A antracnose causada pelo fungo Colletotrichum musae, é uma das doenças que acomete a cultura da banana (Musa spp.). Um dos métodos de controle é o uso de fungicida sintético, porém seu uso desacerbado pode acarretar em problemas ambientais, à saúde humana e desenvolvimento de espécies resistentes. O uso de óleos essenciais para o controle de doenças fúngicas vem sendo estudado, entre eles o óleo essencial de gengibre (Zingiber officinale). Diante do exposto, objetivou-se com esse trabalho, realizar a caracterização química e avaliar o potencial antifúngico in vitro do óleo essencial de gengibre (Zingiber officinale) fresco (OEGF) derivado de material de refugo, sobre o C. musae. O método de extração do OEGF foi por hidrodestilação, a identificação química realizada por CG-DIC e CG-EM. Para os testes biológicos de inibição de crescimento micelial e germinação de conídios, foi preparada uma solução estoque de OEGF (5%v v-1), emulsificante (1% v v-1) e água, além do controle negativo e controle positivo. Foram aplicados 8 tratamentos com OEGF que variaram entre 0,039 a 0,938 μL mL-1. Os principais compostos identificados no OEGF foram α-zingibereno (31,73%), αfarneseno (14,85%), geranial (13,15%) e sesquifeladreno (11,04%), o rendimento médio do OEGF foi de 0,21% m m-1. OEGF apresentou um ótimo potencial de aplicação sendo capaz de inibir 100% do crescimento micelial no maior tratamento aplicado (0,938 μL mL-1), a CI50 e CI90 foi estimada em 0,414 e 0,803 μL mL-1 , respectivamente. Os testes de inibição da germinação de conídios mostraram que a maior concentração também inibiu 100% a germinação, sendo a CI50 estimada em 0,353 μL mL-1 e a CI90 em 0,668 μL mL-1. Essa pesquisa demonstrou, resultados promissores, visto que com baixas concentrações do OEGF é possível inibir o desenvolvimento micelial e a germinação de conídios do fungo C. musae.