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Dados do Trabalhos de Conclusão

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
CIÊNCIA TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO (31022014005P0)
Educação Presencial
MATEMÁTICAS DO MEU TEMPO NO SEU TEMPO: MEMÓRIAS ESCOLARES NARRADAS POR PESSOAS IDOSAS (PIS)
ROMULO TONYATHY DA SILVA MANGUEIRA
TESE
13/12/2023

MATEMÁTICAS DO MEU TEMPO NO SEU TEMPO: MEMÓRIAS ESCOLARES NARRADAS POR PESSOAS IDOSAS (PIS) É comum deparar-se com pessoas que vivenciaram, ou que vivenciam, alguma situação de aversão as matemáticas sendo que, em alguns casos, adentram na comunidade por intermédio do próprio ambiente escolar quando este desempenha um papel que segrega – ao tempo que não consegue dissipar preconceitos tradicionalmente enraizados. Enquanto criança, culturalmente, não se consegue lidar com tais acontecimentos positivamente, levando consigo e multiplicando esse sentimento de inferioridade e impotência, em relação a ciência matemática, para vida adulta. Por outro lado, no contexto social brasileiro é crescente o número de pessoas idosas na sociedade ano a ano – esse fenômeno demanda mudanças conceituais, procedimentais e atitudinais atreladas à educação, visando a reintegrar e incluí-las em diversos espaços sociais e, dessa forma, abrir caminhos no que se refere a resolver problemas comuns da vida cotidiana por meio das práticas de numeramento. Diante disso, o ensino de matemáticas aparece como uma linguagem simbólica importante apesar de ser ela um dos principais alvos, referenciada pela aversão em todas as gerações. Entende-se que nesses arranjos e rearranjos das vidas humanas, as matemáticas caracterizam como um saber formativo e interativo que possibilita empreender leituras no cotidiano e na educação. Entende-se que analisar as memórias podem contribuir para a configuração de uma escola mais inclusiva, justa e solidária e de matemáticas coerentes sociais e culturalmente referenciadas e democráticas. Com isso, tem-se a finalidade de discutir as seguintes perguntas: O que as PIs têm a nos dizer no que se refere ao ato pedagógico no ensino da matemática? Quais memórias escolares marcaram sua trajetória social? Quais as representações das matemáticas e da professora das matemáticas foram socialmente construídas? Para tanto, objetivou-se investigar, nas narrativas de pessoas idosas, representações sociais das matemáticas escolares no que se refere aos processos de ensino e de aprendizagem, sobretudo no que se refere as lembranças, situações e contextos do passado e correlacionar tais memórias com suas vivencias atuais e de como elas percebem as práticas e metodologias de ensino das matemáticas. Por meio de entrevistas não-diretivas via grupo focal online, com idosas estudantes da UATI/UFCG, acerca da memória social escolar sobre as matemáticas e fundamentados nos constructos bakhtinianos (BAKHTIN, 2010), no entendimento de Freire (1996) no que tange a educação popular, na etnomatemática proposta por D’Ambrósio (1998) e a teoria das representações sociais por Moscovici (2003), percebeu-se que as memórias escolares das matemáticas e o poder do diálogo aberto e democrático podem contribuir para um processo de ressignificação do conhecimento em sala de aula, de um ensino mais inclusivo e das matemáticas coerentes que estimulem a inserção e o protagonismo social, sendo por isso, importante discutir a bilateralidade dessas matemáticas no que tange os anseios, possibilidades, especificidades, perspectivas, desafios e implicações nas representações construídas sobre os saberes e as práticas sociais de todas as gerações.

Educação Matemática;Etnomatemática;Memórias Escolares;Pessoas Idosas;Representações.
MATHEMATICS OF MY TIME IN YOUR TIME: SCHOOL MEMORIES NARRATED BY ELDERLY PEOPLE (PIS) It is common to come across people who have experienced, or are experiencing, some situation of aversion to Mathematics and, in some cases, they enter the community through the school environment itself when it plays a role that segregates – at the same time as it is unable to dissipate traditionally rooted prejudices. As a child, culturally, one cannot deal with such events positively, carrying with them and multiplying this feeling of inferiority and impotence, in relation to mathematical science, into adult life. On the other hand, in the Brazilian social context, the number of elderly people in society is increasing year after year – this phenomenon demands conceptual, procedural, and attitudinal changes linked to education, aiming to reintegrate and include them in different social spaces and, in this way, open paths when it comes to solving common problems in everyday life through numeracy practices. Given this, the teaching of Mathematics appears as an important symbolic language despite being one of the main targets, referenced by aversion in all generations. It is understood that in these arrangements and rearrangements of human lives, Mathematics is a formative and interactive knowledge that makes it possible to undertake readings in everyday life and in education. It is understood that analyzing memories can contribute to the configuration of a more inclusive, fair and supportive school and a coherent, socially and culturally referenced and democratic Mathematics. With this, the purpose is to discuss the following questions: What do the PIs have to tell us regarding the pedagogical act in teaching mathematics? What school memories marked your social trajectory? What representations of Mathematics and the Mathematics teacher were socially constructed? To this end, the objective was to investigate, in the narratives of elderly people, social representations of school mathematics about teaching and learning processes, especially regarding memories, situations and contexts of the past and to correlate such memories with their current experiences and how they perceive Mathematics teaching practices and methodologies. Through non-directive interviews via online focus group, with elderly students from UATI/UFCG, about school social memory about mathematics and based on Bakhtinian constructs (BAKHTIN, 2010), in the understanding of Freire (1996) regarding popular education, in the ethnomathematics proposed by D'Ambrósio (1998) and the theory of social representations by Moscovici (2003), it was realized that school memories of Mathematics and the power of open and democratic dialogue can contribute to a process of resignification of the knowledge in the classroom, more inclusive teaching and coherent Mathematics that encourages integration and social protagonist, making it important to discuss the bilaterality of Mathematics in terms of desires, possibilities, specificities, perspectives, challenges and implications in the representations built on the knowledge and social practices of all generations.
Mathematics Education;Ethnomathematics;School Memories;Old people;Representations.
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PORTUGUES
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
O trabalho possui divulgação autorizada
Texto Revisado.pdf

Contexto

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AS TECNOLOGIAS NA PRÁTICA PROFISSIONAL E NOS PERCURSOS FORMATIVOS DOS PROFESSORES DAS CIÊNCIAS NATURAIS

Banca Examinadora

ALCINA MARIA TESTA BRAZ DA SILVA
DOCENTE - PERMANENTE
Sim
Nome Categoria
MARCELO BORGES ROCHA Docente - PERMANENTE
KEILA QUEIROZ E SILVA Participante Externo
ALCINA MARIA TESTA BRAZ DA SILVA Docente - PERMANENTE
GLORIA REGINA PESSOA CAMPELLO QUEIROZ Participante Externo
AGNALDO DA CONCEICAO ESQUINCALHA Participante Externo
GLAUCO DOS SANTOS FERREIRA DA SILVA Docente - PERMANENTE

Financiadores

Financiador - Programa Fomento Número de Meses
FUND COORD DE APERFEICOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUP - Programa de Excelência Acadêmica 9

Vínculo

-
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Não
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