes mellitus, which is a disease characterized by chronic hyperglycemia. The high concentration of glucose in the body generates several microvascular and macrovascular complications in patients, with significant changes in the biochemical markers of glycemic and lipid profiles, renal and hepatic functions and oxidative stress. In this context, plants of the Myrtaceae family have shown beneficial effects in the prevention and treatment of hyperglycemia and other complications associated with diabetes mellitus, due to the presence of phenolic compounds and saponins in their chemical constitution. The species Eugenia florida DC and Eugenia sonderiana O. Berg are popularly consumed in the state of Minas Gerais for this purpose although they show no scientific evidence and, therefore, they were the aim of the study. In the present work, the phytochemical characterization, the acute toxicity evaluation in mice and the determination of in vitro and in vivo antidiabetic effects in Wistar rats of the crude hydroethanolic extracts obtained from the leaves of E. florida DC and E. sonderiana O. Berg. were carried out. The chemical characterization of the leaf extracts revealed the presence of phenolic compounds, flavonoids, tannins and saponins, according to the literature reported for the genus Eugenia sp., and it showed high levels of these compounds in the quantitative determinations realized. In the acute toxicity evaluation, there were no changes in the behavioral profiles, body masses and organ masses of the mice treated with the extracts, assuming that none of them presented considerable acute toxicity. Leaf extracts showed minimal inhibitory concentrations of α-amylase and α-glycosidase much better than the reference drug (acarbose) in the in vitro tests, being considered potential alternatives in the treatment of diabetes mellitus. In the in vivo tests, in dosage of 200 mg/kg/mL, the extracts showed significant activities in decreasing the levels of glucose, fructosamine, glycated hemoglobin, aspartate aminotransferase, alanine aminotransferase, alkaline phosphatase and triglycerides in diabetic rats, besides keeping HDL cholesterol levels within normal range and avoiding the increase of the levels of creatinine, total cholesterol and atherogenic particles. In the liver and kidney of diabetic animals, the extracts were able to decrease malonaldehyde levels, providing protection to the cell membrane, but without significant results on the activities of the NADPH oxidase complex and myeloperoxidase. The extracts provided increased activities of superoxide dismutase, glutathione peroxidase and catalase in the liver and kidneys of diabetic animals, favoring a protection against the oxidative damage when compared to non-diabetic groups. The extracts showed activities in the reduction of Fe3+ and total oxidative species in the liver and kidneys of diabetic animals. Specifically, for the species E. sonderiana O. Berg, it was observed that the extract presented a greater variability of metabolites in its composition, a higher content of phenolic compounds and flavonoids and more significant effects in in vivo tests. Thus, E. sonderiana leaf extract was considered the most promising, both from a phytochemical and from a biological point of view, and which may be used in the future as a pharmaceutical ingredient in the production of a phytotherapic drug.
Eugenia florida;Eugenia sonderiana;Diabetes mellitus;Oxidative damage;Phenolic compounds;Saponins
01
285
PORTUGUES
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
O trabalho não possui divulgação autorizada

Contexto

CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
PLANEJAMENTO, OBTENÇÃO E AVALIAÇÃO DE PRODUTOS NATURAIS E SINTÉTICOS DE INTERESSE FARMACÊUTICO
PROSPECÇÃO E VALIDAÇÃO DE ESPÉCIES VEGETAIS COM ATIVIDADES BIOLÓGICAS

Banca Examinadora

MARCELO APARECIDO DA SILVA
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
MARCELO APARECIDO DA SILVA Docente - PERMANENTE
CARLA SPERONI CERON Docente - PERMANENTE
CLELIA AKIKO HIRUMA LIMA Participante Externo
BRUNO CESAR CORREA SALLES Participante Externo
MARIA RITA RODRIGUES Docente - PERMANENTE

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Demanda Social 36

Vínculo

CLT
Empresa Privada
Ensino e Pesquisa
Não
Plataforma Sucupira
Capes UFRN RNP
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