Objetivou-se verificar se o diagnóstico por fluorescência (DF) e o exame visual (EV), são igualmente eficazes em detectar lesões de mancha branca (MB) e também verificar se imagens obtidas por uma câmera intraoral, no modo luz branca (LB) ou fluorescente (LF) são comparáveis à radiografia digital (RD) no diagnóstico e no auxílio às decisões de tratamento para cárie oclusal. Finalmente, objetiva-se também verificar se a câmera intraoral, no modo LF, comporta-se com precisão, ao definir se a remoção químico-mecânica (RQM) de dentina cariada com gel de papaína é suficiente. Neste contexto, três estudos foram propostos. O primeiro estudo contou com uma revisão sistemática da literatura, afim de verificar se o DF e o EV, são comparáveis em detectar lesões de MB relacionada a ortodontia fixa. Cinco estudos foram incluídos nesta revisão. O diagnóstico de MB relacionada a ortodontia fixa, realizado por fluorescência, foi satisfatório em relação ao EV, porém com muito baixa qualidade das evidências. O segundo estudo contou com uma pesquisa ex vivo, com 10 molares permanentes e 26 dentistas avaliadores, e propôs verificar se imagens obtidas pela câmera intraoral SoproLife®, no modo LB e LF, e as RD, são comparáveis no diagnóstico e decisões de tratamento de cárie oclusal, comparado a um padrão-ouro em microtomografia computadorizada (micro-CT). Para o diagnóstico de cárie, não foi encontrada diferença entre os três métodos (p=0,415), com uma concordância geral baixa (média de 15,3%), enquanto para as decisões de tratamento, o percentual de acertos entre os três métodos foi maior para a LB (48,1%) e LF (51,2%) em relação a RD (30,4%) (p<0,001). O terceiro estudo foi realizado ex vivo, a fim de verificar se a câmera intraoral SoproLife®, no modo LF, comporta-se com precisão, ao definir se a RQM de dentina cariada pelo gel é suficiente comparado a um padrão-ouro em micro-CT. A efetividade de dois géis de papaína na remoção de cárie em dentina também foi estudada. Após o escaneamento inicial, 20 molares permanentes foram pareados e divididos em grupos, (G1) Papacárie Duo® e (G2) Brix3000®. Um limiar para tecido cariado (<1,11 g/cm3), foi utilizado. A eficácia da RQM foi menor para G1<G2 (p<0,05). Ambos os grupos apresentaram falsos positivos quando a câmera intraoral SoproLife® considerou tecido cariado presente. Deste modo, conclui-se que: (1) O diagnóstico de MB relacionada a ortodontia fixa por DF, mostrou-se satisfatório em relação ao EV; (2) Imagens em LB, LF e RD, foram eficazes nas decisões de tratamento de cárie oclusal e (3) a câmera intraoral SoproLife® não definiu apropriadamente se a RQM pelo gel foi suficiente e além disso, a utilização dos géis de papaína resultou em remoção de tecido cariado conservativa, preservando de tecido biológico dental.