Os alimentos devem garantir a saúde para todos os consumidores, já que, em alguns casos,
podem causar infecções e intoxicações alimentares. O processo de sanitização é critico e de
suma importância para as indústrias de alimentos, inclusive abatedouros de aves. O objetivo
deste trabalho foi avaliar a eficácia da utilização de água ozonizada (0,50; 0,75 e 1,0 ppm)
contra populações de Escherichia coli aderidas em superfície de poliacetal, material comumente
utilizado em esteiras transportadoras de carcaças e cortes de frango dentro de abatedouros, a fim
de substituir os sanitizantes empregados em abatedouros de aves, como o ácido per acético e o
quaternário de amônio. O ozônio (O3) é uma forma triatômica do oxigênio, um gás
extremamente instável, com odor repugnante e que não produz nuvens tóxicas ou produtos
secundários de hidrocarbonetos. O ozônio é considerado um dos oxidantes mais poderosos que
se conhece, podendo ser usado para desinfecção na indústria alimentar. Para simular a realidade
do abatedouro de aves, cupons de poliacetal com área de 10 cm² foram condicionados com
caldo de frango estéril (carne desossada de frango com pele em água). Após o condicionamento
por 24 h a 27 °C, foi inoculado 1 mL de solução contendo 108 células de E.coli ATCC 25922 em
cada cupom, mantendo os cupons em contato com a E. coli por 12h a 12 °C. Cada conjunto de 3
cupons foi então submetido a 6 diferentes tratamentos de higienização: no tratamento T1
(controle) não houve higienização, no tratamento T2 os cupons foram lavados com 10 mL de
água destilada a 50 °C, no T3 os cupons foram lavados com 10 ml de água destilada a 50° C,
seguido de 10 mL de solução de hidróxido de sódio 0,2% e enxágue com mais 10 mL de água
destilada a 50 °C, no T4 os cupons foram lavados com 10 ml de água destilada a 50° C, seguido
de 10 mL de solução de hidróxido de sódio 0,2% e enxágue com mais 10 mL de água destilada
a 50 °C e por fim, 10 mL de água ozonizada a 0,50 ppm por 3 minutos. Nos tratamentos T5 e
T6 realizou-se os mesmos procedimentos do T4, aumentando as concentrações da água
ozonizada para 0,75 ppm e 1,0 ppm respectivamente. Em todos os tratamentos, foram realizados
swabs das superfícies após a higienização, inoculando-se as diluições em Ágar MacConkey e
incubando-se a 37 ºC por 48h. Após contagem das populações de E. coli, observou-se redução
significativa (p<0,05) das populações de E. coli dos tratamentos que utilizaram ozônio (T4, T5 e
T6 reduziram 5,34; 5,78; e 5,89 ciclos logarítmicos, respectivamente, em relação ao controle
T1), comprovando a eficácia do ozônio como sanitizante.